segunda-feira, 6 de março de 2017

Salvador reúne fiéis para missa em memória dos 25 anos de falecimento de Irmã Dulce



Presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger,
celebração abre oficialmente o calendário de homenagens ao Anjo Bom da Bahia  

Milhares de fiéis e admiradores da vida e obra de Irmã Dulce vão se reunir em Salvador no dia 13 de março para as homenagens em memória pelos 25 anos de falecimento do Anjo Bom. Uma missa solene será realizada às 17h, no Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres (Avenida Bonfim, Largo de Roma), com a presença também de funcionários, pacientes, moradores, alunos, voluntários e religiosos das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), além de amigos e familiares da freira baiana. Presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, a celebração será pontuada pela lembrança de acontecimentos marcantes na trajetória de amor e serviço da freira baiana em favor dos pobres e doentes.

“A obra de Irmã Dulce continua viva e ampliando o atendimento aos mais carentes, como ela sempre desejou. Por isso, não obstante esses anos de partida, uma certeza nos anima: sua presença na ausência”, ressalta o capelão da OSID, frei Mário Erky. A missa no dia 13 de março, data em que se completam exatos 25 anos do falecimento da freira baiana, abrirá oficialmente a agenda de homenagens que serão prestadas ao longo de 2017, programação que incluirá exposições, campanhas sociais, shows musicais, entre outros eventos.

Irmã Dulce faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, em Salvador. Entre os episódios mais marcantes de sua trajetória, está a ocupação, em 1949, de um galinheiro ao lado do convento, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição que abriga hoje um dos maiores complexos de saúde com atendimento 100% gratuito do Brasil, com quase 4,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), entre idosos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pacientes sociais, crianças e adolescentes em situação de risco social, dependentes de substâncias psicoativas e pessoas em situação de rua. Para se ter uma ideia da dimensão do trabalhado social realizado pela OSID, nos últimos 25 anos a entidade contabiliza nada menos que mais de 60 milhões de atendimentos ambulatoriais e mais de 280 mil cirurgias realizadas.

A Mãe dos Pobres – Entre os principais episódios que marcam os 25 anos de falecimento de Irmã Dulce, destaque ainda para a beatificação da religiosa, ocorrida no dia 22 de maio de 2011, em Salvador, ocasião em que passou a ser reconhecida também com o título de "Bem-Aventurada Dulce dos Pobres", tendo o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica. Atualmente, a freira baiana está em processo de canonização. Para ser canonizada (declarada Santa) é necessária a comprovação de mais um milagre atribuído à beata.

Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes começou a manifestar interesse pela vida religiosa desde cedo, ainda no início da adolescência. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. Em 1933, a jovem ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe). No mesmo ano recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce. A trajetória do Anjo Bom da Bahia ficou caracterizada também pelo trabalho assistencial junto às comunidades carentes de Salvador, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe.
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