Representantes da Defesa Civil de Salvador (Codesal), do Sistema Municipal de Defesa Civil (SMDC) e da Coordenadoria de Defesa Civil da Bahia (Coordec) se reuniram na manhã desta terça-feira (7) para fazer a avaliação do Primeiro Simulado de Evacuação de Áreas de Risco, que aconteceu no último dia 28 de maio na capital baiana e em mais outras duas cidades do nordeste do país simultaneamente.
O sentimento dos presentes foi unânime em relação ao sucesso do evento. Conforme ele, a partir de agora o principal objetivo é a partir desse plano piloto, dar continuidade a outras ações de simulado em diversas áreas da capital baiana.
“Realizamos um trabalho conjunto e integrado, o que garantiu o bom desempenho do evento. A meta a seguir é fazer uma programação de simulados para as áreas de risco geológico da nossa cidade”, destaca o subsecretário da Codesal, Osny Bomfim.
Todos os presentes na reunião também destacaram a importância da integração com a comunidade. “Além da organização, disposição e mobilização de todas as pessoas que participaram do evento”, ressalta o representante da Coordec, Paulo Sérgio Luz. De acordo com ele, a grande sensação é de “dever cumprido. A grande lição é que a união está acima de tudo. Todos os atores possíveis que estariam presentes se a situação fosse real estavam lá”, lembra.
“Tivemos um mês para organizar e tudo saiu muito bem”, ressalta o engenheiro da Codesal, Gilberto Campos. Segundo ele, o trabalho já acontece na comunidade de Bosque Real, onde aconteceu o simulado, há tempos. “A equipe de Ações Preventivas da Codesal vem desenvolvendo, não apenas naquela, mas em outras comunidades de Salvador um bom trabalho, onde os moradores estão mais sensibilizados para questões de proteção civil”.
O que também foi ressaltado pelo subcoordenador de Apoio as Ações de Defesa Civil, Tomaz Miranda. “Esse trabalho vai servir de base não apenas para Salvador, mas para outras cidades. Naquela área em especial, temos tido grandes conquistas como o não acúmulo de lixo, como acontecia anteriormente”, destaca Miranda.
“Foi um evento inovador”, diz o representante da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), Jason Costa e acrescentou: “Vamos aprimorar ainda mais a atuação para as próximas edições, e consequentemente ter uma população mais preparada para agir em desastres”, acrescenta ele que atuou como observador no simulado.
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07/06/2011
28/05/2011
Simulado leva conhecimento à comunidade de Bosque Real

“Sábado (28) as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de chuva forte, acumulados diários superiores aos 140 milímetros”. Esse foi o alerta simulado pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) à Defesa Civil de Salvador (Codesal) na manhã deste sábado (28) quando foi iniciada a segunda etapa do primeiro Simulado de Evacuação de Áreas de Risco.
Já no inicio da manhã os moradores de Bosque Real, em Sete de Abril também receberem o alerta e foram orientados por engenheiros e técnicos da Codesal a deixarem as residências e seguirem para o ponto de encontro ou algum local seguro, por causa do risco de “alagamento” e “escorregamento de terra”.
As equipes dividiram a área em três setores e identificaram os melhores locais para o acesso da população.
Logo depois de ser retirada das residências a população seguiu de ônibus, para o abrigamento na escola Municipal Novo Marotinho. No local aconteceu ainda uma simulação de cadastramento, feita por colaboradores da Secretaria de Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad).
Em seguida a população “abrigada” participou de uma palestra sobre como conviver em abrigos, feita pelo representante da Defesa Civil de Santa Catarina, major Aldo Batista Neto.
No período em que permaneceram no local, as crianças tiveram pinturas de rosto e a equipe da Secretaria Municipal de saúde (SMS) vacinou crianças e adultos. A comunidade recebeu almoço ainda no abrigo municipal e retornou, também de ônibus para suas residências.
Boas impressões – “Foi ótimo e correu tudo bem”, diz a dona-de-casa e moradora de Bosque Real, Joilda Gonzaga Ramos. Segundo ela, a iniciativa proporciona um novo aprendizado aos cidadãos soteropolitanos e principalmente aqueles que moram em áreas de risco geológico.
“É um incentivo para nós. Dessa forma aprendemos a ajudar a comunidade e estamos sabemos a nos comportar numa situação parecida”, completa.
Com apenas sete dias de vida o pequeno Heitor foi o participante mais novo do simulado. “Vamos aprender a saber o que devemos fazer quando a chuva forte chegar”, disse a mãe do pequeno, Ariana Neri Monteiro. Ela, que tem outra filha de um ano e quatro meses, ressaltou a importância do evento para as crianças. “Vão crescer sabendo como agir em situações de desastres”.
Mesmo com uma larga experiência sobre o tema, o major Aldo Batista Neto se surpreendeu com a ação na capital baiana. “Já participei de vários outros simulados, mas nenhum com essa magnitude”, diz major Neto. Ele destaca ainda a importância da participação da comunidade. “Precisamos trazer os cidadãos para mais perto das ações de defesa civil. Eles devem estar inseridos no sistema”, acrescenta.
“Não podemos falar em proteção civil sem a participação dos cidadãos. Tivemos aqui uma experiência compartilhada, o que é um ganho muito importante para nós que atuamos com proteção civil e para toda a comunidade. Aqui eles aprenderam como agir em situações extremas como num alagamento, deslizamento ou desabamento. Esse é o primeiro de outros simulados que faremos em outras comunidades soteropolitanas”, diz o subsecretário da Codesal Osny Bomfim.
“Nosso trabalho principal é de chegar às comunidades, preparar e conscientizar os moradores sobre formas preventivas de se evitar acidentes geológicos”, explica o diretor do departamento de minimização de desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil, Rafael Schadeck. “Se não fizermos ações como essas não fazemos proteção civil no sentido de ajudar com a prevenção”, acrescenta.
