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09/10/2012
Avanços trazidos pela medicina nuclear para as áreas de oncologia, cardiologia e neurologia vão ser abordados em evento
Entre 11 e 14 de outubro de 2012, no Hotel Pestana, em Salvador, na Bahia, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN) realiza o XXVI Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear. Espera-se a participação de 500 profissionais da saúde, entre médicos nucleares e de outras especialidades, biomédicos, tecnólogos, biólogos, físicos, farmacêuticos, químicos e outros, que assistirão palestras, simpósios e mesas-redondas sobre pesquisas, avanços tecnológicos, radiofármacos, proteção radiológica, diagnóstico e tratamento de doenças através da Medicina Nuclear.
A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que utiliza substâncias radioativas no diagnóstico e no tratamento de doenças. Essas substâncias permitem que um aparelho faça imagens dos órgãos e tecidos estudados. Essas imagens são chamadas de cintilografias e têm sido fundamentais no diagnóstico precoce de várias doenças, em especial, os tumores e no acompanhamento preciso da evolução do tratamento.
Alguns dos temas do Congresso:
Medicina Nuclear mostra detalhes do funcionamento do coração
As doenças cardiovasculares, entre elas a Doença Arterial Coronária (DAC), atingem milhões de pessoas em todo o mundo e são a primeira causa de morte no Brasil. A DAC ocorre quando os vasos sanguíneos que levam oxigênio para o coração se estreitam, podendo ficar totalmente obstruídos. Este estreitamento é causado pela aterosclerose que, de modo simples, é o desenvolvimento de placas de gordura nas artérias do organismo, causadas por fatores de risco, como colesterol elevado, hipertensão, tabagismo, diabetes, sedentarismo, obesidade estresse e fatores genéticos. Quando a obstrução fica grave, a enfermidade pode causar dor no peito e até levar ao infarto do miocárdio.
A circulação do sangue pelos vasos que irrigam o músculo do coração (miocárdio) pode ser estudada através da Medicina Nuclear. Esse estudo permite identificar anormalidades funcionais desses vasos e detectar a chamada isquemia do miocárdio, que resulta do estreitamento dos vasos e indica risco elevado de infarto.
A Cardiologia é uma das principais especialidades a se beneficiar dos exames da Medicina Nuclear, que ajuda a direcionar o diagnóstico e o tratamento de doenças cardíacas, além de contribuir para a compreensão do funcionamento do coração.
“Os procedimentos utilizados na Medicina Nuclear fornecem, de maneira não invasiva e através do uso de pequenas quantidades de substâncias radioativas, informações funcionais, complementando os detalhes anatômicos demonstrados por outras técnicas, como o cateterismo”, explica o Dr. Celso Darío Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).
As imagens, obtidas pelos exames de Medicina Nuclear, são úteis no diagnóstico, prognóstico e acompanhamento da DAC. Com base nessas informações, o médico é capaz de decidir com mais propriedade e eficácia o tratamento a ser adotado, o que reflete positivamente sobre a qualidade de vida e a sobrevida do paciente.
Exame de Medicina Nuclear modifica tratamento de linfoma
Entre os exames aplicados na Oncologia, um dos mais poderosos é a PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) com a qual é possível analisar o corpo inteiro, sem que o paciente seja submetido a maior exposição radioativa, e diferenciar tumores benignos de malignos, determinar a fase do câncer e monitorar o resultado do tratamento.
A Medicina vive a transição de diagnóstico baseado em técnicas anatômicas para diagnóstico baseado em técnicas metabólicas. Os tumores malignos consomem glicose avidamente, o que faz com que possam ser detectados através da PET Scan com Glicose Marcada. Isso significa que é possível avaliar o funcionamento dos órgãos “in vivo”.
Tumores malignos, geralmente, possuem metabolismo de glicose aumentado, alteração detectada pela PET, que usa o radiofármaco FDG (Fluor Depoxi Glicose), um análogo da glicose.
“A partir deste exame, o médico é capaz de decidir com segurança e rapidez como será o tratamento e acompanhar a evolução do paciente.”, explica o Dr. Celso Darío Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN).
As vantagens versus o custo tornam a PET Scan cada vez mais importante no diagnóstico e no acompanhamento de tumores. Nos casos de linfoma, o resultado do exame modifica o tratamento proposto em cerca de 30% a 40% das situações, o que na prática, para o paciente, significa melhor qualidade de vida, menos sofrimento e até maior sobrevida.
