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21/05/2014
Projeto Banco do Brasil Covers chega a Salvador esse final de semana
Cazuza e Zé Ramalho serão lembrados em shows de Maria Gadú e Zeca Baleiro, enquanto Beatles ganha tributo de Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni, Toni Platão e Liminha.
Depois do grande sucesso ao percorrer cinco capitais brasileiras, o projeto Banco do Brasil Covers chega a Salvador, no Teatro Castro Alves, de 23 a 25 de maio. Em nova turnê itinerante, a apresentação capital baiana encerra a temporada 2014, que também passou por Belo Horizonte (Palácio das Artes, de 11 a 13 de abril), São Paulo (Espaço das Américas, de 23 a 25 de abril) e Curitiba (no Teatro Guaíra, de 9 a 11 de maio).
Criado para mostrar grandes nomes da música brasileira interpretando o repertório de seus compositores prediletos, a edição atual do projeto conta com três shows, dirigidos por Monique Gardenberg, que estão em cena desde o ano passado. Na programação, Maria Gadú celebra Cazuza (1958–1990), Zeca Baleiro reverencia Zé Ramalho e quatro astros do rock brasileiro - Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão - se unem a Liminha, um dos maiores produtores musicais do país, para explicitar sua devoção ao grupo inglês The Beatles (1960–1970), com a participação de convidados especiais (André Frateschi, Marjorie Estiano e Ritchie).
O Banco do Brasil Covers tem como pilares preços acessíveis - o valor da inteira varia de R$ 40 a R$ 140 - e itinerância por várias capitais brasileiras. Clientes Banco do Brasil com cartões Ourocard terão benefícios, como a pré-venda e desconto na aquisição de ingressos.
Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni e Toni Platão cantam e tocam The Beatles
Nomes emblemáticos da geração que nos anos 80 abriu as portas e os ouvidos do Brasil para o rock produzido no país, o belga Dado Villa-Lobos, o brasiliense João Barone e os cariocas Leoni e Toni Platão foram garotos nascidos nos anos 60 que amaram os Beatles (e os Rolling Stones). Não necessariamente naquela década, mas tão logo ingressaram no mundo eternamente jovem do rock. O show em que o fantástico quarteto canta e toca The Beatles é afetivo acerto de contas com a memória musical de artistas que, influenciados pelos Fab Four, viveram eles mesmos o sonho de ser popstar no Brasil.
Como guitarrista, Dado Villa-Lobos integrou a já mítica banda brasiliense Legião Urbana (1982–1996) e permanece em cena em carreira solo. João Barone é há três décadas o baterista virtuoso que marca o ritmo do som do grupo carioca Paralamas do Sucesso. Projetado como compositor no grupo carioca Kid Abelha, Leoni formou uma segunda banda nos anos 80, Heróis da Resistência, e na sequência se firmou, já em carreira solo, como um dos mais habilidosos compositores de música pop do Brasil. Já Toni Platão é reconhecido como o dono de uma das grandes vozes do rock nacional desde os tempos em que era o vocalista do grupo carioca Hojerizah.
Nos shows do projeto Banco do Brasil Covers, o quarteto canta e toca Beatles sob a direção musical de Liminha, o produtor e músico que deu forma em seu carioca estúdio Nas Nuvens a grandes álbuns do rock brasileiro dos anos 80 e 90 e que também participará da banda tocando baixo. Para abrilhantar o show, o quarteto recebe convidados especiais como Ritchie – cantor e compositor inglês radicado no Brasil, autor de diversos sucessos como "Menina Veneno" , "A Vida Tem Dessas Coisas", "Pelo Interfone", "Casanova" e "Voo de Coração"– e dois atores que se revelaram ótimos cantores, André Frateschi e Marjorie Estiano.
Com 26 canções o roteiro embaralha músicas de todas as fases do quarteto de Liverpool. All my Loving (John Lennon e Paul McCartney, 1963), Eight Days A Week (John Lennon e Paul McCartney, 1964), Octopus Garden (Ringo Starr, 1969), Come Together (John Lennon e Paul McCartney, 1969), Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (John Lennon e Paul McCartney, 1967), With a Little Help Of My Friends (John Lennon e Paul McCartney, 1967), Lucy In The Sky With Diamonds (John Lennon e Paul McCartney, 1967) e Strawberry Fields Forever (John Lennon e Paul McCartney, 1967) são alguns dos clássicos que embalam a noite.
