Carnaval do Pelourinho, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro garantem o acesso a atrações nacionais e internacionais para o folião pipoca. Programação segue até terça com show especial em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres.
Transmissão da TVE atingiu 3 pontos de audiência na quinta, mostrando a festa para 35 mil lares da Região Metropolitana. Carnaval do Pelô já contabilizou 200 mil foliões.
A maior festa de rua do planeta conta com atrações nacionais e internacionais com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado que cumpre o objetivo de oferecer uma programação plural para o folião pipoca. O Governo leva em conta, além da promoção da diversidade de ritmos, o fato de que dos 478 mil residentes de Salvador que pulam o Carnaval, 58,9% são foliões pipoca. (Confira a programação dos trios Pipoca até terça no final da matéria).
O Carnaval Ouro Negro também garantiu a festa para o folião nos dois primeiros dias de festa. No Circuito Osmar, na quinta e sexta, aconteceram os desfiles das entidades que participam do Ouro Negro com a participação de muitos turistas estrangeiros e de comunidades de Salvador.
No Campo Grande, o desfile de blocos afro tradicionais, como o Olodum, A Mulherada, Didá, Bankoma e Cortejo Afro, trouxe a estética africana em fantasias e nas músicas, arrastando os foliões ao ritmo dos tambores. Mas foram os blocos de samba que deram o tom nos dois dias primeiros dias de Carnaval.
Na abertura, considerado a Quinta-feira do Samba na Avenida, o ritmo mais popular do país foi defendido por entidades como o Alerta Geral, Amor e Paixão, Pagode Total e Proibido Proibir, que possibilitaram a conexão entre sambistas baianos e do eixo Rio-São Paulo, para alegria dos amantes do ritmo.
Na sexta-feira, os sambistas voltaram à Avenida para acompanhar o desfile dos blocos Saudade é folia, Q Felicidade, Reduto do Samba, Soweto, além do mais antigo bloco de samba do Carnaval baiano, Alvorada. Celebrando 36 anos de pioneirismo, o Alvorada trouxe uma seleção de artistas populares que proporcionaram uma longa madrugada de alegria para quem curte o mais brasileiro dos ritmos musicais.
No Circuito Batatinha, na quinta e sexta-feira, as atrações foram variadas, com muito samba, reggae, percussão e até o popular arrocha, representados pelos cantores Pablo e Nira Guerreira, atrações do percussivo Mutantes.
No Batatinha fica evidente o trabalho social realizado pelos blocos de matriz africana, que trazem jovens de bairros da periferia da cidade com atrações principais dos desfiles, seja na percussão, no canto, nas alas de dança ou mesmo como animados foliões.
O bloco afro Relíquias Africanas, do bairro de Pirajá, trouxe como atração o único artista cadeirante do Carnaval: o cantor e compositor Marcílio J. que comandou os foliões com muito samba reggae.
Carnaval do Pelourinho 2011
O Carnaval do Pelourinho tem sido considerado um dos circuitos de maior sucesso do Carnaval 2011, e contou com um belo show de abertura reunindo 15 percussionistas baianos. Nomes importantes do cenário musical da percussão, eles fizeram um belo espetáculo em cenário que ganhou decoração em homenagem ao Mestre Prego e Neguinho do Samba.
O Pelourinho Cultural, programa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), unidade da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), estima que cerca de 200 mil pessoas já passaram pelo Carnaval do Pelourinho 2011. A previsão é que nos cinco dias o público totalize 500 mil pessoas circulando somente na área do Pelourinho.
Com total de 95 atrações, o Carnaval do Pelô 2011 contabiliza até às 02h da madrugada de ontem (05), 61 apresentações. Até o final da festa no Pelourinho, na terça-feira, dia 08, se apresentarão mais 34 atrações artísticas.
