segunda-feira, 22 de março de 2010

BOY GEORGE ESTÁ DE VOLTA COM UM NOVO SINGLE


Boy George está de volta fazendo o que ele mais ama - cantar ao vivo, despojado, acústico e desplugado.

Sexta-feira, 9 de abril de 2010, Boy George Up Close and Personal: Live in Concert, George vai estar de volta na estrada tendo vendido apenas 11 noites no Leicester Square Theatre, em Londres, durante o Natal. Com este show na estrada, George vai realizar um emocionante jogo com seus maiores sucessos de Culture Club, sua carreira solo, escrevendo novas e alguns grandes hits.

Na segunda-feira, 22 de março, seu primeiro single de 2010, Amazing Grace, será lançado pela MN2S sob novo rótulo, Decode Records. Escrito por Boy George, Themis John e Roland Faber, misturado e produzido por Kinky Roland, o single também tem características vocais adicionais pelo aclamado cantora Portuguesa Ana Lains.

“Amazing Grace” será lançado como um download digital, um único CD e como uma edição limitada do disco de vinil.

A liberação de recursos re-club mixados por Kurd Maverick, Boys Sharp, Filo e Peri, e Mac e Taylor, e a versão acústica de Jamiroquai, com características de Rob Harris na guitarra. MN2S: "É muito grande lançar um CD de um artista tão seminal e icônico como o Boy George."

Boy George precisa de introdução. Ele primeiro foi para o estrelato internacional na década de 1980 como o homem diante de uma das maiores exportações do Reino Unido - Culture Club. Ele já vendeu mais de 50 milhões de discos e teve 10 maiores sucessos em cada país. O cantor, ator, DJ, artista, fotógrafo, designer de moda, ele tem constantemente reinventado a si mesmo e continua a ser hoje um dos mais reconhecidos do mundo iconicamente.

Ele iniciou recentemente uma noite com nova bebida mensal e livre de drogas em um clube no Proud Camden. Seu retorno ao trabalho depois de viver uma ausência de 10 anos, impressionou platéias e críticos de todo o Reino Unido.



http://www.boygeorgeuk.com/

ESTEFANO DIAZ
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Fábio Tavares e sua paixão - O teatro



Mini Bio Fábio Tavares: Começou a trabalhar com Teatro em 1989, de forma amadora, com uma peça criada por professora de um colégio em que estudava. Essa peça foi transmitida pela TV e um diretor viu a peça pela TV e o chamou para integrar o elenco de um Infantil.

Ficou com esse grupo até 1993 quando começou a fazer vários cursos de Teatro, até que, em 1995 fez sua primeira peça, o nome da peça do colégio era "O Jardineiro" onde representava o próprio. O nome da segunda peça era "Onde Moras".

A primeira peça que fez em circuito comercial se chamava “Cavaleiros da Fé” e fez mais duas peças até que em 1997 deu um tempo para estudar e se dedicar a outras coisas até que em 2000 voltou a fazer Teatro, porém, apenas produzindo e fazendo parte da Técnica junto com pequenos grupos que estavam iniciando naquela época também, esse período durou até 2004 quando passou a produzir Shows.

Nessa época Fábio fez operação de som, operador de luz, divulgação, captação e ficou um pouco afastado do meio Teatral até que no inicio de 2009 criou o Curso de Teatro Ensaio do qual nasceu a Companhia Teatral “Terra Brasilis” com a qual desenvolve um trabalho de pesquisa dos fundamentos do Teatral brasileiro e da força do ator.


1 – Como você começou a se interessar pelo teatro?

No banheiro cantando aos berros e imitando outros artistas ou chorando para pedir para mamar quando ainda tinha meses de vida (isso é um teatrinho que fazemos para comover nossas mães), brincando com meus brinquedos na infância (acreditando que um boneco de plástico era gente) e nessa mesma infância subi no palco de um clube sem a menor consciência do que estava fazendo fui aplaudido e nunca mais sai de lá, só troquei de função.

2- Quais seus projetos? Seus planos pro futuro? Existe perspectiva em fazer um espetáculo a cada ano? Me fale um pouco sobre seu novo espetáculo “Escombros!”.

Meu projeto é tocar a Companhia Teatral “Terra Brasilis” para frente com a montagem do Texto Escombros que fala sobre o verdadeiro valor do amor na vida das pessoas através das angústias de uma atriz que desconhece por completo os valores éticos e morais e paga um preço caro por isso, a solidão. Enfim, pretendo dar continuidade aos Cursos de Teatro com o qual sempre monto uma Temporada de apresentações ao final com os alunos que participam, e com essas temporadas procuro justamente a proliferação de Companhias de Teatro que tenham uma base de seriedade e pesquisa em seus trabalhos, como eram as Companhias de antigamente.

3 – Qual a relação do teatro com o povo baiano?

Olha, o publico de Salvador está muito acostumado com a comédia. A comédia atrai um bom publico no sentido da quantidade e isso do ponto de vista mercadológico é maravilhoso. Mas não devemos subestimar o alcance da arte e a arte não é só o riso fácil, nem o publico é burro. Existem outros sentimentos a serem extraídos e expostos, então nos meus trabalhos sempre procuro fazer uma mistura de estilos e oferecer ao publico um pouco de cada coisa... Drama, Comédia, Tragédia, enfim...ARTE!

4- Você acha que Salvador é uma boa cidade para realizar arte? O baiano tem o costume de ir ao teatro?

O público baiano gosta de Teatro e frequenta, o que falta é uma maior dedicação e interesse da imprensa local por grupos e pessoas que estão começando para que o público possa valorizar e contemplar o trabalho dessas pessoas e não só de espetáculos que vem do Sul do país. O meu maior intuito com esses cursos é exatamente esse: Fazer, cada vez mais, que surjam Grupos de Teatro como esta acontecendo com a CTTB que nasceu a partir do Curso realizado no ano passado na Sala de Ensaios do TCA e fortalecer essa corrente do Teatro aqui em Salvador.


5 – Qual é sua inspiração ao fazer uma peça? Quem são as pessoas que te influenciaram a ser o que você se tornou hoje? Você tem ídolos, se sim, quem?

A inspiração vem do cotidiano mesmo, das pessoas que estão ao meu redor e que fazem parte da minha vida, essas são as mesmas pessoas que me inspiram e influenciam para montar meu trabalho.

6- Existe alguém com quem você gostaria de trabalhar em conjunto?

As pessoas com as quais eu gostaria de trabalhar já estão mortas há pelos menos 200 anos(risos). Eu gosto muito de parcerias, mas não tem ninguém em especial no momento.

7- Por quê você escolheu esse nome para a peça?

Porque a partir dos escombros podemos reconstruir as nossas vidas. Sabe aquela coisa de colocar a casa no chão e construir uma novinha em folha? É exatamente isso que as personagens de Escombros fazem, reconstroem suas vidas quando descobrem que o amor é a base de tudo.


8- É muito difícil montar uma peça, especialmente na Bahia?

Em todos os aspectos! É um parto em que o filho sai pela boca, mas com toda dificuldade ele é parido e nós como bons pais que somos, o amamos mesmo assim.


Estefano Diaz
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THIAGO SANTOS - MODELO REVELAÇÃO



Eu acho que terá um dia em que veremos somente homens brasileiros na capa. O brasileiro Thiago Santos (New York Model Management), é o grande predileto da temporada. Eu o vi pela primeira vez na passarela da Dior Homme, quatro temporadas atrás. O que me chamou a atenção nele foi o seu cabelo. Eu acho que eu tenho muita inveja do seu cabelo. Eu sempre me encontro falando sobre os cabelos dos modelos, o que eu posso fazer?

O modelo de 17 anos foi descoberto por David Ralph em Dallas, nos EUA. Suas paixões são: Ler, tirar fotos, bronzear-se, dançar e surfar.

Nos esportes, curte futebol, basquete, vôlei, e le parkour (modalidade alternativa que utiliza pontos da cidade como escadas, por exemplo, como exercício), e na música, Bob Marley e Hilsong Unite – Revolution. Thiago ainda conta que atualmente sua obsessão é ficar famoso! Acho que ele está certo.

De qualquer modo, Thiago conseguiu conquistar seu lugar ao sol desde suas aparições exclusivas para a Dior Homme. Sendo modelo exclusivo da Maison Dior, desfilou todas as coleções. Ele também desfilou para Kris Van Assche, Diretor de Criação da Dior Homme e apareceu na campanha da Dior Homme para o Outono / Inverno - 2009 / 2010, fotografado por Karl Lagerfeld.

Desde então seu currículum deu um salto. Ele estava em todos os desfiles na semana de Moda de Nova York. Se você perceber ele sorrindo, seu coração derrete!



Estefano Diaz
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domingo, 21 de março de 2010

Qual a razão do sucesso na TV americana de Florence and the Machine?


De montagens esportivas à propagandas para a Living TV, a versão da banda Florence and the Machine para a música You've Got the Love, é a música mais tocada por ae.

Se você vê TV, especialmente TV a Cabo, você deve ter notado que recentemente uma música não pára de tocar. A versão do hino You Got the Love da banda Florence and the Machine's está sendo usada em praticamente todas as TVs do Reino Unido, da BBC à Formula 1. Então por quê essa música em particular que surgiu dos confins do universo, se tornou uma das músicas mais tocadas do pop?

Bom, existem várias razões para isso. A BBC e a SKY tem uma coisa chamada de licença de cobertor, ou seja, isso significa que eles não precisam pedir autorização para as gravadoras, compositores, artistas e publicitários para utilizar qualquer pedaço de música que eles quiserem.

Jim Reid é VP senior de sincronização para a Warner Europe (o editor da música original). "Nós gastamos muito do nosso tempo fazendo com que tenhamos certeza que as pessoas que determinam as decisões de quais músicas serão usadas saibam quais músicas nós temos para o futuro", ele diz.

"Nouvelle Vague realmente mudou as coisas",explica Reid, "eles cobriram os tunes muito bem conhecidos por todos, em uma batida mais lenta. Os publicitários amaram. Eles não venderam muitos álbuns, mas fizeram fortuna com as propagandas” Então esse é o futuro? A nova versão de qualquer música será o suficiente para que ajude um álbum decaído? Só o tempo vai dizer..

Estefano Diaz
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Florence Welch



Na escola de arte em sua terra natal, SouthLondon, Florence Welch fez um arranjo de flores que dizia: “Você é uma lerda(que, diz ela, "foi dirigido exclusivamente para mim")” e fez um bolo gelado com as palavras “Vai piorar”.
Felizmente, para a cantora de 22 anos, o oposto aconteceu. Neste momento, Welch, que registra com o nome de Florence e a máquina, é o brinde da cena musical britânica. Seu lamento em forma de blues, sua moda esquisita e uma polêmica ao falar sobre a violência doméstica (como interpretada a partir de seu primeiro single, "Kiss With a Fist"), fixou em sua rotação permanente na cabeça dos fãs e conhecedores de música.

