Foto: Divulgação
Shows com obra do compositor e multi-instrumentista baiano acontecem dias 07 e 08.05, às 19h30
O projeto cultural
A Bahia de Ouro e Pedra de Alcyvando Luz é uma homenagem e
expansão da vasta obra do compositor baiano e multi-instrumentista
Alcyvando Luz. Através da realização de seis shows, a cantora, atriz e
filósofa Dora Bahiana, afilhada musical do artista, interpreta
as canções do “Nêgo Véio da Bahia”. Com estilo versátil, Dora traz nova
roupagem às músicas que fizeram sucesso nas vozes de cantores como João
Gilberto, Caetano Veloso e Cesária Évora, além de apresentar algumas
das músicas inéditas de Alcyvando. As apresentações,
que têm direção musical de Son Melo, acontecem no Teatro Dona Canô, em
Santo Amaro da Purificação, nos dias 07 e 08.05, às 19h30.
A iniciativa é apoiada pelo Fundo de Cultura da Bahia, mecanismo de fomento à cultura gerido pelas secretarias de Cultura do
Estado da Bahia (SecultBA) e da Fazenda (Sefaz). O Teatro Dona Canô é um dos espaços culturais geridos pela SecultBA.
Foi com o intuito de homenagear seu padrinho e expandir a obra do “Nêgo Véio”, de valor inestimável
para a Bahia e para a música popular brasileira, que Dora resolveu iniciar o projeto
A Bahia de Ouro e Pedra de Alcyvando Luz. “Cantar Alcyvando Luz, é cantar o meu amor pela música”, define a cantora, que é apaixonada pela obra do compositor.
Os shows contam com abertura de artistas convidados. As
apresentações são antecedidas por workshops a serem realizados no
mesmo local, às 18h30, para reforçar o propósito de difusão e
valorização da música popular brasileira, autenticamente baiana.
O acesso aos shows e workshops se dará mediante a troca de
ingressos no local por 1 kg de alimento não perecível, sujeita à lotação
da casa e classificação de 16 anos. O projeto, idealizado pela artista
Dora Bahiana, conta com a parceria de Taís Fraga,
produtora cultural e diretora da Sangue no Olho Projetos e Soluções
Integradas.
Alcyvando Luz
Alcyvando
Liguori da Luz (1937 - 1998) foi um compositor, multi-instrumentista,
cantor, maestro,
arranjador e regente. Nasceu em Barreiras, no oeste baiano, e aos cinco
anos, acompanhado por uma orquestra de 80 músicos, estreou pela
primeira vez ao público com o solo
Aquarela do Brasil (Ary Barroso) – fazendo jus ao ditado que diz
que “baiano não nasce, estreia”. Ele marcou várias gerações com sua
versatilidade e consistência musical, deixando um acervo inédito com
mais de 20 canções e experimentações. A Bahia perdeu
um dos seus maiores talentos musicais ao final dos anos 90. Alcyvando
faleceu quando tinha 60 anos, deixando um legado musical inspirador, com
obras absolutamente atemporais e de valor inestimável para a Bahia.
Dora Bahiana
Desde
a infância, a artista já demonstrava ritmo e harmonia vocal, o que a
levou à música. Iniciou
sua carreira artística em 1995. Em sua vida já tentou trabalhar em
outras áreas, mas para a artista, o que dá sentido à sua existência é o
cantar, a música. Estreou no Teatro Expresso Bahiano no evento
Terças Coopearte, com o espetáculo: Dora Bahiana… do Brasil.
Foi convidada pelo poeta Capinam para interpretar uma de suas canções
no Teatro do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM–BA), acompanhada ao
violão por Alcyvando Luz. A convite de Edil
Pacheco, participou do Carnaval de Salvador em 1996. Fiel à música bem
elaborada, compôs a formação da
Orquestra 10 como vocal, apresentando-se no Projeto Pelourinho Dia e Noite e em diversos eventos. Em 2000, foi indicada como melhor intérprete do Troféu Caymmi com o show
Poetas. No cinema, interpretou a maioria das peças musicais da trilha sonora do longa metragem
Retrato do Poeta, de direção de Silvio Tendler.
O encontro de Dora Bahiana com Alcyvando Luz
Um
amigo do “Nêgo Véio da Bahia” assistia a uma apresentação da talentosa
cantora e imediatamente
se deu conta de que precisava unir aqueles dois na música. “A luz de
Alcyvando se esconde nas dunas da Boca do Rio”, dizia José Carlos
Capinam. E foi no seu estúdio, na Boca do Rio, que Alcyvando Luz se
apresentou à Dora Bahiana com um violão na mão, não dando
alternativa a ela senão soltar a voz. Desde então, os dois não se
separariam mais, nem nos palcos nem na vida. Nascia ali uma relação
fraternal e de amor à música. “Eu acabei me apaixonando pela obra dele e
ele por mim, como cantora”, revela Dora.
Alcyvando
Luz a levava com ele para os points de encontro dos artistas, como o
bar Pimentinha,
na Boca do Rio, onde Dora teve a oportunidade de tocar com Luiz
Melodia. Foi ao lado de Alcyvando que Dora Bahiana conheceu também
Capinam, Roberto Sant’Ana e Edil Pacheco, amigos do artista que acabaram
fazendo parcerias também com a cantora.
À
época que se conheceram, Alcyvando já estava finalizando aquele que
seria seu último disco: Bahia
de Oxalá. Para a tristeza do Nêgo Véio, Dora não teve tempo de
participar. Porém, fizeram juntos inúmeras experimentações nos últimos
anos de vida dele. Apesar do seu grande reconhecimento no meio
artístico, a obra de Alcyvando foi pouco difundida.
Espaços Culturais da SecultBA
- A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia mantém 17 espaços
culturais geridos pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC), e
localizados em diversos Territórios de Identidade. Destes, cinco
encontram-se em Salvador - Cine Teatro Solar Boa Vista, Espaço Xisto
Bahia, Casa da Música de Itapuã, Centro de Cultura de Plataforma e
Espaço Cultural Alagados - e 12 nos municípios de Alagoinhas, Feira de
Santana, Guanambi, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mutuípe,
Porto Seguro, Santo Amaro, Valença e Vitória
da Conquista. Para mais informações, acesse: www.espacosculturais. wordpress.com.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA)
– Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas,
o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O
mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente
culturais de iniciativa de pessoas físicas ou
jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo
Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da
importância do seu significado, sejam de baixo apelo
mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à
iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de
apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações
Continuadas de Instituições Culturais sem
fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizad os;
Mobilidade Artística e Cultural e
Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br

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