Crédito: Sara Nacif
A exposição (R)Existência, fruto da imersão de sete fotógrafos na comunidade quilombola Engenho da Ponte, no Recôncavo Baiano, entra em cartaz na Alma Fine Art Galery. A mostra retrata a herança cultural africana e tradições do quilombo através do olhar dos fotógrafos Adalton Silva, Carlos Machado, Iara Oliveira, Márcia Pinheiro, Monic Grappi, Rejane Alice e Sara Nacif, com curadoria de João Machado. A vernissage para convidados acontecerá dia 19/08, a partir das 19h, em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia. A exposição será aberta ao público dia 20/08 e estará disponível para visitação até o dia 19/09, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h e aos sábados, das 09h às 12h. A entrada é gratuita.
Mostrar as memórias, histórias e o cotidiano da comunidade quilombola é o principal objetivo da exposição (R)Existência. “Muitas dessas comunidades lutam para manter os registros de suas terras, proteger seu povo, legado e tradição. O trabalho ajuda na função de registrar a realidade quilombola, as casas de pau-a-pique, as pessoas, os costumes, as brincadeiras de infância e a religiosidade”, afirma o fotógrafo Adalton Silva. O principal desafio encontrado foi “buscar conhecer nuances, os detalhes, para retratar o cotidiano dessas pessoas e contar a história do lugar, distante de um olhar estereotipado”, completa.
O público poderá conferir retratos do cotidiano e a aridez de um sertão encontrado no recôncavo. “Além da luz incrível do lugar, presenciei cenas pitorescas que nos remete à atemporalidade, a felicidade de um povo com seus costumes, cultura, lutas e crenças”, comenta João Machado, fotógrafo e curador da exposição.
Para a fotógrafa Sara Nacif, a cultura e as tradições são fundamentais marcadores de identidade. “Esses lugares de resistência, como o quilombo, só persistem e resistem porque têm a identidade muito marcada nas tradições, rituais, festas e a forma de ser quilombola”, afirma.
Entre as principais caraterísticas locais que chamaram atenção da fotógrafa Rejane Alice, estão a vegetação local, união e resistência de um povo em prol de conseguir melhorias para a comunidade. “A vivência que me levou a pesquisar e estudar as comunidades quilombolas, verificando suas dificuldades e lutas ainda existentes. Pretendo continuar esse estudo e aprofundar mais sobre essas comunidades na Bahia”, conclui Rejane.

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