São shows de grandes bandas, artistas e grupos famosos nos quatro palcos dos largos, como Baiana System com Pepeu Gomes, Retrofoguetes, Mariene de Castro, o cantor Otto, as bandas Diamba e Didá, entre dezenas de outras atrações, além do Carnaval Infantil na Praça das Artes, que começa sempre às 13h. As outras atrações ocorrem sempre das 16h às 02h da madrugada.
O investimento do Governo da Bahia no Carnaval do pelô é de R$ 1,6, contabilizando apenas a programação e operação artística, som, iluminação e decoração da área, sem contar com recursos estaduais dos setores da saúde, segurança e infra-estrutura urbana. Esse ano a festa conta com o patrocínio do Governo Federal através do Banco do Brasil além das empresas públicas baianas Bahiagás e Embasa.
Carnaval Ouro Negro 2011
No domingo, saem do Pelourinho em direção ao Campo Grande o afoxé mais antigo do Carnaval, os Filhos de Gandhy. Os quase 10 mil integrantes do bloco formarão, mais uma vez, o tradicional ‘tapete branco’ da folia.
O desfile do afro Okanbí, segunda e terça, no circuito Osmar também é outro destaque para os próximos dias. O Grupo vem do Engenho Velho de Brotas e este ano convidou duas revelações da música negra atual para animar o desfile do bloco: o grupo de RAP baiano Opanijé, que mistura samplers e batidas eletrônicas ao som de berimbaus, instrumentos percussivos e cânticos do candomblé, e a cantora brasiliense Ellen Oléria, que traz, em sua voz e violão, o swing de gêneros da black music, como o funk, samba, soul e hip hop.
No trajeto Barra-Ondina (circuito Dodô), o mais disputado por camarotes e veículos de comunicação, também acontece o desfile de entidades do Programa Carnaval Ouro Negro, a exemplo dos blocos afro Cortejo Afro, Olodum e A Mulherada, os afoxés Filhos de Gandhy e a versão feminina, as Filhas de Gandhy, além do bloco de reggae Banana Reggae.
Transmissão TVE
Para os residentes de Salvador que ficam em casa e para todo o mundo através do portal www.carnaval.ba.gov.br, a TVE Bahia tem feito uma cobertura diferenciada, com foco na diversidade e nos shows que acontecem no Largo do Pelourinho. No primeiro dia de transmissão, o IBOPE registro 3 pontos de audiência, sendo o terceiro canal de televisão na preferência do telespectador. O pico da transmissão foi por volta das 1h30 da madrugada, 2% dos 16% que estavam assistindo a TV estavam ligados na transmissão da TVE.
Programação dos Trios do Carnaval Pipoca*:
Domingo – 6/março
Barra (Dodô)
Bahia Reggae Power (Max Romeo e a atração internacional Georffrey Chambers) – 20h30
Avenida (Osmar)
Barca da Folia (Noeme Bastos, Luciano Bahia e Robson Moraes) - 18h35
Gerônimo - 21h25
Segunda-feira – 7/março
Barra (Dodô)
Na Palma da Mão (Davi Vieira e Escola Percussiva) - 14h30
Avenida (Osmar)
Tonho Matéria - 12h30
Edil Pacheco - 19h40
Terça-feira – 8/março
Barra (Dodô)
Vozes Quilombolas (Claudia Cós’tta, Grupo Quixabeira, Isabel de Feira e Sambistas do Recôncavo) – 17h
Avenida (Osmar)
Samba de Moça Só (Juliana Ribeiro, Cacau do Pandeiro e Banda Samba das Moças) - 17h
Buck Jones - 20h50
A cidade de Salvador por Stefano Diaz - Moda, cultura, estilo de vida, gastronomia, luxo, música e arquitetura.
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07/03/2011
03/03/2011
Motumbá leva animação dos ensaios para o folião pipoca no Carnaval de Salvador
Alexandre Guedes, vocalista da banda, se diz feliz em retornar para o Carnaval soteropolitano e garante animação no Centro da cidade no sábado (05), às 17h30.
O folião do Carnaval de Salvador tem mesmo muito o que festejar.
