15/01/2015

Encontro Mauanda Bankoma fez a prévia do Carnaval 2015 no Pelô


O evento homenageou as rainhas que passaram pelo Bloco Afro no decorrer dos 15 anos de Carnaval.

Mais uma edição do Encontro Mauanda Bankoma, foi realizada nesta quarta-feira (14), no Largo Tereza Batista - Pelourinho. Conduzido pelo Bloco Afro Bankoma, o evento apresentou a prévia do Carnaval 2015 e homenageou as Rainhas que já passaram pelo Bloco Afro. O show de abertura ficou sob responsabilidade do grupo Samba na Veia, que lançou o primeiro CD intitulado ao nome da banda e levou ao espaço o tradicional samba de roda, às 20h.

Após o espetáculo que contagiou o público com o samba, foi a vez de Jander Neves, vocalista do grupo Bankoma assumir o palco do Pelourinho levando as canções de matriz africana, às 21h10. No repertório, composições autorais como Povo de Axé, Eu sou Brasileiro, Colar de Dendê, dentre outras. “A música de matriz africana retrata toda a luta e resistência do nosso povo. Em nossa canção falamos do nosso cotidiano e auto afirmamos a nossa identidade religiosa”, ressalta o vocalista. Para Jander, a apresentação do Bloco Afro no Centro Histórico é uma maneira de levar a cultura africana para a população, além de oportunizar a inclusão.

O Encontro Mauanda Bankoma contou com a participação da cantora Carla Lis que agitou o espaço ao ritmo do samba reggae. No largo, baianos e turistas puderam contemplar o lançamento da exposição fotográfica e do cartão postal de Raimundo Bankoma - que homenageou os 15 anos do Bloco Afro – exibindo imagens dos carnavais anteriores. Além da amostra fotográfica, foram expostos adereços, indumentárias, dança e culinária – um conjunto de trabalho afro.

Para a presidente do Bloco Afro Bankoma, Maria Lúcia Neves a importância de expor um conjunto de trabalho afro, é poder voltar a ancestralidade, lembrando do passado e auto afirmando o presente. “Somos bloco e também representamos o candomblé. O nosso papel é cultuar a ancestralidade. Realizar apresentação no Pelourinho é uma maneira de partilhar a nossa história, uma forma de reverenciar o nosso povo através do ritmo e da música”, enfatiza.

Na ocasião, o Bloco Afro Bankoma homenageou as rainhas que passaram pelo bloco no decorrer dos 15 anos. Apresentando as temáticas de cada ano, as coreógrafas de afro, exibiram as variadas indumentárias, além dos diferentes estilos da dança africana. No palco, as rainhas foram homenageadas por mães de santo e representantes do candomblé. “A dança é uma maneira de despertar em nós as diversas habilidades que estão enrustidas, provocando estímulos. Na dança me identifico como mulher negra e faço o resgate coletivo”, salienta, Laís Santos, integrante do Bloco Afro que recebeu o título de Rainha em 2008 levando o tema “Gueiros da Paz”.

Já dividiram o palco com o Bankoma, os artistas Carlinhos Brown, Ludmila Anjos, Ana Mametto, Edu Casanova, Aloisio Meneses, Mariela Santiago, Clécia Queiroz, Juliana Ribeiro, Will Carvalho, Ile Aiyê, Muzenza, dentre outros.

Criado em 2000 a partir dos projetos sociais desenvolvidos pelo cultuado e respeitado Terreiro São Jorge Filho da Gomeia, o bloco, cujo nome de origem bantu significa ‘povo em festa’. Em sua quinta edição, o Bankoma levou ao Centro Histórico um manifesto de produção para intercâmbios culturais, resgatando músicas que integra a sua história. Sua mistura de sons e ritmos reuniu artistas, mães de santo representantes e adeptos do candomblé.

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