Welch foi descoberta há menos de dois anos atrás, cantando uma canção de Etta James em um banheiro do clube de Londres por Mairead Nash, que é um meia do ato Queens of Noize e agora é o empresário de Welch. A indústria da música britânica concorda que Welch é a nova artista musical mais provável que surja este ano, mesmo dando-lhe um Critics Choice 'Award especial nos prêmios Brits (o equivalente britânico do Grammy).

A múica de Welch combina a crueza dos The White Stripes, que ela cresceu ouvindo, com a excentricidade ligeiramente doida de Kate Bush, outra de seus heróis. Seu primeiro álbum, Lungs, programado para chegar às lojas em setembro, está sendo produzido por James Ford e Paul Epworth, que entre eles já trabalharam com bandas de hip British indie, como Bloc Party e Arctic Monkeys.

Florence já foi um pouco estereotipada na imprensa musical britânica como uma excêntrica elegante. Embora ela nega a parte chique. "Não é como se eu tomar um chá com a rainha", diz ela na parte de trás de um táxi na volta para casa do estúdio. Sua roupa favorita é o vestido de baile de debutantes chiffon que sua mãe norte-americana usou na sua festa. Sua mãe é uma historiadora de arte, enquanto seu pai trabalha em publicidade. (Ambos a seguiram em uma caravana, quando ela viajou pela Europa no ano passado apoiando a banda de Brooklyn MGMT).

Quanto à excentricidade, Welch afirma que suas letras são inspiradas por "aquele sentimento que você começa quando você acorda de manhã com medo que o desconhecido que rasteja, segue-a durante todo o dia" (talvez também conhecido como uma ressaca). No entanto, outras canções são mais felizes "eufóricas, porque cantar, para mim, é uma experiência realmente alegre. É tudo sobre altos e baixos", diz ela. Seus dois primeiros singles, "Kiss With a Fist" e "Dogs Days are Over", mostram um lado diferente: O último jubilosamente anuncia que maus momentos já passaram, o anterior declara: "Um beijo com o punho é melhor do que nenhum".

Este Verão, Welch vai tocar em seus favoritos festivais de música britânicos, Glastonbury e Bestival, ambos os quais têm uma peculiaridade caleidoscópica que coincide com ela própria. Foi uma subida estratosférica. "Eu acho que é bizarro", ela afirma. "Eu vou ter que ficar muito melhor".



Para datas de turnê, confira a página de Florence And the Machine no MySpace.


Estefano Diaz
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Mundo dos Sonhos


Veja como Iwison Ricardo transformou seu mundo em um mundo dos sonhos com suas Barbies personalizadas.

Como todos imaginam, a boneca Barbie faz parte do imaginário feminino em todo o mundo. Mas será que a boneca pode ser também usada como uma arte e capaz de mudar a visão de mundo de um homem? Quem pode responder essa questão é nada mais, nada menos do que Iwison Ricardo.

Natural de Miguel Calmon BA, é formado pela Universidade Católica do Salvador no curso de Licenciatura Plena em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas, pós-graduado em Design de Produto no curso da UNEB - Pós Design 3º Edição.
Tudo começou no ano de 2003, quando um grande amigo de Iwison foi trabalhar em uma grande loja de departamentos em Salvador, e começou a adquirir bonecas da marca Barbie, uma nova linha de produção que estava sendo criada no mercado consumidor, a coleção Fashion Fever, com uma embalagem diferenciada, stand incluído(suporte para deixar a boneca de pé) roupas, cabelos e estilos bem atuais, incorporando moda e atitude, as bonecas conquistaram outro público consumidor, os de colecionadores.

“Neste mesmo ano do ingresso de meu amigo, eu ganhei minha primeira boneca, uma Barbie Fruit Cereja, na qual ele derramou todo o conteúdo do frasco de essência no cabelo da mesma, ela ainda cheira cereja até hoje. Posteriormente ele me deu outra boneca, uma Barbie Bouquet. A partir daí comecei a me dirigir as lojas de brinquedos especializadas e comecei também a adquirir a tal coleção FF”, afirma Ricardo.

Algumas publicações de moda deram ênfase a historia da boneca, sua própria história e concepção e o fascínio que existe em torno dela no mundo inteiro. Ricardo logo viu que não estava só, existe uma legião de seguidores em todo o planeta.

Tendo fundamento em artes plásticas, começou a desenvolver com as bonecas que ficavam obsoletas, resultado de várias trocas feitas entre amigos colecionadores, estilizando algumas bonecas transformando - as em personagens de sua infância e seres mitológicos. Dessa forma incorporou o estilo OOAK (one of a kind), arte de recriar um conceito já estabelecido tendo como base a boneca Barbie, se tornando única no formato artístico.

“Minha primeira exposição das minhas OOAK, foi na inauguração do espaço de moda D’Malicuia, convidado pela equipe para abrilhantar a festa junto com outros convidados e artistas.

Em Novembro de 2008, fui convidado para estilizar as 6 personagens de Jorge Amado em bonecas Barbie, para a comemoração dos 50 anos de Grabriela Cravo e Canela, a exposição aconteceu na Fundação Jorge Amado Pelourinho, durante todo verão.

Em 2009 ano comemorativo dos 50 Anos, realizei na minha cidade natal, mais uma exposição com minhas Barbies, e participei da Segunda Convenção de Colecionadores de Barbie que aconteceu no Senac Lapa São Paulo, em julho, assim como também a visita ao Museu Encantado da Barbie, que contou com mais de 400 bonecas da coleção particular do Carlos Keffer, anfitrião da convenção”.

Este ano começa com novos planos, a criação da marca que vai produzir todo conceito das Barbie OOAK, como também acessórios e a revista de fotos para a Barbie (BACIR- BARBIE ART COLLECTION BY IWISON RICARDO).


Estefano Diaz
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SAIBA MAIS:

Veja a entrevista dada por Iwison Ricardo para o site Salvador Update:

1 – Como é a sua arte?

Consiste em criar personagens das mais variadas culturas e interpretações, tenho como base a forma, o corpo e a estrutura de 27,5cm da boneca Barbie, assim como algumas peças de vestuário, acessórios e bijuterias.

2- Quais seus projetos? Seus planos pro futuro?

Tenho projetos em andamento, estou testando algumas matérias-primas para confecção de chapéus e lançar um revista de fotos para a Barbie, com ensaios fotográficos realizados por mim e por outros colecionadores. Para o futuro espero consolidar minha criação junto a comunidade de colecionadores, e continuar trabalhando muito.

3 – Qual a sua relação com a moda, e o que você acha da moda baiana?

Trabalho como visual merchandising, assim sendo tenho que estar atualizado com as recentes tendências, coleções e conceitos das principais edições de moda do país e do mundo, para embasar meu trabalho e realizá-lo dentro de alguns parâmetros da moda, conquistar o cliente com boas escolhas e produções.
A moda baiana tem dado um grande salto no cenário brasileiro, mas falta investimento por parte do empresariado no ramo e a valorização do profissional de moda.

4- Você gostaria de ter sua própria linha de roupas?

Não. A não ser que fosse para a boneca, aí teria sim muito prazer em vestir.




5 – Como é a sua relação com as bonecas? O q você mais gosta de fazer dentro da sua arte?

Se tornou uma relação de amor e cumplicidade, eu acabei tendo que destroçar algumas bonecas para que essa relação fosse bem mais profunda, eu precisava conhecer os mecanismos internos, assim conseguir planejar melhor as idéias e a criatividade.
Criar minhas personagens, reinventar, desenhar um novo conceito para Deusas, rainhas, seres, elaborar desde a vestimenta até os adereços. É um processo criativo, onde a boneca também participa, o olhar, a feição, ajudam a identificar o personagem e também a criar a aura, a personalidade incorporada.

6- O que as bonecas representam para você?

Nossa! Elas são para mim como filhas, elas só nascem quando eu retiro-as da caixa, e dou o caráter que ela merece, de acordo a estrutura da face, do cabelo, do tom de pele, a partir daí ela ganha vida pra mim.



Estefano Diaz
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'The No. 1 Ladies' Detective Agency' – Uma Lição de Vida


Como uma garota crescendo na nação africana de Botswana, Precious Ramotswe foi encourajada por seu pai a seguir seus sonhos, não importando as consequências. Agora aos 30 anos de idade, Precious está fazendo justamente isso – abrindo sua primeira e única agência de detetive dirigida por uma mulher para beneficiar aqueles que precisam mais de ajuda.

O primeiro projeto de longa metragem feito para TV a ser filmado inteiramente na locação em Botswana, 'The No. 1 Ladies' Detective Agency' é baseado nos romances best sellers de Alexander McCall Smith e co-escritos e produzidos executivamente por Richard Curtis e o finado Anthony Minghella.

Como nos romances de McCall, as aventuras de Precious Ramotswe (Jill Scott), a alegre, iminantemente sensível proprietária da primeira agência de detetive da mulher, estão localizadas em Kgale Hill Shopping Center fora da cidade de Gaborone.

Ajudada por sua eficiente secretária Grace Makutsi (Anika Noni Rose), Precious investiga uma variedade de casos, ajudando o povo da cidade a resolver os mistérios das suas vidas, de crianças desaparecidas à maridos infiéis até os golpes tradicionais.

Precious Ramotswe exemplifica os corajosos esforços que os africanos realmente enfrentam para melhorar suas qualidades de vida, enquanto preservam suas culturas. Apesar de Precious se mostrar como uma pessoa alegre, inocente, exuberante no seu trabalho, os “mistérios” que ela investiga são muito sérios que incluem, sequestros de crianças, pobreza, crime organizado, crises sanitárias, infidelidade, abandono de esposos e muito mais problemas que a sociedade africana enfrenta nos dias de hoje.

No papel principal de Precious Ramotswe está Jill Scott, a cantora e compositora de R&B que ganhou 3 Grammy® Awards desde 2005, ela se tornou atriz em 2007, onde fez 'Hounddog' (sua 1ª aparição como Big Mama Thornton) e 'Why Did I Get Married?' Outros artistas incluem: Anika Noni Rose ('Dreamgirls') como a secretária de Precious; Grace, Lucian Msamati, JLB, e Desmond Dube ('Hotel Rwanda') como seu vizinho BK, um espalhafatoso cabeleleiro. Artistas convidados incluem David Oyelowo (HBO's 'Five Days' e 'As You Like It'), Idris Elba (HBO's 'The Wire' e 'Sometimes in April'), Colin Salmon ('Die Another Day'), e o ganhador do Tony® John Kani ('Final Solution').