Alexandre Guedes e a banda Motumbá voltam ao Carnaval de Salvador e desfilarão pelo circuito Osmar (Campo Grande), no Sábado, dia 05 de março, às 17h30.
O Motumbá está entre as atrações do programa Carnaval Pipoca, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). O programa garante trios ´sem corda´ no Carnaval de Salvador, além da apresentação de artistas nos bairros da capital.
Para Alexandre Guedes, o Carnaval Pipoca “é uma maneira de democratizar o Carnaval e o público pode aproveitar ainda mais”. Guedes diz que ele e a Motumbá levarão ao folião a mesma animação dos ensaios realizados durante todo o verão.
Após o estouro no Carnaval de 2009 com o “hit” Bororó, a banda retorna aos festejos do Carnaval no Circuito Osmar (Campo Grande), onde apresentará a música de trabalho do verão 2011, “Êpa ê Papá”, já sucesso nas rádios da cidade.
O folião do Carnaval de Salvador tem mesmo muito o que festejar.
Alexandre Guedes e a banda Motumbá voltam ao Carnaval de Salvador e desfilarão pelo circuito Osmar (Campo Grande), no Sábado, dia 05 de março, às 17h30.
O Motumbá está entre as atrações do programa Carnaval Pipoca, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). O programa garante trios ´sem corda´ no Carnaval de Salvador, além da apresentação de artistas nos bairros da capital.
Para Alexandre Guedes, o Carnaval Pipoca “é uma maneira de democratizar o Carnaval e o público pode aproveitar ainda mais”. Guedes diz que ele e a Motumbá levarão ao folião a mesma animação dos ensaios realizados durante todo o verão.
Após o estouro no Carnaval de 2009 com o “hit” Bororó, a banda retorna aos festejos do Carnaval no Circuito Osmar (Campo Grande), onde apresentará a música de trabalho do verão 2011, “Êpa ê Papá”, já sucesso nas rádios da cidade.
Tonho Matéria grava DVD durante apresentação no trio do Carnaval Pipoca 2011 e promete contagiar o folião do Centro
Neguinho do Samba será homenageado pelo cantor que grava DVD em show inédito que será apresentado no trio do Carnaval Pipoca, na segunda (07), 12h30.
O rufar dos tambores irão ecoar por todo o Centro de Salvador a partir das 12h30 do dia 07 de março, segunda-feira de carnaval. Apresentando especialmente o show “Tambores da Afrologia no Carnaval da Bahia”, o cantor Tonho Matéria é uma das atrações do Carnaval Pipoca 2011, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), que oferece gratuitamente programação para os foliões do carnaval da cidade.
No show que apresentará em cima do trio elétrico, Tonho Matéria propõe trazer ao público as sensações e efeitos da sonoridade da percussão.
Uma das canções apresentadas presta homenagem a Neguinho do Samba, músico falecido em 2009, responsável pela divulgação do samba-reggae em todo o mundo. A música se chama “Neguinho do Samba-Reggae” e já faz parte da trilha sonora de documentário realizado pela TVE.
Tonho Matéria tem grande expectativa em sua passagem pelas ruas do Centro de Salvador: “Vamos gravar um DVD durante o desfile. Captaremos imagens para o DVD que trará alguns convidados como o Bloco da Capoeira”.
O Bloco da Capoeira, como o nome sugere, é basicamente composto por capoeiristas e percussionistas e faz parte do Carnaval Ouro Negro, outro projeto da SecultBA.
O artista declarou que quer ver o público participando do Carnaval de rua e prestigiando sua apresentação. Tonho se dedica a divulgar, inclusive através das mídias sociais, um pouco do que poderá ser visto em seu show. Segundo o cantor, ´o folião do Carnaval de Salvador não perde por esperar´.
O rufar dos tambores irão ecoar por todo o Centro de Salvador a partir das 12h30 do dia 07 de março, segunda-feira de carnaval. Apresentando especialmente o show “Tambores da Afrologia no Carnaval da Bahia”, o cantor Tonho Matéria é uma das atrações do Carnaval Pipoca 2011, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), que oferece gratuitamente programação para os foliões do carnaval da cidade.
