segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pílula do dia seguinte deve ser usada com precaução e apenas em situações emergenciais







Em até quanto tempo após o sexo desprotegido a pílula do dia seguinte pode ser tomada? Qual a forma corrreta de usar o medicamento? Há a possibilidade de engravidar mesmo após tomar a pilula? Há contraindicações para seu uso? O medicamento causa efeitos colaterais? São muitas as dúvidas sobre o uso correto desse método, mas o mais importante é a conscientização de que se trata de um medicamento que deve ser usado apenas para anticoncepção de emergência, ou seja, para evitar uma gravidez indesejada após uma relação sexual sem a devida proteção. "É um método contraceptivo de emergência que deve ser usado o quanto antes e até 72 horas após uma relação sexual desprotegida," esclarece o ginecologista Jorge Valente, diretor médico do do Ceparh (Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana). 

O médico adverte que a pílula do dia seguinte não deve ser usada continuamente, pois tem uma dosagem hormonal muito elevada, que pode desencaderar vários efeitos colaterais sérios se usada com frequência, além disso a sua eficácia é menor que a dos métodos contraceptivos tradicionais. A pílula do dia seguinte é indicada para casos emergenciais, quando o ato sexual aconteceu sem o uso de preservartivo ou o mesmo se rompeu ou ainda quando a mulher foi vitíma de violência sexual.

Segundo Jorge Valente, quando usada nas primeiras horas após a relação sexual, a pílula pode evitar a gravidez em cerca de 95% dos casos. "É um método considerado seguro, quando usado de forma adequada", ressalta. Dentre os efeitos comuns, náuseas e vômitos e desregulação da menstruação.  A pílula do dia seguinte não deve ser usada por mulheres que sofrem de hipertensão descontrolada, insuficiência hepática ou que possuem histórico de trombose.

Mulheres que têm uma vida sexual regular e desejam evitar filhos devem ser avaliadas por um ginecologista porque há no mercado diversos tipos de métodos contraceptivos e só o médico pode avaliar qual o mais indicado de acordo com o histórico de saúde cada paciente.

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