terça-feira, 27 de junho de 2017

Papanicolau pode prevenir câncer de útero, o terceiro que mais acomete as brasileiras


O exame preventivo feminino é simples e essencial para a saúde da mulher



Considerado um exame ginecológico simples, mas essencial para a saúde da mulher, o preventivo feminino, conhecido como papanicolau, identifica alterações nas células do colo uterino. Além de diagnosticar Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e infecções vaginais, o exame é capaz de identificar precocemente lesões que podem evoluir para um câncer de colo de útero"Toda mulher a partir do início da sua vida sexual, independente da idade, deve realizar o exame anualmente. O preventivo deve continuar sendo feito enquanto houver vida sexual em paciente com útero até os 70 anos", explica o ginecologista Jorge Valente, diretor médico do Ceparh (Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana).
O exame pode ser realizado no consultório do ginecologista de forma rápida (em poucos minutos), indolor, segura e simples. Consiste na raspagem da superfície externa e interna do colo do útero para coleta de material, que é analisado em laboratório.
"O Papanicolau não dá o diagnóstico preciso de HPV (Papiloma Vírus Humano), mas já mostra alterações e lesões que podem indicar a presença da infecção pelo vírus, que é a principal causa do câncer de colo de útero. Ao notar esses sinais, o médico deve pedir exames complementares para investigação da doença", esclarece Jorge Valente. 
Quando diagnosticado e tratado precocemente, o câncer de colo de útero pode ter até mais de 90% de chance de cura. Conhecido como câncer cervical, esse tipo de tumor é o terceiro que mais acomete as brasileiras, segundo dados do INCA, e tem como principal causa a infecção persistente por alguns tipos de HPV. A identificação do HPV ou de lesões pré-malignas através do exame evita que a infecção evolua para um câncer, que se for diagnosticado na fase mais avançada pode colocar em risco a vida da mulher. ginecologista. "Mulheres na menopausa sem vida sexual ou sem útero podem fazer o exame a cada três anos. Já as mulheres que fazem uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, são portadoras de HPV ou que não praticam o sexo seguro (não usam preservativo e têm vários parceiros) vão precisar realizar o exame com mais frequência", ressalta o médico.
Em geral, recomenda-se que o exame seja feito anualmente, mas essa indicação pode variar e deve ser avaliada pelo
Preparo
Para a realização do exame a mulher não pode estar no período menstrual. O especialista também recomenda que as mulheres evitem duchas vaginais, não tenham relações sexuais nem usem cremes vaginais nos dois dias que antecedem o exame.

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