Maria Gadú canta Cazuza
Quando Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), o Cazuza, saiu precocemente de cena, aos 32 anos, Maria Gadú ainda tinha quatro anos incompletos. Mas o tempo não para e, como o cancioneiro de Cazuza nunca envelhece, a cantora e compositora paulistana logo travou contato com a obra deste cantor, compositor e poeta carioca – como qualquer brasileiro nascido após 1982. Nesse ano, o grupo carioca Barão Vermelho – que se reunira em fins de 1981 e admitira Cazuza como vocalista após indicação do cantor goiano Leo Jaime – lançou seu primeiro disco.
Foi quando começou a brilhar a estrela de Cazuza. O rock do Barão Vermelho evocava a crueza do som dos Rolling Stones, mas a poesia das letras escritas por um poeta que viria a receber a alcunha de Exagerado – por ser pautado pelos excessos, sobretudo de talento – parecia arder na fogueira das paixões que consumira, décadas antes, as canções do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) e da cantora e compositora paulista Maysa (1936 – 1977), merecendo imediatos elogios públicos de nomes como Caetano Veloso (que sentenciaria mais tarde que Cazuza foi o poeta da geração pop dos anos 80) e Ney Matogroso. O parentesco de Cazuza com a música brasileira ficou mais evidenciado quando o cantor saiu do Barão Vermelho, após três álbuns e um compacto gravados com o grupo, e iniciou carreira solo em 1985, gravando mais seis álbuns individuais, o último lançado de forma póstuma em 1991.
Em oito intensos anos de carreira, Cazuza deixou nada menos do que 234 músicas, sendo que uma parte ainda permanece inédita. É sobre essa vasta obra que Maria Gadú se debruçou para selecionar o repertório do show sob a direção de Monique Gardenberg. O roteiro mistura 20 músicas que passeiam pelo repertório do compositor como Todo amor que houver nessa vida (Roberto Frejat e Cazuza, 1982), O Nosso Amor a Gente Inventa (João Rebouças, Rogério Meanda e Cazuza, 1987), Mais Feliz (Dé Palmeira, Cazuza e Bebel Gilberto, 1986), Faz parte do meu show (Renato Ladeira e Cazuza, 1988), Blues da Piedade (Roberto Frejat e Cazuza, 1988) e Ideologia (Roberto Frejat e Cazuza, 1988).
A intensidade que pautou Cazuza parece guiar também os caminhos de Maria Gadú. Grande revelação de 2009, ano em que lançou seu primeiro álbum, Maria Gadú, com sucessos autorais como Shimbalaiê, a cantora e compositora paulistana já gravou desde então dois álbuns de estúdio e fez dois registros ao vivo de shows (um deles com Caetano Veloso) em apenas quatro anos de carreira fonográfica. O sucesso de Gadú já extrapola inclusive as fronteiras nacionais. Parceira do compositor norte-americano Jesse Harris, a artista fez este ano turnê pela Europa, com shows invariavelmente lotados.
Zeca Baleiro canta Zé Ramalho
Zé Ramalho e Zeca Baleiro são do Nordeste. Mas a vastidão da Nação Nordestina é tamanha que ambos habitam distintos universos musicais – o que valoriza e ressalta o ineditismo do show em que Baleiro vai dar voz a músicas de Ramalho. Nome que se destacou na corrente migratória que deslocou artistas do Nordeste para o eixo Rio-São Paulo ao longo dos anos 70, em busca de maior visibilidade e oportunidades profissionais, José Ramalho Neto veio ao mundo em 3 de outubro de 1949, na cidade interiorana de Brejo da Cruz, enraizada no sertão da Paraíba.
