quinta-feira, 6 de julho de 2017

Zezé Motta homenageia a ‘Divina’ Elizeth Cardoso



Além do show em Salvador, Zezé foi convidada pela Câmara Municipal da capital baiana para ser homenageada com o prêmio Maria Felipa no dia Internacional da Mulher Negra Latina e Caribenha

A convite do Café-Teatro Rubi, Sheraton da Bahia, a cantora e atriz Zezé Motta apresenta o show “Divina Saudade”, em que homenageia a grande intérprete Elizeth Cardoso, mais conhecida como “A Divina”, nos dias14 e 15 de julho às 20h30.
Cantando os sucessos musicais imortalizados na voz de Elizeth, Zezé criou um repertório recheado de samba, bossa nova e composições gravadas na época do rádio. 

No primeiro ato, o cenário é uma grande cortina francesa dourada, com um microfone anos 1950, lembrando os auditórios da rádio Nacional e tantos palcos que já não existem mais. É um momento de glamour pós-guerra, onde as estrelas eram importadas de Hollywood.

No segundo ato, o clima muda. Vira teatro, as letras das canções interagem com a cenografia e tudo fica mais dramático e misterioso. Os sucessos revisitados pela força de Zezé ganham forma e opinião. “Não poderíamos estar neste século sem homenagear Elizeth, que foi uma das nossas maiores artistas de todos os tempos”, diz Motta.
Zezé cantando Elizeth é, na verdade, uma diva cantando o repertório de outra, pois elas têm muito em comum. São mulheres, negras, brasileiras, e ambas mergulharam em uma espécie de underground da vida musical carioca, emergiram e venceram em um país onde o machismo e o racismo ainda são muito presentes.

“Eu queria fazer algo novo, um trabalho que fosse um marco na minha carreira de ‘cantriz’. Um dia acordei e vi na minha estante o livro “Elizeth, a Divina”, de Sérgio Cabral, que eu havia lido há um ano. Me lembrei da emoção que foi encontrar com ela em um show. Durante o ensaio, conversei com Elizeth e senti uma grande afinidade. Eu sabia que a ‘Divina’ tinha feito uma trajetória pautada por um cuidado excepcional com seu repertório, e que homenageá-la seria assumir a grande responsabilidade de interpretar um time de iluminados da MPB, como Pixinguinha, Cartola, Baden Powell,  Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros tantos”, conta, emocionada, Zezé.
Elizeth Cardoso – Considerada a primeira dama da nossa música popular, Elizeth é pioneira em registros musicais da bossa nova e, também, a primeira cantora popular a interpretar Villa-Lobos em um teatro.
A artista começou, em meados do século passado, cantando em um dos principais programas da rádio Guanabara ao lado de grandes nomes, como Noel Rosa, Vicente Celestino, Araci de Almeida e Marília Batista. Seu cantar agradou tanto Noel que o mesmo tirou o violão da caixa e ensinou-a a cantar uma de suas últimas produções, o samba Quem Ri Melhor.
Elizeth construiu uma carreira sólida, se consagrou como grande intérprete e levou seu canto a muitas partes do mundo, como Costa Rica, Guatemala, Estados Unidos, Bolívia, Japão etc..
Em maio de 1990, o Brasil perde Elizeth, vítima de um câncer no estômago. No velório, o corpo foi coberto pelas bandeiras do Bola Preta, da Escola de Samba Portela e do Flamengo. A Portela, escola de samba de seu coração, envia-lhe como última homenagem um ritmista para tocar surdo no momento do sepultamento.

Serviço
O quê: Zezé Motta – Divina Saudade
Quando: 14/7 e 15/7/17 (sexta e sábado)
Horário: 20h30
Onde: Café-Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel
Quanto: Couvert artístico – 14/7 (sexta) R$ 80,00 e 15/7 (sábado) R$ 100,00

Compra
Bilheteria: Café Teatro Rubi – Sheraton da Bahia Hotel
Tel: (71) 3013-1011
segunda a sábado, das 14h às 19h (em dias de apresentação, até às 20h30)
Sitewww.compreingressos.com
Call Center: (71) 2626-0032

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