No show que apresentará em cima do trio elétrico, Tonho Matéria propõe trazer ao público as sensações e efeitos da sonoridade da percussão.
Uma das canções apresentadas presta homenagem a Neguinho do Samba, músico falecido em 2009, responsável pela divulgação do samba-reggae em todo o mundo. A música se chama “Neguinho do Samba-Reggae” e já faz parte da trilha sonora de documentário realizado pela TVE.
Tonho Matéria tem grande expectativa em sua passagem pelas ruas do Centro de Salvador: “Vamos gravar um DVD durante o desfile. Captaremos imagens para o DVD que trará alguns convidados como o Bloco da Capoeira”.
O Bloco da Capoeira, como o nome sugere, é basicamente composto por capoeiristas e percussionistas e faz parte do Carnaval Ouro Negro, outro projeto da SecultBA.
O artista declarou que quer ver o público participando do Carnaval de rua e prestigiando sua apresentação. Tonho se dedica a divulgar, inclusive através das mídias sociais, um pouco do que poderá ser visto em seu show. Segundo o cantor, ´o folião do Carnaval de Salvador não perde por esperar´.
24/02/2011
Folião pipoca movimenta mais a economia do Carnaval do que os foliões de camarotes e trios
Mesmo com gasto diário de R$ 49,83 por folião pipoca contra R$ 124,57 por folião de bloco, os “pipocas” movimentam mais a economia do carnaval.
A pesquisa Suplemento do Carnaval 2010, realizada em parceria, pela SecultBA e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan, com base em questionário suplementar ao da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), constatou que o folião pipoca é o que mais investe no Carnaval, com um gasto diário de R$ 49,83 o que representa um total de R$ 44,1 milhões durante os seis dias de festa.
Comparando os dados, o folião que prefere curtir a festa nos blocos e trios gasta diariamente R$ 124,57, o que perfaz um total de R$ 31,1 milhões em todos os dias de festa.
A diferença em gastos que podemos observar nesses dois grupos distintos de foliões diz respeito ao número de participante por grupos. No caso dos foliões “pipoca”, constatou-se um percentual maior do que os que brincam nos blocos e trios, em um total de 58,9% e 15,6% respectivamente.
“Como existem mais foliões pipoca brincando o carnaval e mesmo que o gasto diário desse folião seja menor do que o folião de trio, a lógica é sem dúvida a de maior contingente, por isso o folião pipoca emprega mais na economia do carnaval”, explica uma das responsáveis pela pesquisa, a economista Carlota Gottschall.
Tabela 1 – Modalidade de participação
“O ócio virou negócio” – Mais uma vez comprova-se que o carnaval é uma oportunidade de geração de trabalho para uma parcela de moradores da capital baiana, como foi também apresentado nas pesquisas de 2008 e 2009.
Na pesquisa Suplemento do Carnaval 2010 ficou constatado que, dos 93 mil soteropolitanos que trabalharam na festa, a maior parte deles, 63,3% são homens, 89,8% são negros, estão com idade entre 25 e 39 anos (74,9%), com segundo grau completo (46,9%0), e ganham entre um e dois salários mínimos (39,1%).
De acordo com a pesquisa, “a maioria dos postos de trabalho relacionados à festa, embora cada vez mais inseridos no modo de produção capitalista, é marcada pela informalidade, atividades em tempo parcial e ausência de contratos de trabalho. Dentre os residentes em Salvador que atuaram no Carnaval 2010, 39% não possuíam qualquer tipo de contrato ou vínculo trabalhista”.
A pesquisa revelou ainda que, durante o carnaval, os trabalhadores são principalmente vendedores ambulantes, ligados ao comércio de produtos alimentícios, bebidas e adereços.