O piloto (que estreiou na BBC em 2008) é o último filme dirigido Anthony Minghella ('Cold Mountain,' ganhador de Melhor Diretor no Oscar® por 'O Paciente Inglês'), quem co-escreve o script com Richard Curtis (Nominado pelo Oscar® por 'Quatro Casamentos e um Funeral' e ganhador do Emmy® por HBO's 'The Girl in the Café'). O piloto foi produzido pelo finado Sydney Pollack (ganhador do Oscar® pela direção de 'Out of Africa' e 'Tootsie'), Timothy Bricknell ('Cold Mountain') e Amy J. Moore. Logo essa série chegará ao Brasil para o deleite dos baianos.

Estefano Diaz
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Imogen Heap – Pulo de Fé


Apesar de que quase ninguém no Brasil conhece Imogen Heap, e não ter chegado ainda ao Top 40 das músicas mais ouvidas, como publicado num artigo do The Guardian, ela continua sendo uma das artistas mais populares da Internet.

Figuras e fatos de Imogen impressionante campanha online, já figuram em 40 milhões de acessos no seu Myspace, mais de 300 mil seguidores no Twitter(em menos de 12 meses), e o seu uso da tecnologia da web para fazer coisas como filmar seu processo de gravação do ábum e colocar no seu vídeo blog, encontrar colaborades para fazer sua arte-final da capa do álbum, e até performances no piano ao vivo e online, não é possível que um hit esteja por vir.

O mais novo álbum de Imogen, ‘Ellipse’, foi lançado em Agosto de 2004 e já debutou na posição número 5 da Billboard Top 200. Finalmente ela está tendo seu reconhecimento que ela tanto merece. Em 2005 o álbum ‘Speak For Yourself’ vendeu 500 mil cópias no mundo inteiro.

O álbum também chegou na posição #1 da Billboard Dance/Electronic álbum, #1 da Billboard Internet álbum, #2 da Billboard Digital álbum, #3 da Billboard Alternative álbum, #4 da Billboard Rock álbum, #4 da Canadian álbum, e #39 da Top 40 álbum do Reino Unido!

Estefano Diaz
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Salvador necessita conhecer Tori Amos


“Meu pai era um bispo e baniu o rock de casa. Então eu tocava os Stones no piano quando ele não estava”.

“Eu gosto de drama”… Tori Amos. Fotografia: Graeme Robertson
Como você começou?
Eu comecei tocando o piano quando eu tinha 2 anos e ganhei uma bolsa de estudos no Conservatório de Música Peabody em Baltimore quando eu tinha 5 anos. Saí com 11 de lá.

Qual foi sua grande revelação?

Quando saí de Peabody. Meu irmão mais velho gostava de rock, coisa que meu pai detestava. Ele era um bispo, então baniu o rock de casa. Mas Michael conseguia entrar com os discos dentro de casa e tocava os Stones e Little Richard no piano com ele antes de nosso pai chegar. Isso foi o começo para mim.

Quais artistas femininas te inspiram?

Eu não posso dizer nomes. Eu ficaria muito preocupada se esquesse algum nome. Eu lembro ter lido uma entrevista de um de meus ídolos há 15 anos atrás e ela foi perguntada a mesma coisa. Ela disse um monte de nomes de artistas femininas, mas não eu. Eu fiquei devastada.

Quem ou o que você sacrificou pela sua arte?

Minha filha Natashya. Ela tem quase 10 anos hoje, mas eu ainda fico com uma pontinha de culpa quando estou em tourné e eu não posso ser aquele tipo de mãe que está com ela, a colocando na cama toda noite. Ela é uma ótima líder de torcida.

O pop está tendo um fenômeno feminino?

Ha! Sim – é muito legal que agora tenha muitas artistas femininas por ae, mas me pergunte de novo 10 anos mais tarde. Existe uma pressão muito grande nas mulheres nessa indústria: elas são consideradas vintage quando elas atingem 30 anos. Enquanto isso os homens considerados os homens mais bonitos do mundo estão atingindo 50 – Johnny Depp e Brad Pitt têm 46 anos.

Qual foi a pior coisa que alguém disse sobre você?

Que eu não sei rir. Isso veio de um jornalista alguns anos atrás.

Se você pudesse ter escrito qualquer música, qual teria sido?

Let It Be dos Beatles.

Quem você gostaria de trabalhar em conjunto?

Eu geralmente sou questionada se eu algum dia vou trabalhar com Kate Bush. Eu não sei dizer com certeza com quem eu gostaria de trabalhar em conjunto, mas estou trabalhando com o escritor de peças teatrais Sam Adamson.

Existe alguma forma de arte que você não se relaciona?

Ópera, porque é muito esquisito, eu gosto de muito drama.

Você liga muito para a fama?Do you care about fame?

Claro! Se alguém diz que eu só quero ser apreciada pela minha música, é uma mentira deslavada. Se eu tivesse escrevendo músicas só para mim, eu só as tocaria dentro de casa, sozinha.

Mini Bio

Nascida: North Carolina, USA, 1963

Carreira: Lançou 11 solo albums, o último que foi o Midwinter Graces, está nas lojas agora pela Universal/Island.

Estefano Diaz

Como será a próxima década na música mundial?

Amy Winehouse falha para lançar um novo álbum, Oasis se reúnem para uma tourné e Slayer alcança o número 1. Futuro do pop muito incerto.

Amy Winehouse: Seu 13o aniversário da tourné Back to Black vai se esgotar rapidamente. Fotografia: Peter Macdiarmid/Getty Images
Depois de uma década em que a música Chasing Cars da banda Snow Patrol foi a mais tocada e o álbum Back to Bedlam de James Blunt foi o mais vendido, é tentador fazer uma projeção do que virá aos longos dos anos e ver o que aconteceu no passado. Mas esses próximos anos vão ser melhores ou piores em relação à música? Felizmente, posso dizer o que poderá acontecer...

2010
Snow Patrol toca uma balada otimista no comercial em apoio ao time de futebol da Inglaterra na Copa Mundial. Mas as vendas não superam as estimativas, como foi com Chasing Cars. Seguindo de uma campanha publicitária espirituosa, , Angel of Death de Slayer é a música número 1 do Natal.

2011
Oasis marca novas datas para apresentações em arenas. Misticamente, a tourné Be Here Now In Its Entirety falha em esgotar e tudo degringola depois que Noel tem uma briga com Liam backstage na Arena LG, Birmingham.

2012
O novo e tão esperado álbum de Amy Winehouse é adiado. A relação pública da cantora culpa a reação por medicamento. Ela necessita se recuperar em St Lucia, pelos próximos 3 anos.

2013
Crazytown e Alien Ant Farm são reformados para tocar Download – agora renomeado como Relentless Energy Drink Weekender. Vendas de shorts grandes e máscaras de palhaço crescem repentinadamente. Seguido de uma campanha espirituosa na internet de fãs da Slipknot, cantando Shit is Christmas No 1.

2014
Klaxons tem seu segundo álbum rejeitado pela gravadora pela 13a vez. A razão se dá pela qual é um álbum duplo com jazz industrializado com solos estranhos. Não seria muito vendável.

2015
Com a bênção do Primeiro Ministro Boris Johnson, Simon Cowell lança seu longo e planejado programa de TV X Factor Polítical. Milhões votam, por SMS, para trazer de volta o enforcamento.

O álbum de Amy Winehouse é adiado novamente – dessa vez por causa que ela “está sem gays”. Sentindo uma oportunidade, seu pai tenta resolver o problema, lançando canções do livro de músicas do próprio Mitch Winehouse chamado “Noel Coward”, para a surpresa dos fãs da cantora.

Estefano Diaz

Nico Urquiza: O artista baiano de coração


Nicolas Urquiza nasceu na Argentina em 1969. Ele começou a desenvolver sua arte na idade dos 15 anos, quando ele ganhou seu primeiro prêmio em uma competição de arte, em um museu local da sua cidade nativa de Parana. Ele freqüentava a "The University of Architecture and Industrial Design" em Buenos Aires, mas logo viu que sua real vocação estava na escola privada de arte "Sara Garcia Uriburu", sendo guiado pelo mentor Carlos Bisolino.

A arte de Urquiza progrediu para incluir tendências eróticas fortes e provocativas, que em algumas vezes são controversiais. Sua primeira exibição na Argentina foi suficiente para que a Igreja Católica fizesse crítica, em que tentou fazer censura do seu trabalho, acabando até sendo assunto dos mais populares e notáveis programas de televisão argentinos. “Minha arte é polêmica, é uma mensagem, não é arte de decoração, é arte de revolução, de abrir cabeças, de incentivar idéias”, afirma o artista.

Com seu terceiro show cancelado e sua arte confiscada pela polícia, por causa do seu conteúdo, o artista resolveu mudar para o Brasil, onde pôde verificar que sua arte era mais aceita e compreendida pela sociedade.

“Amo a cidade de Salvador pela sua magia, tudo tem um encanto especial, assim que cheguei aqui sabia que era um lugar no mundo aonde passaria muito tempo da minha vida. Para mim, é uma fonte de inspiração, não só na minha arte, mas no meu jeito de viver. O que mais gosto da cidade, é o aspecto cultural, como a cultura se mistura com as pessoas, com a arquitetura, com a natureza, essa humidade tropical que emana arte”, diz Nico.

Nico atualmente vive na cidade de Nova York, onde alterna entre arte fina e comercial, com diferentes focos, seja na pintura, fotografia, moda, direção de arte e várias áreas do design. Foi o co-designer de NICO & ADRIAN, sua linha de roupas, junto com Adrian, seu parceiro comercial.
“Eu tive uma linha de roupas por 10 anos com um companheiro, a marca continua, mas eu estou concentrado na minha arte e ele na marca. Nosso nome virou símbolo de vanguarda, especialmente após ter saído em várias capas de revistas no mundo, incluindo Vogue Itália com Linda Evangelista, e ter vestido artistas como Paris Hilton, Beyoncé, Marylin Manson, e muitos outros”, explica Urquiza.

Sobre a moda baiana, ele diz Salvador já foi inspiração de várias coleções da sua marca. “Adoro o trabalho da estilista e grande amiga Márcia Ganem”, diz.
Em relação à fotografia, ele explica que não existe comparação com a moda, ele é um observador, fica escondido atrás das lentes, transporta uma imagem e a compartilha com o mundo inteiro. “Fotografia é para mim uma das formas mais sutis e delicadas de compartir minha intimidade”, completa.

