17/03/2014

Conselheiro Almandrade apresenta instalações e poemas visuais em São Paulo


Imagine um espaço vazio sendo delimitado por elásticos vermelhos, tensos, como se o contorno de uma grande obra saltasse das telas para ocupar o território em branco. Do outro lado, reproduções de poemas visuais produzidos na década de 1970, basicamente vanguardistas. É nessa perspectiva que o conselheiro de cultura Almandrade desenvolve a mostra Instalações e Poemas Visuais, montada na Casa das Rosas, em São Paulo, com visitação de 26 de março a 28 de abril.

A exposição do artista plástico, que pela terceira vez é reconstruída apenas com pedaços de linhas e uma cadeira de praia sem lona, convida o público a pensar sobre natureza da arte e suas implicações. O objetivo é projetar no público a mensagem de que é preciso inventar alternativas de uso para os obstáculos impostos ali, podendo ser associados aos seus problemas cotidianos.

Os visitantes se tornam parte da obra quando convidados a ultrapassar a teia, como diz o artista. “Eles é que vão decidir o que fazer com os ambientes, decidir entrar ou não, encarar as linhas como problemas a serem solucionados”.

Já nas poesias está uma performance da visualidade, que exige uma atitude de “contemplação provocante” do leitor.

Em um formato que remete à ideia de labirinto, a instalação tem como premissa a composição objeto-espaço-observador, e contesta não só o emaranhado vermelho, mas sua embalagem também. “Por mais que meu discurso explique a mostra, nem sempre vai ser o mesmo para todos. Compreender a obra, saber como lidar e o que ela significa varia de pessoa para pessoa”, afirma o conselheiro.

Além de artista plástico, Almandrade é arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor.

Serviço

O que: mostra Instalações e Poemas Visuais

Quando: de 26 de março a 28 de abril, sempre de terça a sábado, das 10 horas às 22 horas; e domingos e feriados, das 10 horas às 18 horas.

Onde: Casa das Rosas, na Avenida Paulista, nº 37, em São Paulo


Entrada gratuita.

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