Merece destaque ainda os guardas, os policiais, vigilantes, seguranças particulares, motoristas, cobradores, auxiliares de serviços gerais, faxineiros e lixeiros. “A despeito do Carnaval de Salvador estar cada vez mais centralizado em grandes blocos, camarotes e arquibancadas, a festa movimenta não só a economia das empresas formalmente constituídas, mas também os pequenos negócios e, sobretudo, a economia informal representativa de grande parte das ocupações geradas na folia”, destaca o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.
Os dados revelam também um cuidado com a segurança da festa e do folião com um percentual de 11,7% para seguranças e vigilantes e 11% para guardas, oficiais e policiais.
Os outros números são: 9,2% para motoristas; 6,2% para vendedores; 4,7% para compositores e músicos; 3,7% atendentes de bar e lanchonetes; 3,5% para gerentes, 2,0% para enfermeiros e 1,7% para auxiliares de serviços gerais. O maior número ficou com os ambulantes, perfazendo um total de 17,0%. A pesquisa revelou ainda que o rendimento real médio para cada trabalhador foi de R$ 737,02.
Confira a publicação INFOCULTURA 6: http://www.cultura.ba.gov.br/infocultura/
A pesquisa Suplemento do Carnaval 2010, realizada em parceria, pela SecultBA e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan, com base em questionário suplementar ao da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), constatou que o folião pipoca é o que mais investe no Carnaval, com um gasto diário de R$ 49,83 o que representa um total de R$ 44,1 milhões durante os seis dias de festa.
Comparando os dados, o folião que prefere curtir a festa nos blocos e trios gasta diariamente R$ 124,57, o que perfaz um total de R$ 31,1 milhões em todos os dias de festa.
A diferença em gastos que podemos observar nesses dois grupos distintos de foliões diz respeito ao número de participante por grupos. No caso dos foliões “pipoca”, constatou-se um percentual maior do que os que brincam nos blocos e trios, em um total de 58,9% e 15,6% respectivamente.
“Como existem mais foliões pipoca brincando o carnaval e mesmo que o gasto diário desse folião seja menor do que o folião de trio, a lógica é sem dúvida a de maior contingente, por isso o folião pipoca emprega mais na economia do carnaval”, explica uma das responsáveis pela pesquisa, a economista Carlota Gottschall.
Tabela 1 – Modalidade de participação
“O ócio virou negócio” – Mais uma vez comprova-se que o carnaval é uma oportunidade de geração de trabalho para uma parcela de moradores da capital baiana, como foi também apresentado nas pesquisas de 2008 e 2009.
Na pesquisa Suplemento do Carnaval 2010 ficou constatado que, dos 93 mil soteropolitanos que trabalharam na festa, a maior parte deles, 63,3% são homens, 89,8% são negros, estão com idade entre 25 e 39 anos (74,9%), com segundo grau completo (46,9%0), e ganham entre um e dois salários mínimos (39,1%).
De acordo com a pesquisa, “a maioria dos postos de trabalho relacionados à festa, embora cada vez mais inseridos no modo de produção capitalista, é marcada pela informalidade, atividades em tempo parcial e ausência de contratos de trabalho. Dentre os residentes em Salvador que atuaram no Carnaval 2010, 39% não possuíam qualquer tipo de contrato ou vínculo trabalhista”.
A pesquisa revelou ainda que, durante o carnaval, os trabalhadores são principalmente vendedores ambulantes, ligados ao comércio de produtos alimentícios, bebidas e adereços.
Merece destaque ainda os guardas, os policiais, vigilantes, seguranças particulares, motoristas, cobradores, auxiliares de serviços gerais, faxineiros e lixeiros. “A despeito do Carnaval de Salvador estar cada vez mais centralizado em grandes blocos, camarotes e arquibancadas, a festa movimenta não só a economia das empresas formalmente constituídas, mas também os pequenos negócios e, sobretudo, a economia informal representativa de grande parte das ocupações geradas na folia”, destaca o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis.