Seus planos para o futuro são praticamente inexistentes, pois ele afirma que vive o momento, o presente, mas tem projetos: “O futuro é muito distante na minha imaginação, mas tenho projetos, como viajar a Europa em Abril, e trabalhar para dois shows, um em Nova York e outro em Los Angeles nos quais fui convidado”, diz Nico.
Seu trabalho já foi publicado em inúmeras revistas, jornais, galerias, museus, shows privados, entre as mais notáveis: "Vogue"(Itália), "Art in America" (USA), L'uomo Vogue (Itália), Luire (Japão), "Preferences" (França), "STH" (USA), "The New York Times" (USA), "Bazar" (Brasil), "Numero" (França), e muitas outras.


Estefano Diaz
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CAFÉ CLUB RESORT: O primeiro Resort Gay da Bahia com treinamento de cães

Brejões na Bahia se torna o primeiro lugar a receber um resort Gay Friendly.


O Café Club Resort tem estilo europeu, com simplicidade e requinte. É localizado no Município de Brejões, uma pequena cidade do Recôncavo Baiano. Esse foi o lugar especialmente escolhido por José P. Carvalho Neto e Frank Paulat, donos do hotel, para abrirem o primeiro resort gay friendly da Bahia, pelo menos do que se tem notícia e ainda com serviço de treinamento para cachorros, inusitado para os demais hotéis da classe.

Natural de Juazeiro, José Neto mudou-se para São Paulo com 17 anos onde trabalhou como vendedor e relações públicas, viajou para Ibiza nas férias e de lá não saiu mais. Conheceu seu parceiro Frank em suas andanças pela Europa e se mudou para Alemanha. Frank, nasceu em Berlim, é psicólogo, criador da grife Taseo, e ainda é dono de um hotel gay na Alemanha.

“Tinhamos tudo, mas nos faltava tempo e qualidade de vida , foi quando resolvemos que mudariamos ao Brasil, mas não para uma cidade e sim ao campo, interior do Brasil. Então quando conhecemos essa fazenda aonde hoje está o Cafe club Resort ficamos encantados”, diz José.

Aberto em 2009, o resort conta com hospedagem de cães, um grande diferencial dos outros resorts, sejam gay friendly ou não. “Depois de viajar muito e ter vivido na Europa por alguns anos, sempre que vinha ao Brasil me faltava um pouco de qualidade com simplicidade e boa prestação de serviços, a que estava já acostumado, como por exemplo poder escolher a hora para meu café da manhã ou ter como meu acompanhante meu cachorro”, explica Neto.

Para eles a Bahia foi o lugar perfeito para construir o resort, “...a Bahia é um estado maravilhoso e o interior da Bahia tem que ser melhor descoberto. Isso aqui é muito natural, tem uma simplicidade, sem largar mão do requinte e bom gosto que amamos”, afirma José.

O CAFE CLUB RESORT conta ainda com um chefe alemão garantindo belas e saborosas surpresas da Europa aqui no interior do Brasil.
Para o futuro, os donos esperam trabalhar mais com o público gay e quem sabe ampliar o resort.

http://www.cafeclubresort.com

Estefano Diaz
redação@salvadorupdate.com
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Solve Sundsbo: Imagens Irretocáveis


Solve Sundsbo é um dos mais conceituados fotógrafos de moda e seu trabalho inovador, nunca deixa de merecer a atenção, se é sua nova campanha de perfume clássico YSL ou um editorial recentemente notório em V, as imagens que Solve cria são inesquecíveis.

Continuando nossa série exclusiva de colaboração entrevista com One Manegement, Christopher Michael senta-se com o próprio homem para dar uma olhada na mente por trás das imagens surpreendentes.

Christopher Michael: "Se eu tenho um estilo, é que eu não tenho estilo", a soma de seu estilo em suas próprias palavras, não poderia ter sido melhor dito. Se você ainda tem que ser limitado por nenhuma marca especial, então o que você acha que é a constante em seu trabalho que traz os clientes de publicidade e revistas de tanto bater na sua porta?

Solve Sundsbo: Eu espero que seja um nível de sofisticação e de qualidade. É difícil analisar seu próprio trabalho, mas acho que a constante para mim é que o trabalho mostra a minha curiosidade e respeito pelas pessoas que eu fotografo.

CM: Você já referenciado a incrível quantidade de dedicação que são trocadas durante uma relação de trabalho entre o 'professor' e seu assistente, ao falar sobre o seu tempo com Nick Knight. Você já teve uma relação semelhante com um de seus próprios assistentes que se sente comparável à que?

SS: Eu tenho tido muita sorte de ter tido incrivelmente dedicado assistentes, e eu não poderia escolher um especificamente. Não há garantia de que, infelizmente, se você é um bom assistente, você fará um bom fotógrafo. Nick foi um professor persistentemente bom para seus colaboradores durante o ano, e espero que eu possa levar esses ensinamentos para meus assistentes também.




CM: Tenho certeza que você vai. Você tem trazido uma observação incrível: que somos levados a acreditar que os corpos das mulheres só servem para vender produtos, mas quando você aplica essa mesma noção em um homem, você encontrou com alguma controvérsia. Você acha que ainda se aplica? Ou você também notou a nudez masculina cada vez mais sempre presente em páginas de hoje em editoriais?

SS: Bem, há um aumento do nível de nudez no mundo em geral, parece ter se tornado a norma. No entanto, é interessante como a nudez masculina fora do pornô gay ainda causa polêmica. Depois do nu feminino M7 de YSL, fizemos uma sessão de fotos com GQ Style com Tom Ford e cada pênis teve de ser censurado. Mesmo que não seja incomum a mostrar frontal nu feminino em revistas de moda, nus masculinos ainda são considerados um tabu.

Com relação à nudez masculina na publicidade o abdôme e os ombros largos são a norma, e eu acho que isso é tão lamentável, como o de mamas grandes e as meninas magras sendo usado para a moda. Algumas pessoas argumentam que estes são ideais saudáveis, mas é sobre os estereótipos que nos habituamos. E eu acho que é hora de todo esse molde possa ser quebrado. A diversidade é bonito.

CM: É verdade, e eu estou muito curioso ver como esse novo olhar para a anatomia masculina nos olhos da indústria se desenvolverá plenamente. Todos os fotógrafos não são capazes de se vangloriar igual sucesso tanto no editorial, bem como a publicidade, você parece fazer muito bem com os dois, qual é o segredo?

SS: É na abordagem, que eles têm uma igual importância. Um não funciona sem o outro. Talvez eu também tenha tido sorte em ter tido trabalho em propaganda que tem uma qualidade editorial e uma certa liberdade. É difícil manter o equilíbrio às vezes, no ano passado foi preenchido com demasiada publicidade, e eu quero fazer mais editorial deste ano.

CM: Muita propaganda nesta economia? Você é um homem de sorte. Quando se trabalha em campanhas com linhas lendárias, você foi capaz de trazer a sua direção de arte própria para a mesa. Estou bastante curioso quanto à resistência quanto você estava quando se reuniu, sugerindo a nudez frontal completa masculino para os Perfumes YSL.

SS: A nudez masculina não foi controversa com o cliente, como o cliente foi YSL quando Tom Ford estava no comando. Thomas Lenthal, que era o diretor de arte de YSL beleza, e discutimos em comprimento e elaboramos várias propostas, mas que ambos acreditavam fortemente em um nu frontal masculino. Esta casou muito bem à idéia de Tom de um homem com peito peludo em um mundo de torsos raspados.

CM: Visão do Tom de masculinidade é de forma alguma idéia comum de hoje em moda, é bom de ver. Apesar do estilo "não / style “em seu trabalho eu acho que existe um elemento de espiritualidade futurista que muitas vezes aparece em suas fotos, deixa-me perguntar sobre o que o reino existente dentro das fronteiras de sua mente seria como se um fosse a sorte de ter um feeling dentro de você?

SS: Acho que o aspecto futurista vem de um desejo de ver coisas novas. E obviamente que é mais fácil encontrar coisas novas em um futuro que no passado. Acho que há também uma esperança que as coisas serão melhores no futuro. Com o aspecto da espiritualidade dele, eu acho que é porque eu sou um romântico impossível.

CM: Ainda tenho muito que apreciá-los e encontrá-los intrigantes, por direito próprio, eu sempre me perguntei como as imagens irreconhecíveis acontecem, como você faz. Vocês vão nos com o intuito de nos desafiar desse jeito ou é simplesmente uma questão de suas imagens favoritas ao atravessar a edição final?

SS: Às vezes eu me concentro em detalhes e, às vezes a história realmente não é sobre uma pessoa. Eu sempre tento contar uma história e eu sempre tenho uma personagem em mente, e às vezes essa história e personagem se torna mais forte quando você não vê o rosto.

CM: Faz sentido. Em uma época em que tanto os seguidores da moda e criadores têm igualmente uma vez mais chamados a super poder de venda do Supermodels, o senhor tem comido no luxo de seu retorno maior nos últimos tempos, bem para que você é a principal diferença em trabalhar com uma super modelo contra a menina moderna "do minuto"?

SS: A razão pela qual elas são super modelos é muitas vezes esquecida. Elas não são necessariamente Super só por causa de sua aparência, mas porque são músicos incríveis na frente da câmera. Sendo um fotógrafo é fácil quando você trabalha com uma super modelo. Elas fazem isso muito do trabalho para você. Quando você trabalha com as novas modelos que têm o luxo de uma página em branco. Você pode aplicar muito mais de suas idéias na imagem sem que tenha conotação anterior. Às vezes você está com sorte e encontrar uma nova modelo com capacidade de interpretar o que você quer fazer, e muitas vezes tornam-se a Supermodels novas.



Estefano Diaz – Jornalista
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SADE retorna e publica novo lançamento, o álbum, SOLDIER OF LOVE, no dia 8 de fevereiro de 2010


A espera acabou. A Epic Records anuncia o lançamento do Soldier of Love, novo álbum de Sade a ser publicado no mundo inteiro, em 8 de Fevereiro de 2010. Soldier of Love é o primeiro álbum oficial desde o lançamento do álbum multiplatinum Sade Lovers Rock em 2000.

Soldier of Love é o sexto álbum que Sade publica em seus 25 anos de carreira, quebrando um silêncio que durou quase dez anos desde o lançamento do Lover's Rock em 2000. Para Sade, é uma questão de integridade e autenticidade "Gravo apenas quando tenho algo a dizer. Eu não quero postar alguma coisa só para vender. Sade não é uma marca".

O ponto de partida para este novo álbum começou em 2008 quando a banda se reuniu no Mundo Real, o estúdio de Peter Gabriel, perto da casa de Sade na zona rural do sudoeste da Inglaterra. Foi a primeira vez que todos os quatro principais músicos da banda se reuniram após a turnê Rock Lover's em 2001.

O baixista Paul Denman chegou de Los Angeles (E.U.A), onde empresariava a Orange, a banda punk de seu filho adolescente. O guitarrista e saxofonista Stuart Matthewman interrompeu seu trabalho em Nova York como um compositor da trilha sonora de um filme e o tecladista Andrew Hale deixou a consultoria da A & R (artistas e repertório).

