03/10/2019

Caixa Cultural recebe a exposição ‘Entre o Aiyê e o Orun’


Foto: Andrew Kemp.

A mostra reúne trabalhos de 14 artistas, ligados às narrativas culturais
 afro-brasileiras e fica em cartaz de 10 de outubro a 10 de novembro

Os mistérios que existem entre o céu e a terra são o tema da exposição Entre o Aiyê e o Orun, que estreia na Caixa Cultural (Rua Carlos Gomes, 57  Centro) no dia 10 de outubro, seguindo até 10 de novembro. Num mesmo espaço estarão reunidos trabalhos em técnicas diversas de 14 artistas, em cujas obras as narrativas afro-brasileiras estão fortemente representadas. Pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalações, vídeos, enfim, as mais variadas expressões, linguagens e técnicas dão forma à exposição. A mostra, que tem entrada franca, poderá ser visitada de terça a domingo, das 9h às 18h.

Sob a curadoria de Thais Darzé, fazem parte da mostra expoentes das artes plásticas como Agnaldo dos Santos (1926-1962), Carybé (1911-1997), Mario Cravo Jr. (1923-2018), Mario Cravo Neto (1947-2009), Mestre Didi (1917-2013), Pierre Verger (1902-1996), Rubem Valentim (1922-1991), Ayrson Heráclito, Caetano Dias, Emanoel Araújo, J. Cunha, Jayme Figura, José Adário e Nadia Taquary. “O eixo conceitual da exposição são os mitos da Criação do Mundo na visão afro-brasileira, dessa forma as obras selecionadas transitam por essa poética”, explica Thais.

Entre o Aiyê e o Orun tem como objetivo colocar em pauta a produção artística afro-brasileira influenciada pela cosmologia africana, num movimento de reconhecimento e valorização das nossas matrizes culturais. “Um traço em comum entre os artistas dessa mostra é transitarem no território do sagrado, sagrado esse silenciado, velado e perseguido durante séculos. Na visão de mundo afro-brasileira os questionamentos não encontram respostas filosóficas, pois na tradição africana a mitologia conta histórias que narram o início e a razão das coisas. Esses mitos, também chamados de itans dentro do universo cultural afro-brasileiro, formam uma vasta mitologia vinda da África, que criou o modo de ver, vivenciar e sentir o mundo de muitos brasileiros diz a curadora.

Através dos trabalhos de nomes reconhecidos internacionalmente, a mostra parte de uma ampla pesquisa que visa à apresentação e ao cruzamento dessas produções, mostrando de que forma são cruciais na trajetória da arte contemporânea afro-brasileira. Além da relevância artística dos trabalhos expostos, ainda se destaca a diversidade de suportes e técnicas apresentadas, exaltando a diversidade da produção artística oriunda da Bahia, berço da cultura africana no Brasil. 

Incentivo à Cultura
A CAIXA valoriza amplamente a cultura nacional como ferramenta de inclusão social e reforço do orgulho de ser brasileiro. Nos últimos cinco anos, os espaços culturais da CAIXA contaram com mais de R$ 385 milhões distribuídos em Brasília, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

A CAIXA Cultural Salvador foi inaugurada em 1999 e se situa em prédio datado do século XVII. O espaço já abrigou diversas organizações, como a Casa de Orações dos Jesuítas, e nele já trabalharam personalidades como Glauber Rocha e Lina Bo Bardi. Após ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e restaurada pela CAIXA, a Casa hoje oferece ao público duas galerias de arte, um anfiteatro, um salão para espetáculos, uma sala para eventos e uma sala de oficinas.

Serviço
Exposição Entre o Aiyê e o Orun
Local: CAIXA Cultural Salvador - Rua Carlos Gomes, 57 - Centro
Abertura: 9 de outubro de 2019, às 19h
Visitação: de 10 de outubro a 10 de dezembro de 2019
Horário: de terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada Franca
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Informações: (71) 3421-4200
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

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