Influenciada pela obra seminal de Luiz Gonzaga (1912–1989), sua vivência musical começa a virar profissão nos anos 60 em João Pessoa (PB), quando Ramalho passa a integrar conjuntos de baile que tocavam o pop rock produzido naquela década. Mas o cantor somente se faria ouvir em todo o Brasil a partir de 1978, quando lançou seu primeiro álbum, Zé Ramalho (Epic / CBS), com sucessos autorais como Avohai (homenagem ao avô que o criou após a morte do pai), Chão de giz e Vila do sossego. O tom épico e apocalíptico da música de Ramalho já lhe valeu epítetos como Profeta do sertão e Bob Dylan da caatinga. Pautada pelo traço de originalidade da obra do compositor, a discografia de Ramalho contabiliza 26 álbuns em 35 anos de carreira.
Nascido em 11 de abril de 1966, em São Luis, e criado em Arari, cidade do interior do Maranhão, José de Ribamar Coelho Santos começou a se tornar um grande nome da música brasileira – como Zé Ramalho – a partir de 1997, ano em que lançou seu primeiro álbum, Por onde andará Stephen Fry? (Mza Music), já assinando como Zeca Baleiro e chamando atenção da crítica pela verve de seus versos que, não raro, são construídos com trocadilhos e jogos de palavras que explicitam espirituosa visão do mundo.
Musicalmente, a obra autoral de Baleiro é multifacetada, conciliando canções de lirismo mordaz (Flor da pele, seu primeiro sucesso, exemplifica tal vertente), temas de ritmos regionais que expõem sua origem nordestina, samba, reggae e blues. Paralelamente, o compositor foi se revelando sagaz intérprete de obras alheias – talento que pode ser comprovado nos shows em que apresentará sua personalíssima leitura do cancioneiro de Zé Ramalho. Ave de prata (Zé Ramalho, 1979), dá início à apresentação com Baleiro envolto em atmosfera meio dark.
Quase teatral, o climático começo introduz o cantor maranhense no mundo apocalíptico de seu antecessor Zé Ramalho, de quem se tornou parceiro em O rei do rock - música lançada por Ramalho no álbum Parceria dos viajantes, de 2007, e revivida por Baleiro neste tributo - e em Repente cruel (tema ainda inédito em disco). Turbinado com projeção de vídeo filmado por Baleiro sob a direção de Monique Gardenberg, Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979) - música inspirada na fase pré-fama em que Ramalho se prostituiu no Rio de Janeiro (RJ) - exemplificou o bom domínio que Ramalho, artista formado nos bailes da vida, sempre teve do idioma pop. Na sequência Vila do sossego (Zé Ramalho, 1978), Táxi lunar (Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, 1979) e Avohai (Zé Ramalho, 1978) dão o tom do espetáculo.
SERVIÇO BANCO DO BRASIL COVERS – SALVADOR:
Dia 23 de maio, sexta-feira, às 21h: Dado Villa-Lobos, João Barone, Leoni, Toni Platão e Liminha cantam e tocam The Beatles. Participação especial de André Frateschi, Marjorie Estiano e Ritchie.
Dia 24 de maio, sábado, às 21h: Zeca Baleiro canta Zé Ramalho
*neste dia haverá gravação de DVD.
Dia 25 de maio, domingo, às 20h: Maria Gadú canta Cazuza
Local: Teatro Castro Alves (Praça Dois de Julho s/n, Campo Grande – Salvador)
Ingressos: Filas A a P: R$140,00 (inteira) / R$70,00 (meia)
Filas Q a Z: R$100,00 (inteira) / R$50,00 (meia)
Filas Z1 a Z6: R$80,00 (inteira) / R$40,00 (meia)
Filas Z7 a Z11: R$60,00 (inteira) / R$30,00 (meia)
Patrocínio: Banco do Brasil
Apresentação e Meio de pagamento oficial: Ourocard
Credenciadora oficial: Cielo
Realização: Dueto Produções
Classificação indicativa: Menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsáveis
Sobre a venda de ingressos
As vendas regulares terão início no dia 25 de março, terça-feira, a partir de 12h. O desconto de 50% para clientes Ourocard será mantido, porém limitado a dois ingressos por CPF.
A partir da data de venda regular de cada praça, haverá venda também nas bilheterias credenciadas. Os endereços e horários de funcionamento estarão disponíveis nos sites Belo Horizonte via ingresso.com, São Paulo ticket360.com.br, Curitiba diskingresso.com.br, Salvador bilheteria do Teatro Castro Alves e nos Sac's Shopping Barra e Iguatemi e no bb.com.br/bbcovers.
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