Durante os ensaios no Mundo Real, Sade concluiu as músicas para o novo álbum e todos sentiram que era o mais ambicioso de sua carreira, especialmente a canção que dá título: Soldier of Love. "A princípio, a grande questão era saber se nós realmente queria continuar trabalhando juntos sobre isso, se nós continuamos sendo amigos", diz Andrew Hale. A resposta, na forma de afirmação apaixonada, não tarda em chegar.

O álbum foi concluído no verão de 2009, quase todo gravado no Mundo Real e com a banda, tendo uma identidade mais eclética. Nas canções de Soldier of Love, Sade soa como a banda que deu início a um quarto de século atrás, com seu saxofone Mattewman sopra suavemente em outra época ou o hino Long Hard Road. Mas como as canções de reggae alegre Babyfather ou a dramática da Lua e do Céu que abre o álbum, a banda explora um novo território. "Eu não vou me repetir", afirma Sade. "Eu quero que a nossa música se torne um desafio interessante para todos, nós temos um longo caminho a percorrer juntos".



SADE BIOGRAFIA

Helen Folasade Adu nasceu em Ibadan (Nigéria). Seu pai era um professor de economia da Nigéria e sua mãe, Anne, uma enfermeira nascida na Inglaterra. O casal se conheceu em Londres, enquanto estudava na LSE (London School of Economics and Political Science) e se mudou para a Nigéria, pouco depois de se casar.

Quando sua filha nasceu, ninguém em Ibadan chamava por seu nome de Inglês e Sade foi o nome que todo mundo sabia falar. Seus pais se separaram quando ela tinha quatro anos e se mudou para a Inglaterra com sua mãe e Banji, seu irmão mais velho a viver na casa de seus avós em Colchester (Essex).

Sade escutou música soul norte-americana, especialmente artistas dos anos 70 como Curtis Mayfield, Donny Hathaway e Bill Withers. Quando adolescente, ela viu Jackson 5 no teatro Rainbow, em Finsbury Park, onde trabalhou como garçonete nos fins de semana. "Eu estava mais fascinada com a reação do público ao que estava acontecendo no palco", lembra ela. "Havia crianças, mães com crianças, idosos, brancos, pretos. É o público que sempre quis ter”.

A música não era a primeira escolha de Sade como uma carreira. Ela estudou moda na St. Martin School of Art e começou a cantar apenas quando dois amigos de escola que tinham um grupo a pediu para ajudar com o coro. Para sua surpresa, descobriu que quando cantava ficava um pouco nervosa, mas ela gostava de escrever canções.

Dois anos mais tarde, Sade tinha superado seu medo do palco e começou a cantar regularmente com orgulho, uma banda de funk latino do norte de Londres. "Quando a Pride foi subir no palco foi como um choque", lembra Sade. "Eu estava apavorada, mas tentei dar o meu melhor e estou decidida a cantar quase como eu falo, porque o importante é ser você mesmo", afirma cantora.

Com Pride, Sade aprendeu como é o palco e a estrada. Desde 1981 e durante três anos, percorreu o Reino Unido, com sete músicos da banda, mesmo dirigindo a van. Uma das canções foi Smooth Operator, co-escrito por Sade, que chamou a atenção de olheiros de uma gravadora e queria contratá-la como um artista solo, sem o resto da banda.

Obstinadamente leal aos seus colegas e amigos do grupo, Sade não assinou. Dezoito meses depois, ela se comprometeu com a Epic Records, com a condição de três músicos da banda em um novo projeto conhecido como Sade: o saxofonista Stuart Matthewman, o tecladista Andrew Hale e o baixista Paul Denman. Hoje, 25 anos depois, ainda em conjunto.

O primeiro single de Sade, "Your Love Is King, ficou no Top 10 nas paradas britânicas em fevereiro de 1984 e sua vida e a da banda mudaram para sempre. A elegância de sua música e imagem exótica e sofisticada, lançaram Sade como um ícone feminino da década, com as revistas em fila para colocá-la em suas capas. "Não foi marketing", diz ela. "Era só eu e não tentar promover uma imagem".

Na época da publicação de seu primeiro álbum, Diamond Life, a vida de Sade foi tudo menos um diamante. Ela morava em um quartel de bombeiros convertido em Finsbury Park com o namorado, o jornalista Robert Elms.

Sade não tinha aquecimento e tinha de se vestir para deitar na cama. Ela tomava banho frio no inverno, tinha uma escada de incêndio e pia na cozinha. "Literalmente, nós ficávamos gelados", lembra. Para o resto dos anos 80, quando seus três primeiros álbuns venderam mais de um milhão de cópias em todo o mundo, Sade viajou sem parar. "Se você só fazer televisão e vídeos, você se torna um instrumento da indústria fonográfica, em um produto", afirma Sade. "Quando você chegar no palco com a banda, você entende que as pessoas amam música. Eu posso sentir isso. Eu quero estar na estrada, é um sentimento que me enche”.

A pressão da mídia em sua vida privada sempre manteve Sade longe de participar de jogos promocionais. Algumas histórias de mídia foram inventadas e Sade raramente presta-se a dar entrevistas. "É terrível essa mentalidade de que se algo é simples e natural é que algo estranho está por trás", diz ela.

Durante a maior parte dos últimos 20 anos, Sade tem dado prioridade à sua vida pessoal com o profissional, publicando apenas três álbuns de estúdio com material novo durante este tempo. Seu casamento com o diretor espanhol Carlos Scola Pliego, em 1989, o nascimento de sua filha em 1996 e sua transferência do norte de Londres para uma casa rural com seu novo parceiro em Gloucesterhire, parece ter consumido grande parte do seu tempo e atenção.

"Você só pode crescer como um artista ao crescer como pessoa", afirma Sade. "A vida está sempre em movimento e não poderia ter feito antes de Soldier of Love. Embora para os meus fãs tem sido uma longa espera, e é algo que eu me sinto muito orgulhosa do que conseguimos", afirma ela.

Reconhecida pela sua música e som precioso, confortável e acolhedor, Sade alcançou na sua carreira de 25 anos um grande sucesso e reconhecimento internacional. Desde a publicação do seu primeiro álbum, Diamond Life, em 1984, a banda liderada por Sade Adu tem colocado os seus cinco álbuns de estúdio no top 10 da Billboard Top 200 álbuns, vendendo mais de 50 milhões de álbuns do seu trabalho até hoje.

Sade foi nomeada para o American Music Awards, MTV Video Music Awards e ganhou três prêmios Grammy: em 1986 de Melhor Artista Novo em 1994 para Melhor gravação de R & B por No Ordinary Love e em 2002 de Melhor Álbum Pop Vocal com Lovers Rock.


Estefano Diaz, jornalista
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Angelique Kidjo: A rainha da música Africana



Kidjo retorna às suas raízes para interpretar a música que a inspirou em Growing Up in Benin: Aretha Franklin, Curtis Mayfield, Otis Redding, James Brown e Miriam Makeba, Plus beninense Música Tradicional e Cantigas de Hollywood e filmes de Bollywood.


Em seu novo álbum, Kidjo revisita a música que foi fundamental na sua formação artística em Benin, país cuja ditadura comunista fugiu no início dos anos 80. Razor e Tie vai lançar o disco, intitulado Oyo, em 9 de fevereiro de 2010.

Apesar de Oyo é principalmente composta de regravações, a música é imediatamente reconhecível como Kidjo: A primeira coisa que se ouve no início do álbum é a voz de tirar o fôlego, longa-sustentável a primeira palavra de "Zelie", uma canção escrita por Bella Bellow de Togo. Existem várias outras canções africanas, incluindo "Lakutshn Llanga", uma canção de ninar feita pelo famoso herói Kidjo, Miriam Makeba, e a música tradicional do Benim "Atcha Houn."

Muitas trilhas revelam a prevalência de soul e funk americano no porto da cidade de Cotonou, onde Kidjo cresceu: ela faz um dueto com John Legend e é apoiada por chifres do Antibalas de Curtis Mayfield's "Move On Up", oferece interpretações Yoruban de Otis Redding "I've Got Dreams to Remember" e "Santana Samba Pa Ti”, colabora com a Diane Reeves no hit de Aretha Franklin,"Baby I Love You"e também em" James Brown's Cold Sweat ".



Outros destaques incluem o “tune” de Sidney Bechet" Petite Fleur ", uma das favoritas do pai de Kidjo, que faleceu ano passado, e "Dil Main Chuppa Pyar Ke Ka", o tema de um filme de Bollywood, viram juntos há cerca de dez vezes.

Gravado e mixado por Russell Elevado (D'Angelo, The Roots, Erykah Badu) e produzido por Kidjo e colaborador de longa data Jean Hebrail, Oyo apresenta uma banda de músicos de elevada qualidade, incluindo um outro Benin-nascido, em Nova York, o artista, o guitarrista Lionel Loueke, assim como Christian McBride no baixo vertical, Kendrick Scott na bateria e Diagne Thiokho na percussão. O trompetista Roy Hargove faz uma aparição memorável no "Samba Pa Ti".

Oyo vem na esteira da Kidjo Djin Djin, que contou com performances de uma lista de artistas que admiram seu eminente: Alicia Keys, Peter Gabriel, Joss Stone, Branford Marsalis, Carlos Santana, Ziggy Marley e Amadou & Mariam, para citar apenas alguns.


Estefano Diaz
redação@salvadorupdate.com
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ENTREVISTA ANGELIQUE KIDJO
Agência Reuters



A cantora e compositora Angelique Kidjo é uma das mais internacionais da África do desempenho bem sucedido, que mistura a música de sua nativa com Benin Western jazz, soul e rock durante uma carreira de quase três décadas.
Seu novo álbum "Oyo", vai ser lançado no final de março pela Razor & Tie, é uma homenagem à música que influenciou quando ela estava crescendo e inclui interpretações de Kidjo Africanas das obras, bem como canções como Curtis Mayfield's "Move On Up" que apresenta John Legend, e Aretha Franklin "Baby Eu te amo", um dueto com Dianne Reeves. O álbum também apóia o seu trabalho como ativista e Embaixadora da UNICEF Goodwill.

Billboard: Por que você decidiu fazer desse álbum um retorno à música que inspirou você como uma criança?
Angelique Kidjo: As pessoas estavam sempre a tentar descobrir que tipo de música que eu cresci ouvindo, com base em que tipos de música que eu faço agora, e descartou a idéia de que uma artista Africana deve ser feito contra o que um artista europeu deve ser fazendo. Foi também a hora de eu agradecer artistas. Quando você está escrevendo música, você tem que ter cuidado, porque as pessoas de todas as idades vão te escutar. Ela pode arruinar a vida de alguém ou ela pode capacitar alguém, e isso é o que a música me fez. A música que eu escutei me manteve longe de problemas.