Os dados revelam também um cuidado com a segurança da festa e do folião com um percentual de 11,7% para seguranças e vigilantes e 11% para guardas, oficiais e policiais.
Os outros números são: 9,2% para motoristas; 6,2% para vendedores; 4,7% para compositores e músicos; 3,7% atendentes de bar e lanchonetes; 3,5% para gerentes, 2,0% para enfermeiros e 1,7% para auxiliares de serviços gerais. O maior número ficou com os ambulantes, perfazendo um total de 17,0%. A pesquisa revelou ainda que o rendimento real médio para cada trabalhador foi de R$ 737,02.
Confira a publicação INFOCULTURA 6: http://www.cultura.ba.gov.br/infocultura/
23/02/2011
Carnaval 2010: pesquisa revela práticas culturais do folião residente em Salvador
As secretarias de Cultura (SecultBA) e do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan) se reúnem AMANHÃ, quinta-feira (24/02), às 9h30, no Conselho de Cultura, para o lançamento da sexta edição do Infocultura, intitulada Carnaval 2010: Comportamentos dos Residentes de Salvador na Festa e suas Práticas Culturais.
A publicação apresenta os dados da pesquisa Suplemento do Carnaval 2010, realizada em parceria, pela SecultBA e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan, e utiliza a metodologia e a estrutura organizacional da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PEDRMS).
Estarão presentes no lançamento os secretários de Cultura, Albino Rubim, e Zezéu Ribeiro, do Planejamento, além do diretor-geral da SEI, Geraldo Reis. Após a fala de abertura dos secretários, o diretor de Economia da Cultura da Superintendência de Promoção Cultura da SecultBA, Luciano Damasceno, a economista e assessora do Irdeb, Carlota Gottschall e Thaiz Silveira Braga, diretora de Pesquisas da SEI, apresentarão os resultados da pesquisa.
Do total da população residente em Salvador, 22,1% vão para as ruas durante o Carnaval, contabilizando 571 mil residentes. Desse total, 478 mil brincaram, sendo 58,9% deles foliões pipoca. Foram entrevistados 9.381 indivíduos residentes na capital do estado durante os meses de julho, agosto e setembro de 2010.
Serviço
O quê: Lançamento do Infocultura nº 06 “Carnaval 2010: Comportamentos dos Residentes de Salvador na Festa e suas Práticas Culturais”
Quando: 24/02 (quinta-feira)
Onde: Conselho de Cultura – Anexo ao Palácio da Aclamação |Av. Sete de Setembro – Centro| Salvador-Bahia.
Horário: 9h30
A publicação apresenta os dados da pesquisa Suplemento do Carnaval 2010, realizada em parceria, pela SecultBA e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Seplan, e utiliza a metodologia e a estrutura organizacional da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PEDRMS).
Estarão presentes no lançamento os secretários de Cultura, Albino Rubim, e Zezéu Ribeiro, do Planejamento, além do diretor-geral da SEI, Geraldo Reis. Após a fala de abertura dos secretários, o diretor de Economia da Cultura da Superintendência de Promoção Cultura da SecultBA, Luciano Damasceno, a economista e assessora do Irdeb, Carlota Gottschall e Thaiz Silveira Braga, diretora de Pesquisas da SEI, apresentarão os resultados da pesquisa.
Do total da população residente em Salvador, 22,1% vão para as ruas durante o Carnaval, contabilizando 571 mil residentes. Desse total, 478 mil brincaram, sendo 58,9% deles foliões pipoca. Foram entrevistados 9.381 indivíduos residentes na capital do estado durante os meses de julho, agosto e setembro de 2010.
Serviço
O quê: Lançamento do Infocultura nº 06 “Carnaval 2010: Comportamentos dos Residentes de Salvador na Festa e suas Práticas Culturais”
Quando: 24/02 (quinta-feira)
Onde: Conselho de Cultura – Anexo ao Palácio da Aclamação |Av. Sete de Setembro – Centro| Salvador-Bahia.
Horário: 9h30
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