“Com o simulado procuramos preparar e capacitar a comunidade para enfrentar situações que possam acontecer de fato”, ressalta o coordenador da Defesa Civil da Bahia, Salvador Brito. De acordo com ele, o objetivo é trabalhar cada vez mais em parceria com todas as esferas de governo. “É a forma mais eficaz e eficiente de atender o cidadão”.
Participaram do evento representantes das Defesas Civis de outras cidades baianas, como Nazaré e Camaçari, além de lideranças comunitárias.
Os órgãos integrantes do Sistema Municipal de Defesa Civil (SMDC), como Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador), Guarda Municipal de Salvador (GMS), Empresa Baiana de Águas e Saneamento da Bahia (Embasa), Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também atuaram no evento. O evento tammbém aconteceu simultaneamente em Maceió e Recife.
24/05/2011
Ajustes finais para o primeiro simulado

Não apenas a Defesa Civil de Salvador (Codesal), mas também os órgãos do Sistema Municipal de Defesa Civil (SMDC) estão nos ajustes finai para o primeiro simulado sobre evacuação em casos de acidentes geológicos, que acontece nesta sexta-feira e sábado (27 e 28).
Nesta quarta-feira (25), a equipe de Ações Preventivas, liderada vai participar de uma reunião com a comunidade de Bosque Real – área em que vai acontecer o evento –, localizada em Sete de Abril.
“Vamos explicar para eles como vai acontecer o simulado com alguns detalhes que foram ajustados no decorrer das duas últimas semanas”, diz a engenheira Rita Moraes. De acordo com ela, o trabalho com os moradores de Bosque Real já acontecem há sete anos.
“Eles participam de todas as nossas ações aqui, o que vem fortalecendo ainda mais o nosso trabalho voltado, principalmente para a prevenção de desastres geológicos”, acrescenta.
Também vão participar da reunião os órgãos do SMDC que atuarão durante o simulado, como a Secretarias Municipais de Trabalho, Assistência Social e Direito do Cidadão (Setad), Saúde (SMS), Guarda Municipal de Salvador (GMS), Corpo de Bombeiros, Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba).
O objetivo é fazer com que a atuação seja a mais próxima do real possível. “Vamos simular situações de desastres que realmente podem acontecer naquela comunidade”, destaca a engenheira Rita Moraes. Conforme ela, a ação vai proporcionar saber como agir em casos reais. “E quanto tempo vamos levar para remover os moradores dos seus imóveis”, acrescenta.
Nesta segunda-feira (24), as equipes da Codesal e do SMDC, visitaram o local para se familiarizarem com a área. “Queremos que esse seja o ponto de partida para outros simulados. As visitas em comunidades localizadas em áreas de risco geológico devem acontecer com uma certa freqüência, não apenas por nos por todo o sistema”, pontua o subsecretário da Codesal, Osny Bomfim.
Reunião na Codesal – O que vai ser passado para a comunidade foi definido durante reunião com representantes da Codesal, da Defesa Civil nacional, órgão ligado ao ministério da Integração Nacional, da coordenadoria de Defesa Civil da Bahia (Coordec) e da liderança comunitária de Bosque Real. O objetivo do encontro foi apresentar a importância do evento não apenas para a gestão pública, mas também para as comunidades.
“Para proteção civil não temos que prepara apenas a cidade, mas também os cidadãos. Eles têm que estar preparados e principalmente saber como agir em casos de acidentes geológicos”, diz Bomfim. Conforme ele, a iniciativa vai possibilitar ainda ações para outras áreas. “Com isso queremos diminuir a vulnerabilidade, por isso é fundamental que preparemos as pessoas”, acrescenta.
Durante o encontro a equipe do setor de Ações Preventivas da Codesal, apresentou o plano de evacuação para o evento e teve a aprovação dos participantes. “Traçamos uma poligonal e dividimos a área em três setores e traçamos, a partir daí rotas de fuga”, informa a engenheira da Codesal, Rita Moraes.
Segundo ele, o local já tinha sido mapeado anteriormente. “Trabalhamos com aquela comunidade há sete anos e já fazemos ações com as lideranças comunitárias e crianças”, explica Moraes.
O treinamento vai simular situações bem próximas da realidade, como de possíveis alagamentos de área. “Para isso teremos a participação efetiva da população”, destaca a engenheira.
Cerca de 50 imóveis serão evacuados durante a ação. Estima-se que aproximadamente 200 pessoas estejam envolvidas no evento e vai ser dividido em quatro etapas.
Inicialmente a Codesal vai emitir um alerta sobre a possibilidade de um desastre, o que vai acontecer no dia 27. Em seguida as lideranças comunitárias vão receber outro alerta e carros de som vão passar pela comunidade chamando a atenção para possíveis situações de risco.
Logo depois acontece a evacuação das comunidades. Realizada através de rotas de fuga traçadas pela equipe de Ações Preventivas da Codesal, depois de um estudo na localidade.
Ao deixarem suas casas e chegarem seguros a pontos de encontros específicos os moradores seguirão de ônibus para um abrigo, onde serão cadastrados por equipes do setor social e vão participar de palestra e oficinas para adultos e crianças e receberão alimentação.
“Tudo dentro de uma possível realidade. A partir daí vamos saber quais foram os nossos erros e acertos para que possamos melhorar cada vez mais a atuação e consequentemente melhorar a qualidade de vida daquelas comunidades, evitando os desastres e preservando a integridade física nestes casos”, concluiu Bomfim.
Além de Salvador, o simulado vai ser realizado simultaneamente em Recife e Maceió, entre 8h e 12h.
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