Billboard: Como você escolhe as músicas?
Kidjo: Isso foi a coisa mais difícil. Elas vieram e elas vieram, e eu sou como, "You know what?” Tudo que vem, “that's it”. "Uma dessas foi realmente difícil, uma canção que eu vinha procurando há tanto tempo ("Dil Main Chuppa Pyar Ke Ka "filme de Bollywood" Aan ") ... a música é uma memória de meu pai que faleceu no ano passado. Eu estaria arrastando-o para o filme o tempo todo, e ele entendeu que não era apenas o filme que eu queria ver, mas as músicas também.

Billboard: Porque você acha que a mensagem da canção Curtis Mayfield's "Move On Up" ainda ressoa, e o que você quer trazer para a sua interpretação?
Kidjo: Eu queria dedicar essa música para os jovens da África, para que eles continuem a sonhar, mesmo que os tempos são difíceis. E a todos os jovens, porque Curtis Mayfield escreveu que a música não só para as crianças pobres, mas para toda criança que hoje luta para encontrar sua identidade, seu lugar numa sociedade está mudando tão rápido.

Billboard: A música "agbalagba" foi oferecida como um download gratuito com o livro “Uwem Akpan” "Say You” é um deles." Qual é a história na música?
Kidjo: "agbalagba" significa "idosos" ou "antepassado". Idosos ou ancestrais - Qual é o legado que eles deixam para nós? Têm-nos acarinhados e protegidos de nós. Eles são a razão de estarmos aqui hoje. Então como é que vamos continuar esse legado? Toda criança no mundo deve ser livre para ir à escola, não para ser vendido, a não ser transformado em prostitutas, para não enfrentar as nossas diferenças de opiniões. A religião não deve ser uma questão em suas vidas.

Billboard: Você é uma embaixadora da UNICEF e da Fundação Batonga que começou a fornecer o ensino secundário para meninas africanas. Como é que downloads da faixa do álbum "You Can Count on Me" beneficiou este trabalho?
Kidjo: Cada canção que é baixada dá uma vacina a uma criança ou uma mulher grávida, porque precisamos de milhões de vacinas. É surpreendente que estamos no século 21 e a cada quatro minutos há um novo filho com o tétano. Não consigo enviar as meninas para a escola se não são nascidas, ou se elas morrem antes de chegar à escola secundária.

Billboard: Você foi uma artista por um longo tempo, em vários continentes e gêneros. Quais as mudanças na indústria da música que mais afetou sua carreira?
Kidjo: ITunes e YouTube me permitiram existir mais nas casas das pessoas do que antes. Eles dão ao povo a possibilidade de escolher o que querem ouvir, contra toda a política do único. A única desvantagem deles é que as vendas dos CDs reais diminuíram drasticamente, mas se eles querem comprar o CD inteiro, você sabe que eles são fãs hardcore. É mais nas mãos do consumidor a escolher.


Estefano Diaz
Jornalista e Editor-Chefe

TIM BURTON E SUA MÁQUINA DE FAZER SONHOS SE TORNAREM REALIDADE



Em 1984, Paul Reubens estava procurando um diretor. O filme em desenvolvimento foi “Pee-wee's Big Adventure” (1985), e Rubens, que estava trabalhando no projeto perverso de arte conceitual-juvenil por cerca de 15 anos, estava desesperado para encontrar alguém que pudesse confiar para dirigi-lo com estilo.

Assim, como pessoas em Los Angeles fazem, ele pediu ao redor de uma festa. Um dos convidados tinha acabado de ver “Frankenweenie”, de Tim Burton (1984) que fala sobre um cão que é trazido de volta à vida. Burton não tinha nenhuma experiência anterior como um diretor de cinema, mas os dois homens imediatamente gostaram um do outro.

Apenas com 25 anos no momento, Burton conseguiu o emprego, e assistiu o filme estranho, mas imaginativo junto com Reubens e acabou faturando mais de $ 40 milhões nas bilheterias.

Naturalmente, estes dias, Burton não precisa confiar na palavra de alguém para encontrar trabalho. Ao longo dos vários estágios de seus 30 anos por trás da câmera, manteve uma consistente base emocional do seu trabalho atual, um equilíbrio delicado de tristeza, humor e horror, que coincide com o olho para a beleza e surrealismo gótico mítico.

O cineasta de 51 anos escreveu, dirigiu e / ou produziu mais de 20 filmes. Entre 1988e 1996, ele foi responsável por “Beetlejuice” (1988), “Batman” (1989), “Edward Mãos de Tesoura” (1990), Batman Returns (1992), “The Nightmare Before Christmas” (1993), “Ed Wood” (1994) e “Marte Ataca!” (1996).

Também foi durante neste período que ele começou a trabalhar com Johnny Depp, que já atuou em sete de seus filmes - uma relação de transformação, tanto para um como para o outro.

Burton cresceu nos subúrbios da Califórnia, e disse várias vezes que, quando criança, ele achava as realidades da vida quotidiana - pais, professores, escola - muito mais aterrorizantes do que monstros ou filmes. Os personagens de Burton nascem marginais, perpetuamente em desacordo com as suas identidades e em alguns casos são realmente monstros.

Em novembro passado, em Nova York, no Museu of Modern Art(MoMa) Burton foi homenageado não só pelo seu trabalho no cinema, mas também como artista visual, com uma retrospectiva que exibiu uma grande coleção de seus desenhos, incluindo versões de Jack Skellington, Edward Mãos de Tesoura, Sweeney Todd, e Batman .

Seu próximo filme, da Disney, Alice no País das Maravilhas, que sairá no próximo mês, é uma aventura animada com Mia Wasikowska, Johnny Depp, Helena Bonham Carter (parceira de Burton), Anne Hathaway, e Crispin Glover. Danny Elfman, que compôs músicas para filmes de Burton desde que trabalharam juntos em Pee-wee (e que também fez Alice in Wonderland) falou com ele recentemente sobre como ele fez o seu caminho como artista e sobre o que realmente o assusta.

Danny Elfman: Ok, estamos prontos. Esteja ciente de que podemos parar e começar, podemos até mesmo refazer uma pergunta se você não gostou do que você disse. Você pode sugerir um tema. Sem pressão.

Tim Burton: Eu digo o fluxo da consciência, e aconteça o que acontecer, acontece.

Elfman: Então vamos começar com algo fácil. Crescer, filmes e diretores, quais desses tiveram o maior impacto em você?
Burton: Bem, sendo um monstruoso grande fã de cinema, os filmes de monstro da Universal e ficções japonesas, como os de Ishir ¯ o Honda. Então havia os italianos, como Mario Bava também.

ELFMAN: Que filme em particular realmente causou uma impressão em você?

Burton: “Bava's Black Sunday” [1960] é provavelmente aquele que fez isso. Lembro-me, em Los Angeles, eu assisti a um fim de semana inteiro de filmes de terror. E depois que você assistia cerca de dois filmes de uma só vez, você ia para este estado de sonho, e por volta de 3 da manhã no fim de semana, vi o Black Sunday. Era realmente como se seu subconsciente estivesse vivendo um sonho, quase alucinante. Eu também acho que eu sou um dos poucos torcedores que realmente gostam de dublagem de filmes estrangeiros. Eu amo Fellini ou Bava dublado porque acrescenta uma natureza surreal. Eu prefiro dublado porque as imagens são tão fortes que não quero ter meus olhos lendo as legendas.

Elfman: Será que algum filme dão pesadelos?

Burton: Eu nunca tenho pesadelos dos filmes. Na verdade, eu me lembro do meu pai dizendo que quando eu tinha três anos que eu ficava com medo, mas nunca fiquei. Eu tinha muito mais medo da minha própria família e da vida real, você sabe? Eu acho que seria mais um pesadelo, se alguém me dissess para ir à escola ou comer o meu almoço. Começava a suar frio sobre essas questões. Eu acho que os filmes provavelmente ajudam a classificar os tipos de coisas e fazer você se sentir mais confortável. Eu me apavorei quando vi “O Exorcista” [1973], pela primeira vez, admito. Imagens como os de Black Sunday ficam com você. Eu sempre gostei muito deles.

ELFMAN: Isso me leva a monstros da nossa infância. Como você acha que eles se comportam frente os monstros de hoje?

Burton: A coisa que eu amo sobre os monstros de antigamente é que eles tinham como uma imagem forte e imediatamente identificável. Eu acho que um monte de monstros de hoje são muito diferentes. É também devido ao peso CGI. Falta o elemento humano como Boris Karloff, que realmente criava os monstros. Mesmo em “Creature From the Black Lagoon” [1954], o cara tinha um traje completo, assim você sentia como se houvesse um ser humano por baixo. Eu penso que é importante. É sempre um desafio interessante para ver se você pode criar um personagem que tem emoção. Isso pode ser feito e que tem sido feito.


Elfman: Eu acho que há uma certa nostalgia do cinema antigo. Alguns desses filmes antigos conseguem esse feito e outros não.

Burton: Existem certos filmes que realmente não. Mas os que você ama realmente, eu acho que eles fazem. Obviamente, o ritmo de filmes ficou muito mais rápido, mas os antigos têm um ritmo mais lento que tece o seu caminho para você. Quando você assiste a filmes antigos, você não pensa tipo: “Nossa, eu queria que este corte fosse mais rápido”.

Elfman: É mais difícil reproduzi-los para os nossos filhos, porque eles esperam um ritmo que não existia então e eles têm que passar por isso.

Burton: É verdade. Mesmo antes de as crianças assistir um filme, eles já estão acostumados a vídeo game e outras coisas. Assim o senso de ritmo mais lento já se foi. É lamentável, porque há algo muito introspectivo sobre filmes que dão a você a chance de sonhar.

ELFMAN: Você costumava a ir em cemitérios quando você era um menor, não é? Digo isso porque nesses lugares são muito pacíficos e calmos.

Burton: As pessoas pensam que é mórbido, mas realmente era muito mais calmo e emocionante. Havia um mistério sobre isso, uma justaposição de vida e morte em um lugar onde ninguém realmente não deveria estar.

Elfman: Alguma vez você acreditou ou meio que acreditou em fantasmas?

Burton: Sim. Eu vi coisas e senti coisas. Acho que a maioria das pessoas também sentem. Eu não vou sair e dizer: "Oh, meu Deus, eu fui seqüestrado por um OVNI", ou "Eu vi esses fantasmas".

Elfman: Você sentiu alguma assombração em cemitérios onde você ía?

