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20/04/2011

Pelourinho continua esquentando o público para o São João com trios de forró



O ritmo nordestino do forró agita o Terreiro de Jesus, às terças-feiras, com apresentações de trios de forró, dentro da agenda do Pelourinho Cultural, programa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBa).

Para a apresentação dessa semana (26) Neto de Procópio sobe ao palco a partir das 20h tocando sua sanfona e aquecendo a temporada de forró do Pelourinho que prossegue até o São João, sempre com atrações de qualidade.

O artista, que tem mais de 20 anos de carreira, já se apresentou diversas vezes no Centro Histórico. No dia 26, Neto tocará ao lado de Téo Guedes (zabumba) e Curió do Triângulo (triângulo), no tradicional formato nordestino.

“O público que comparecer ao Pelourinho vai dançar sucessos que não saem da memória de quem curte forró, como Luiz Gonzaga, em músicas como Respeita Januário, além de composições minhas como Nossa seleção e Mutreta”, disse o músico.

Serviço:

Trio de Forró com Neto de Procópio
Data: 26 de abril (terça-feira)
Local: Terreiro de Jesus
Horário: 20h
Entrada: Gratuita

24/02/2011

Folião pipoca movimenta mais a economia do Carnaval do que os foliões de camarotes e trios

Mesmo com gasto diário de R$ 49,83 por folião pipoca contra R$ 124,57 por folião de bloco, os “pipocas” movimentam mais a economia do carnaval.

A pesquisa Suplemento do Carnaval 2010, realizada em parceria, pela SecultBA e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan, com base em questionário suplementar ao da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), constatou que o folião pipoca é o que mais investe no Carnaval, com um gasto diário de R$ 49,83 o que representa um total de R$ 44,1 milhões durante os seis dias de festa.

Comparando os dados, o folião que prefere curtir a festa nos blocos e trios gasta diariamente R$ 124,57, o que perfaz um total de R$ 31,1 milhões em todos os dias de festa.

A diferença em gastos que podemos observar nesses dois grupos distintos de foliões diz respeito ao número de participante por grupos. No caso dos foliões “pipoca”, constatou-se um percentual maior do que os que brincam nos blocos e trios, em um total de 58,9% e 15,6% respectivamente.

“Como existem mais foliões pipoca brincando o carnaval e mesmo que o gasto diário desse folião seja menor do que o folião de trio, a lógica é sem dúvida a de maior contingente, por isso o folião pipoca emprega mais na economia do carnaval”, explica uma das responsáveis pela pesquisa, a economista Carlota Gottschall.

Tabela 1 – Modalidade de participação

“O ócio virou negócio” – Mais uma vez comprova-se que o carnaval é uma oportunidade de geração de trabalho para uma parcela de moradores da capital baiana, como foi também apresentado nas pesquisas de 2008 e 2009.

Na pesquisa Suplemento do Carnaval 2010 ficou constatado que, dos 93 mil soteropolitanos que trabalharam na festa, a maior parte deles, 63,3% são homens, 89,8% são negros, estão com idade entre 25 e 39 anos (74,9%), com segundo grau completo (46,9%0), e ganham entre um e dois salários mínimos (39,1%).

De acordo com a pesquisa, “a maioria dos postos de trabalho relacionados à festa, embora cada vez mais inseridos no modo de produção capitalista, é marcada pela informalidade, atividades em tempo parcial e ausência de contratos de trabalho. Dentre os residentes em Salvador que atuaram no Carnaval 2010, 39% não possuíam qualquer tipo de contrato ou vínculo trabalhista”.

A pesquisa revelou ainda que, durante o carnaval, os trabalhadores são principalmente vendedores ambulantes, ligados ao comércio de produtos alimentícios, bebidas e adereços.

Merece destaque ainda os guardas, os policiais, vigilantes, seguranças particulares, motoristas, cobradores, auxiliares de serviços gerais, faxineiros e lixeiros. “A despeito do Carnaval de Salvador estar cada vez mais centralizado em grandes blocos, camarotes e arquibancadas, a festa movimenta não só a economia das empresas formalmente constituídas, mas também os pequenos negócios e, sobretudo, a economia informal representativa de grande parte das ocupações geradas na folia”, destaca o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.

Os dados revelam também um cuidado com a segurança da festa e do folião com um percentual de 11,7% para seguranças e vigilantes e 11% para guardas, oficiais e policiais.

Os outros números são: 9,2% para motoristas; 6,2% para vendedores; 4,7% para compositores e músicos; 3,7% atendentes de bar e lanchonetes; 3,5% para gerentes, 2,0% para enfermeiros e 1,7% para auxiliares de serviços gerais. O maior número ficou com os ambulantes, perfazendo um total de 17,0%. A pesquisa revelou ainda que o rendimento real médio para cada trabalhador foi de R$ 737,02.

Confira a publicação INFOCULTURA 6: http://www.cultura.ba.gov.br/infocultura/