Atualmente, o Brasil possui pouco mais de 2800 salas de cinema, distribuídas em apenas 398 cidades. Os dados são da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que divulga outros dados da não acessibilidade da população brasileira à sétima arte. De acordo com a instituição, 53% dos brasileiros têm acesso ao cinema, tal dado mostra a quantidade de habitantes por sala de exibição, a saber, cerca de 750 mil. Ou seja, o país está atrás de outras localidades da América Latina, a exemplo da Argentina e Colômbia. A vulnerabilidade social é outro fator que distancia os espectadores do cinema, já que o lazer é afastado pela falta de locais e recursos.
Com o objetivo de aproximar o cinema de oito municípios localizados no entorno do Sistema de Rodovias BA-093, a Concessionária Bahia Norte, em parceria com a Hasta La Luna Iniciativas Culturais, traz a terceira edição do Projeto Cine Brasil na Estrada. Pelos próximos 4 meses, serão realizadas 48 sessões de cinema, com expectativa de atrair 1,2 mil participantes. Os curtas brasileiros como A Velha A Fiar de Humberto Mauro, e Clandestina Felicidade, de Beto Normal e Marcelo gomes, dentre outros, serão exibidos em escolas, que receberão todas as condições técnicas como projetor, telão e sonorização adequados, além dos direitos de exibição dos filmes. O lanche (pipoca e refrigerante) dos alunos também está garantido. “Em dois anos de projeto, alcançamos 3200 expectadores entre crianças e adolescentes, além de 94 sessões realizadas. Estamos muito felizes com o retorno das escolas e a expectativa para a terceira edição está mais que animadora”, fala Leana Mattei, Assessora de Desenvolvimento Socioambiental da Concessionária Bahia Norte.
Na próxima quarta-feira, 9 de setembro, a Escola Municipal Padre Astrogildo Moreira, em Mata de São João, e a Escola Municipal Presidente Castelo Branco, em Pojuca, receberão sessões nos turnos matutino e vespertino, respectivamente. A programação segue pelos dias 11, 14 e 16 de setembro, em outras instituições de ensino distribuídas pelos municípios de Camaçari, Simões Filho, Dias D´ávila, Lauro de Freitas, Candeias e Salvador. Os filmes exibidos têm censura livre e temática relacionada à questões pertinentes ao público presente. Após cada sessão, há aplicação de uma atividade pedagógica com o objetivo de promover a reflexão dos alunos sobre o conteúdo abordado. “É uma boa oportunidade de aprender, de forma lúdica, através da promoção de cidadania e valorização da identidade nacional”, diz Mattei.
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