Burton: Você sente uma energia. A maioria das pessoas diz isso sobre cemitérios: "Oh, é apenas um monte de gente morta, é assustador." Mas para mim, há uma energia a ele que não é assustador ou escura. Ela tem um sentido positivo. É uma celebração. É muito mais leve. Há humor envolvidos, cor e vida. Nós conversamos sobre isso quando fizemos A Noiva Cadáver [2005].

ELFMAN: Uma vez, um tempo atrás, fomos para um quarto no CTS Studios onde diziam ter um fantasma de uma criança. Você se lembra? Todo mundo no estúdio nos dizia sobre ele, assim que nós fomos lá e ficamos nesta sala escura, assustadora por um tempo. Nada aconteceu, como as coisas normalmente não acontecem. Você já esteve em uma sala onde você poderia ter tido uma experiência?

Burton: Eu estive em alguns quartos do hotel em Veneza.

ELFMAN: Eu quero perguntar-lhe sobre, Vincent Price. Quando eu conheci você, você me disse o quanto um herói ele era para você. Então eu vi o curta de animação que você fez, Vincent [1982], que foi inspirado por ele. O curta foi preparado há muito tempo?

Burton: É, obviamente, baseado no sentimento de assistir filmes dele. Senti-me ligado a ele, e isso me ajudou muito na minha vida. Eu tinha escrito tudo e feito em uma espécie de livro de histórias ou storyboard de moda, e eu apenas decidi enviá-lo para ele. Eu não tinha idéia do que iria acontecer. Era mais provável que ele não iria responder, mas respondeu imediatamente, e ele parecia realmente ter gostado de mim. Isso me fez sentir muito bem. É por isso que foi realmente especial para mim. É difícil conseguir projetos bons, também é difícil de encontrar alguém que você admira. Você nunca sabe o que poderá acontecer. Essa foi a minha primeira experiência neste tipo de mundo e foi realmente positivo. Isso permanece com você para sempre. Quando os tempos são difíceis, tudo que você tem que fazer é lembrar todos esses tipos de momentos, os surreais, momentos especiais.

ELFMAN: Na escola de arte, você teve uma epifania onde você não se importava mais sobre como desenhar a forma como o professor queria que você desenhasse. O que aconteceu exatamente?

Burton: Foi no mercado dos agricultores. Saímos para atrair as pessoas. Eu estava sentado lá, ficando muito frustrado tentando desenhar a forma como eles estavam me dizendo para desenhar. Então, eu só disse: "Que se lixe". Eu realmente me senti como se tivesse tomado uma droga e minha mente de repente expandida. Isso nunca aconteceu comigo de novo, e da mesma maneira. A partir desse momento, eu só desenhei de maneira diferente. Eu não desenhei melhor, eu apenas desenhei de forma diferente. Isso é porque alguém disse que você não deve fazer, mas não significa que você não pode. Ele ensinou-me a ater ao que está dentro de mim, para deixar que florescem da melhor maneira que puder. Eu estive esperando por esse sentimento de voltar, desde então, e que ainda não tenha. Pelo menos aconteceu uma vez. [risos] É, literalmente, aconteceu naquele momento.

ELFMAN: Então, curiosamente, que tornou-se um animador da Disney. É claro que você não se encaixava no molde lá, mas o seu talento não passou despercebido.

Burton: Novamente, é uma daquelas coisas estranhas. Se isso tivesse acontecido em qualquer outro momento da história da empresa, provavelmente eu teria sido demitido. Mas a empresa estava tão sem rumo, em seguida, acabei ficando sob a asa de um grande animador, esse cara Glen Keane. Eu era uma espécie de seu assistente, e ele tentou me ajudar a desenhar raposas e fazer tudo isso, mas foi inútil. Eles perceberam queem vez de despedir-me, deram-me outros projetos porque gostaram de meus desenhos. Isso durou um ano. Fiz filmes como The Nightmare Before Christmas e Vincent.

ELFMAN: Eu não sei se muitos fãs estão cientes da profundidade de sua paixão pelo desenho e arte. Quando eu descrevo como eu comecei a escrever canções para Nightmare, as pessoas se surpreendem que não começo com um script. Em vez disso, você tinha uma história e uma série de desenhos incríveis.



Burton: Isso é porque eu sou muito grato da a mostra no MoMA. Não tem sido sobre categorização como, "Oh, isso é cinema. Isto é arte. Essa fotografia". É tentando mostrar que tudo isso é apenas um processo e que existem maneiras diferentes de abordagem. Acho que ambos, você e eu, detestamos categorização. As pessoas estão sempre tentando mantê-lo em uma caixa e dizer: "Oh, ele está em uma banda de rock. Agora ele é um compositor, mas ele só compõe esse tipo de coisa". A exposição do MoMA mostra que cada abordagem diferente é tudo parte da mesma coisa, uma idéia, se é escrito ou desenhado ou uma peça de música ou o que quiser.


ELFMAN: Agora eu quero te levar para o momento Batman em sua carreira: É apenas o seu terceiro longa, e você ainda é peixe pequeno na indústria. Você não tem um registro comercial. E se bem me lembro, a pressão era enorme. A produção era enorme. O orçamento para a época foi enorme. Como você lidou com isso?

Burton: Ajudou a ser na Inglaterra. Não estava acontecendo muita coisa lá no momento. Você poderia realmente ir e focar no filme e não estar envolvido em todas as fofocas, como "Quem vai interpretar Batman? Oh, eles escolheram [Michael Keaton]", todo esse tipo de comoção, que é apenas um desperdício de tempo. Assim sendo, na Inglaterra foi muito útil. Mesmo que fosse uma coisa de grande orçamento, ainda estava um pouco abaixo do radar.

ELFMAN: Então você tem um pouco de proteção.

Burton: Um pouco. Jack Nicholson era, obviamente, uma grande estrela. Ele era muito protetor de mim. Ele tinha muita influência. Ele era muito favorável.

Elfman: Eu sempre me perguntei se uma parte da razão para passar ao direito Edward Mãos de Tesoura após Batman tinha algo a ver com querer um projeto menor, com menos pressão a ela ligada.

Burton: Eu acho que foi um pouco disso. Mas o mais estranho foi que tentando fazê-lo com baixo orçamento, depois de fazer o Batman, era muito difícil. Todo mundo pensou: "Oh, você fez esse grande filme, assim que este é outro grande filme. Mas não era um grande filme. Eu estava no pântano na Flórida, e as pessoas queriam me cobrar um milhão de dólares para usá-lo porque eu tinha acabado de fazer o Batman. Mas, sim, foi bom voltar para um projeto menor. É só piorou nesta época.

ELFMAN: Certo. Por Mãos de Tesoura, tinha muita fé em Johnny [Depp] desde o início. Ele realmente só tinha um programa de TV [Jump Street]. Pelo que me lembro, você estava sob alguma pressão para lançar alguém. Como você foi capaz de encontrar a fé para ver algo além do que Johnny já havia mostrado em seu trabalho em televisão?

Burton: Foi exatamente por esse motivo. Ao encontrá-lo, você percebe que não há
esta percepção dele como um ídolo teen, mas ele não é realmente essa pessoa. Isso é apenas como ele era percebido pela sociedade e, portanto, quem ele era. E é exatamente como Edward: "Eu não sou o que as pessoas pensam que eu sou. Eu sou outra coisa".

ELFMAN: Você achou tudo isso só ao encontrá-lo?

Burton: Sim, absolutamente. Essa é a coisa. Eu poderia dizer que ele entendeu. Você sempre pode se sentir se alguém entende a dinâmica. Há uma certa dor também. Ele tem muito mais profundidade, muito mais emoção. Há uma certa tristeza quando isso acontece com as pessoas. Assim é muito fácil de identificar, mesmo sem realmente falar muito sobre ele.

ELFMAN: Você é conhecido por seu trabalho em sets incríveis e composição de fotos com poucos efeitos possíveis, talvez com a exceção de Marte Ataca!, E mesmo que você tivesse cenários e atores e marcianos animados que foram realizadas muito rapidamente. Agora estamos prestes a ver Alice in Wonderland, que é um animal totalmente diferente. Como tem sido trabalhar no que gosta?

Burton: É completamente o oposto da maneira como eu costumo fazer um filme. Normalmente, a primeira coisa que eu sei é a vibração e a sensação de uma cena. É a primeira coisa que você vê. Agora é a última coisa que você vê. É como se realmente estivesse em Alice no País das Maravilhas. É completamente doido. Está tudo na sua cabeça, e isso pode ser inquietante. Eu achei muito difícil porque você não vê uma projeção até o fim do processo. Mesmo quando estávamos fazendo Nightmare ou A Noiva Cadáver, você tinha um par de fotos e assim sentia qual era a vibe.

ELFMAN: Nós vamos terminar com um pouco de associação livre aqui.

Burton: Uh-oh. Sempre um mau sinal.

ELFMAN: [risos] Ok. Animais. Como é que os animais desempenham em sua percepção da realidade?

Burton: Bem, eu tive um cão, um casal de cães.

ELFMAN: Talvez um guaxinim, também.

Burton: E um guaxinim. Dois cães e um guaxinim podem muito provavelmente ser o seu coração e alma. Eu acho que é muito triste, mas pode ser o mais forte laço emocional que você tem. Há uma pureza nesse amor. É muito bom lembrar, agarrar e aspirar, no lado humano. Pelo menos isso mostra que é possível.

Elfman: Doidos.

Burton: Nós fomos chamados disso antes. [risos] Quando ouço essa palavra, eu ouço: "Alguém que eu provavelmente gostaria de conhecer e se dar bem com ele".
Elfman: O bem e o mal.

Burton: Difícil dizer, às vezes. Essa é a coisa. Especialmente quando você está fazendo um filme, você experimentar o bem e o mal cerca de 20 a 100 vezes por dia. Você não sabe onde é completamente certo, onde uma cruza para o outro lado. É uma pista muito escorregadia.

Elfman: O seu senso de realidade mudou, agora que você tem filhos?

BURTON: Obviamente, você fica mais fundamentado, mas ao mesmo tempo, torna-se mais surreal. E é bom para reconectar a esses sentimentos abstratos. É bom como um artista de sempre lembrar-se de ver as coisas de uma maneira nova e estranha. É como a poesia, as crianças sabem como perceber as coisas. É muito bonito, às vezes.

ELFMAN: Última pergunta. Você não tem que responder-me isto, é apenas uma questão pessoal. Eu sempre me perguntei, mas eu realmente nunca lhe perguntei: Por que você me contratou para fazer “Pee-wee's Big Adventure”? Porque não faz qualquer sentido, até para mim.

Burton: [risos] Nós nunca conversamos sobre isso, não é? É muito simples para mim. Eu costumava ir para ver a sua banda tocar em lugares como Madame Wong.

Elfman: Mas isso é tão diferente.

