A cidade de Salvador por Stefano Diaz - Moda, cultura, estilo de vida, gastronomia, luxo, música e arquitetura.
16/10/2013
Aládio Marques faz intervenção fashion na Casa Cor Bahia 2013
Uma revoada promete invadir o espaço Armarinhos Teixeira na Casa Cor Bahia 2013. Fazendo alusão aos movimentos criados pelos pássaros enquanto voam, seis modelos vestidas pelo estilista Aládio Marques chegarão sem avisar e circularão pelo ambiente, num desfile conceitual da coleção Verão 2014 do designer baiano, batizada de "Efloresense" e apresentada em abril no Dragão Fashion Brasil (Fortaleza), considerado a maior semana de moda do Nordeste.
O convite para a ação fashion veio do artista visual paulistano Ricardo Teixeira, que deu à galeria o mesmo nome pelo qual é conhecido no universo das artes e cujo trabalho reúne diversos estudos urbanos para criar uma verdadeira arqueologia urbana, mediando o transbordamento do homem para a cidade. A proposta da parceria é despertar os sentidos dos visitantes da mostra de arquitetura e decoração, numa provocação que tem como suporte as obras e instalações audiovisuais de Armarinhos, unidas à moda contemporânea e sofisticada de Aládio. A performance, que guarda outras surpresas, acontece no dia 17 de outubro, às 20h, e promete confundir, para, então, surpreender, todos os presentes.
Serviço
O quê: desfile conceitual e mostra de arte audiovisual.
Onde: Espaço Armarinhos teixeira da Casa Cor Bahia 2013
(Estacionamento D7 do Shopping iguatemi Salvador).
Quando: 17 de outubro, às 20h.
Efloresense - Verão 2014 Aládio Marques
Apresentada para a imprensa nacional e internacional durante o Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza, coleção Verão 2014 do estilista baiano chega inspirada no ciclo de floração do Baobá, contando a história dessa árvore africana cercada de misticismo. A capacidade de florecer tão poeticamente, apenas uma noite por ano e em meio à savana, e sua milenar importância cultural para o povo africano são algumas das características únicas dessa planta nativa da ilha de Madagascar, ponto de partida para a concepção das peças da grife baiana. “Eu peguei a linha simplificada da árvore e apliquei nos 21 looks, então, embora cada um fale sobre um momento do ciclo do Baobá, todos têm esse traço como guia”, conta ele.
Sáias lápis, blusas, camisões, vestidos, camisas e calças de alfaiataria são as peças chave da coleção, que chegam com formas que partem de linhas retas e simples, numa releitura da estrutura do Baobá, aliada à referências do minimalismo e trabalhadas com recortes, transparências e sobreposições. O resultado pode ser percebido em detalhes singelos, como aplicações que surgem ora na frente ora nas costas das peças, além dos shapes que se complementam: itens estruturados balanceados por peças mais fluidas, criando ao longo de toda a coleção um equilíbrio tão natural quanto o da própria estrutura do baobá.
A cartela de cores, por sua vez, reproduz os tons que resultam de todo o ciclo da árvore: marrons e verdes, que remetem à madeira e à folhagem, assim como ao brilho que ela reflete quando está exposta ao sol; estampados em tons de bege e marrom que lembram galhos e folhas retorcidos; e nudes, brancos e caramelos retirados dos tons das raras pétalas. "Elas florescem apenas por uma noite, no mês de maio. Achei muito poético e marcante, o ponto exato para finalizar o desfile", revela Aládio. Tudo isso é materializado pela nobreza de tecidos como Sarja Changeant, Seda (que aparece em crepes, tules e palhas) e Jacquard Soire. "São tecidos leves, mas com armação, ideais para criar as formas limpas e simples que eu vinha buscando amadurecer nesse trabalho", diz Aládio.
Para os pés, além de sapatos exclusivos - desenhados e produzidos pelo designer junto à indústria de calçados baiana Allfoot -, uma polaina de couro foi criada baseada em um projeto dos tempos de colégio.
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