Os linfomas correspondem a 8% dos tumores malignos e, em geral, acometem jovens. Com a evolução dos métodos terapêuticos, a taxa de cura a longo prazo é de mais de 80%. Mas, para tanto, é fundamental individualizar o tratamento, o que só pode ser feito com o uso de um método diagnóstico que avalia com precisão a extensão da doença e a resposta terapêutica, o que é perfeitamente realizado pela PET Scan.
PET Scan no câncer de pulmão tema de Congresso em Salvador
O câncer de pulmão é o tipo mais comum no mundo e responsável pela maior mortalidade por câncer em pacientes do sexo masculino. Segundo a estimativa mundial, em 2008, chegou a quase 1 milhão e meio de óbitos, sendo 52% em países desenvolvidos. O número de casos novos de câncer de pulmão estimados para o Brasil, em 2008, era de mais de 27 mil casos. Esses valores correspondem a um risco estimado de 19 casos novos a cada 100 mil homens e de 10 para cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de pulmão é o terceiro mais frequente no Brasil.
“O PET/CT é o mais moderno exame da Medicina Nuclear e consolidou papel fundamental no diagnóstico e no tratamento de pacientes com câncer”, afirma o Dr. Celso Darío Ramos, presidente da SBMN. O método consiste basicamente em fundir imagens funcionais, altamente sensíveis, com imagens anatômicas de alta resolução da tomografia computadorizada. Em paciente com câncer, isso resulta em imagens de corpo inteiro em todas as áreas com tumor metabolicamente ativo, com alguns milímetros apenas, que permitem avaliar, ao mesmo tempo, presença, localização, detalhes morfológicos e funcionais dessas áreas.
Os tumores malignos consomem glicose avidamente e é isso que faz com que sejam detectados através do PET Scan com glicose marca, viabilizando a avaliação do metabolismo de órgãos “in vivo”. De modo geral, a PET/CT permite diferenciar lesões benignas de malignas, como avaliação do nódulo pulmonar solitário, definir o estadiamento do câncer e monitorar a resposta ao tratamento. Esses dados são fundamentais para que o médico decida de forma segura e rápida sua conduta, que pode incluir quimioterapia, radioterapia, cirurgia e outros procedimentos.
No câncer de pulmão, a melhor acurácia diagnóstica do PET/CT permite evitar cirurgias desnecessárias em até um terço dos casos, o que além de conforto e qualidade de vida dos pacientes, representa redução de custos com saúde. Além disso, o exame tem ampla aplicação na avaliação da resposta ao tratamento e na detecção de recidiva tumoral.
Aplicações do PET/CT na Neurologia
O PET/CT é um dos exames mais modernos e poderosos da Medicina Nuclear e tem se mostrado muito eficiente quando aplicado em várias áreas, como a Neurologia, especialmente na diferenciação de demências, doenças que atingem cerca de 10% da população acima de 65 anos, sendo que mais da metade dos casos são de Alzheimer.
“Identificar qual tipo de demência acomete o paciente permite decidir com segurança e rapidez como será o tratamento, acompanhar os resultados e ajuda no prognóstico da doença”, explica o Dr Celso Darío Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), que destaca ainda: “As imagens de PET/CT cerebral podem ser obtidas em menos de 5 minutos, com muito conforto para o paciente e baixa exposição radioativa”.
Os métodos convencionais mostram a anatomia do cérebro enquanto o PET/CT, além da anatomia, mostra o funcionamento. Frequentemente, nos casos de demências, a anatomia é preservada, mas o funcionamento está alterado, indicando a presença da doença. Daí a importância de submeter os portadores de demências a esse método.
No caso de tumores cerebrais, o PET Scan, como também é conhecido o exame, mostra a resposta do paciente à cirurgia, à radioterapia e à quimioterapia. Os dados obtidos, mais uma vez, ajudam a direcionar a conduta do médico, o que na prática significa mais qualidade de vida, menos sofrimento e até maior sobrevida. Além disso, para o sistema de saúde, significa redução de custos com economia de recursos que seriam utilizados com outros procedimentos menos eficazes.
XXVI Congresso Brasileiro de Medicina Nuclear
Data: 11 a 14 de outubro de 2012
Local: Hotel Pestana, Salvador (BA)
Informações: (11) 3262-5438, e-mail sbbmn@uol.com.br.
Inscrições pelo site: www.sbbmn.org.br/congresso
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