BURTON: Não era para mim. Eu sempre pensei que você servia para fazer filmes de alguma forma. Eu nem sei o que isso significa! Houve um impulso forte na hora para o que estava fazendo. E era teatral. Também, porque eu não tinha feito um longa-metragem ainda, eu só respondi ao seu trabalho. Foi muito bom estar conectado com alguém que eu sentia tinha feito muito mais do que eu tinha naquele momento.

ELFMAN: Bem, Johnny e eu lhe devo uma.

Burton: Está tudo ótimo. Como eu disse, o que é bom é que eu te conheço mais do que ninguém. Há algo muito emocionante quando você tem uma história com alguém e você o vê fazendo coisas novas e diferentes. Temos o nosso próximo desafio que nos está proposto, que é de certeza. Mas vamos ter que assistir, e ver se você deseja sair.

Crédito da foto: Tim Burton, em Nova Iorque, Julho de 2009.

Danny Elfman é um cantor, compositor e um indicado ao Oscar compositor. Ele marcou a música para filmes como Batman, Milk e próximo filme de Tim Burton Alice no País das Maravilhas.

Estefano Diaz
redação@salvadorupdate.com
estefanodiaz@salvadorupdate.com

Jardim das Folhas Sagradas, cultura baiana mostrada em película



Intriga política, romance, magia, mistério e drama.

Jardim das Folhas Sagradas conta a história de Bonfim, filho de uma yalorixá, negro baiano que tem sua vida virada pelo avesso com a revelação de que precisa abrir um terreiro de candomblé. Com os espaços disponíveis cada vez mais raros, ele acaba procurando um lugar na periferia empobrecida e degradada. Afastado da tradição e questionando fundamentos como o sacrifício de animais, Bonfim cria um terreiro modernizado e descaracterizado, o que lhe trará graves conseqüências.

Numa época em que o crescimento urbano acelerado e a favelização transformam as cidades em espaços cada vez menos habitáveis, o candomblé, religião ancestral trazida pelos escravos africanos, tem uma grande lição de convívio e preservação da natureza a oferecer. A Bonfim e a toda cidade de Salvador.

Afastado das tradições da religião, Bonfim questiona fundamentos como o sacrifîcio, e sofre as consequências destes enfrentamentos. Um filme que fala de obediência, amor, desprezo, amizade e traição.

Conheça os atores:



Antônio Godí é
Miguel Bonfim
Bancário, 40 anos. Bonfim é filho de mãe de santo negra e pai de santo branco. Criado pela mãe na tradição do candomblé, estudou e pôde ascender socialmente. Aos 40 anos tem uma promissora carreira no banco. Casado com Ângela, mantém um caso com Castro. Instigado pelo pai, que ocupou o lugar da mãe após sua morte, consulta os búzios e é avisado que tem que assumir seu papel de sacerdote de Ossain, o orixá das folhas, e que não cumprir pode lhe trazer graves conseqüências.

Bonfim é de Ossain e Oxossi. Ossain é um orixá muito misterioso. Dos filhos deste orixá diz-se que são muito volúveis, com o temperamento da folha ao vento. E quem lhe revela as notícias do mundo é o pássaro Eyé.
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Harildo Deda é Martiniano

Branco, 70 anos, solteiro e sem filhos. Há quase 50 anos totalmente devotado às coisas do candomblé. Padrinho de Bonfim, muito respeitado na comunidade e na religião, apesar de não possuir a “mão de Ifá” e o poder da vidência. Ferreiro de santo. Seus orixás: Xangô e Ogum. Ensina iorubá às pessoas do terreiro.



Evelin Buchegger é Ângela

Mulher de Bonfim. Bonita, nascida no interior de Goiás, sem familiares em Salvador, para onde veio, trazida por uma empresa goiana. A empresa faliu e Angela ficou e casou com Bonfim. Sem trabalho e sem procurar estudar, foi se isolando e tornou-se presa fácil dos pregadores evangélicos.



João Miguel é Castro

Jovem branco com quem Bonfim se relaciona amorosamente. Ex-bancário, morre em acidente de automóvel, que estava sendo dirigido por Bonfim. Ecologista e naturalista.



Aurístela Sá é Cora

Arquiteta, amiga e namorada de Bonfim, tem grande participação na instalação do terreiro. Participa de movimentos e atividades ligados à ecologia Dengosa, vaidosa, faceira e sensual, gosta de panos vistosos, braceletes. Cora é de Oxum.



Sérgio Guedes é Jairo

58 anos, professor universitário, Doutor em Antropologia, casado com Eugênia. Foi preso pela ditadura militar em 68.
Filho de santo graduado. Jairo é de Oxalá, Oxalufã.
Sua condição de professor, sempre o aproximou de Bonfim e juntos construíram uma forte amizade.



Érico Brás é Bará

Jornalista. Seu santo é Exú, é ele quem precipita as ações. Dinâmico, moleque, anarquista, bagunceiro, sutil, astuto e provocador. Prepara armadilhas, cria mal entendidos e discussões. Arma confusões e atrapalhações. Viabiliza pedidos e desejos, fatos e situações. Não faz o mal, apenas remexe nele.

Falta pouco para definição de data para lançamento do filme e programação nas cidades. A estreia será, provavelmente, no final de julho de 2010.



Assessoria de Comunicação Jardim das Folhas Sagradas
Estefano Diaz – jornalista
Redação@salvadorupdate.com
estefanodiaz@salvadorupdate.com

Barbarito Torres do Buena Vista e convidados se apresentam no Espicha Verão

O Porto da Barra, em Salvador, se transformou no sábado(13/03), numa grande festa cubana. Para fechar com muito charme a edição 2010 do Espicha Verão, a Bahiatursa e a Secretaria de Turismo trouxeram à capital baiana, Barbarito Torres, a estrela do Buena Vista Social Club e músicos veteranos da boemia cubana em homenagem a América Latina.

Descoberto pelo mundo através do documentário produzido por Ry Cooder e Wim Wenders, o projeto Buena Vista Social Club transformou-se na maior referência da música produzida em Cuba. Criado em 1996, pelo compositor cubano Juan de Marcos e o guitarrista americano Ry Cooder, e ganhador de um Grammy dois anos depois, o Buena Vista reuniu músicos veteranos da ilha, convertendo-se no fenômeno mais importante da música cubana nos últimos 50 anos.

Estrela da formação original e a referência viva do filme, Barbarito Torres, se apresentou ao público estimado de 50 mil pessoas, acompanhado de grandes nomes da música cubana, como Ignácio Mazacote, destaque do grupo La Sonora Cubana, Rodolfo Argudin e convidados.

“É um país muito lindo, em Abril vamos fazer um show em conjunto com artistas do Brasil, estou muito animado. Também gostaria de trabalhar com artistas baianos, mas não tive a oportunidade. Eu acho que os EUA, o Brasil e Cuba, são as 3 potências musicais do mundo”, afirma Barbarito.

Barbarito Torres é um dos seis protagonistas vivos do projeto, entre os quais também estão Amadito Vadez, Portuondo, Jesús ‘Aguaje’ Ramos e Manuel Galbán.
Entre os já falecidos figuraram Orlando ‘Cachaíto’ López (baixo), que morreu em (2009); o cantor Wilfredo ‘Pío’ Leyva (2006), o “bolerista” Ibrahím Ferrer (2005), e Compay Segundo, além do pianista Rubén González, ambos falecidos em 2003. O show foi realizado no palco fixo do Espicha Verão e começou no horário marcado às 22 horas.

Os músicos que acompanham Barbarito são: Rolando Ël Niño Salgado Palácios, Heikel Fabian Trimiño, Sonia Peres Cassola, René Suarez Zapata, Carlos Iraola Acosta, Paco Rodríguez Pérez, Alberto Alejandro Torres Pérez, Conchita Torres Delgado, Jesus Eusebio Bello Diaz, Laritza Bacallao y Adel Valdes Casuso.

SOBRE OS ARTISTAS

Barbarito Torres
Duas vezes indicado ao Grammy e ganhador do Grammy com o Buena Vista Social Club em 1998, Barbarito Torres, “el rey de laúde”, uma das poucas referências vivas da turnê que ganhou o mundo em 1998, reuniu um time especialmente para se apresentar no Brasil.

Natural de Matanzas, Barbarito Torres já trabalhou com todos os gêneros da música tradicional cubana e é um genuíno portador das tradições musicais da ilha.

Em 1998 passou a integrar o grupo Manguaré, uma das agrupações mais representativas da música popular cubana, sendo o primeiro a introduzir o alaúde, instrumento tradicional da música folclórica, na música popular cubana contemporânea.

Entre as principais características de seu estilo se destaca o alto nível técnico, é um virtuoso.

Já dividiu o palco com músicos da estatura de Leo Brouwer, Chucho Valdes, Rivera Niño, Tata Guines, Compay Segundo, Rubén González, Ibrahim Ferrer, Amadito Valdés, Pio Leyva, Omara Portuondo, Eliades Ochoa , Pancho Amat, José Luis Cortez, Adalberto Alvarez, Juan Formell, Ray Cooder, Oscar de Leon, Papo Lucca, o guitarrista de flamenco José A. Rodriguez, Santiago

Ignácio Mazacote

Mazacote é um dos mais importantes intérpretes da música cubana, compositor de peças como “Olla Olla”, “Che-Che”, “Nicolás Corrió”, “Cuéntame de ti”, “Vida y Besos” o “Muere una Ilusión”, inesquecíveis hits da música cubana.

No seu disco “De profesión… Sonero” foi acompanhado por um septeto, quase todos integrantes do célebre Septeto Matamoros, fazendo do tema “Muere una Ilusión”, o número um das paradas de sucesso, ganhando o prêmio de melhor música tradicional cubana no concurso Cubadisco 2001.

Seu último CD “El Figurón” (Envidia) nos dá a oportunidade de saborear sua voz mística e única com as faixas “Soy de Buena Vista”, “Lengua Lisa”, “Frutas del Caney” o “Oye Sabullo”.

Depois do sucesso do documentário de Wim Wenders “Buena Vista Social Club” Mazacote voltou aos palcos como um dos grandes músicos que acompanharam a banda de Juan de Marco, o The Afro-Cuban All-Stars, base do CD e do Documentário Buena Vista Social Club.

Desde 2007,com o grupo LA SONORA CUBANA, faz turnês regulares pela Europa em vários festivais internacionais de world music, salsa e cultura afro-cubana.

Hoje representa uma das figuras imprescindíveis da música tradicional e popular cubana. Ignacio “Mazacote” Carrillo, é um autêntico mestre em sua arte, uma pérola rara da Idade de OURO da música cubana, mentor de várias gerações e das gerações futuras. Uma lenda viva.

Assessoria da Bahiatursa

ESTEFANO DIAZ
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