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31/05/2011

Carlos Moore lança em Salvador, dia 3 de junho, na Casa de Angola, livro biográfico do músico africano Fela Kuti

Após 29 anos do seu lançamento na Europa (França e Inglaterra) chega ao Brasil a biografia de Fela Kuti, escrita pelo cientista político Carlos Moore e com Prefácio de Gilberto Gil.

O livro Fela, esta vida puta, tem o selo mineiro Nandyala, será lançado dia 3 de junho, às 18 horas, na Casa da Angola, em Salvador, em meio a uma polêmica hollywoodiana: a Broadway (EUA) está com o musical Fela!, produzido pelos astros Jay Z e Will Smith, baseado no livro de Moore, sem a autorização do autor.

No lançamento em Salvador (3/6), além da sessão de autógrafos de Moore - que mora na capital baiana há 10 anos - haverá transmissão de vídeos de shows de Fela Kuti e uma festa só de músicas afrobeat com o DJ Sankofa. O evento é uma parceira do CEAFRO – programa do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia (UFBa) com a Casa de Angola.

Aliás, a proposta de Moore e da editora Nandyala é lançar o livro em várias capitais do país, com muita música e vídeos de Fela Kuti. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre já estão na rota.

O livro trás comentários de Sueli Careiro, Carlinhos Brown, Chico César, Yeni Anikulapo Kuti, Seun Anikulapo Kuti, Feni Anikulapo Kuti, Paulo Lins, Robert Farris Thompson, Margaret Busby, Lindsay Barrett e Hugh Masekela.

Moore foi amigo de Fela Kuti (1938-1997), cujo nome completo era Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti - o criador do afrobeat um movimento musical e político, nos anos 70. Moore comenta que Fela Kuti se destacou internacionalmente por promover a junção de vários ritmos negros africanos e da diáspora- jamaicanos e norte-americanos.

O resultado foi um outro ritmo suingado, envolvente e irresistível. Já as composições de Fela Kuti contestavam a política de governos e regimes autoritários do seu país, a Nigéria. Algumas músicas chegaram a ter mais de 20 minutos de duração! Fela Kuti chegou a criar um partido de oposição, Movimento of the People (MOP), e se candidatou a Presidência da Nigéria. Fela Kuti era , sem dúvida. adrenalina pura.

Depois de muita insistência de Moore, Fela Kuti aceitou a proposta de escrever o que se tornou a única biografia autorizada, em 1981. Aldo do tipo: topo fazer o livro e venha já. Moore não pensou duas vezes e foi ao encontro de Fela Kuti.

Na época Moore morava na França e as entrevistas foram feitas em Paris e em Lagos (Nigéria) na Kalakuta, um tipo de república alternativa e independente criada por Fela Kuti que, na verdade, foi um espaço de resistência ao autoritarismo nigeriano e onde também viviam outros músicos e familiares.

Foi na Kalakuta que a mãe de Fela Kuti, a ativista Funmilayo Ransome-Kuti, acabou sendo assassinada pela polícia, tendo sida arremessada por uma janela por policiais, durante uma das várias invasões violentas a Kalakuta. No livro, Moore explica que esse crime afetou profundamente Kuti.

Essas e muitas outras histórias são contadas por Moore, na primeira pessoa no livro Fela, essa vida puta, o que dá a sensação do leitor estar conversando com Fela Kuti. Aceleradissimo, criativo, visionário, idealista, amado e odiado, transgressor e rebelde até as últimas conseqüências.

Esses adjetivos resumem parte da personalidade polêmica de Fela Kuti e que Moore soube bem dimensionar em seu livro

16/05/2011

MANOEL CARNEIRO LANÇA LIVRO NA OPÇÃO DIFFER



Óptico baiano apresenta sua terceira obra na quinta.

O óptico, escritor e professor baiano Manuel Carneiro lança o seu terceiro livro, Técnica de óptica nas vendas, na próxima quinta-feira, às 18hs, com coquetel na Óticas Opção Differ, no Salvador Shopping.

O livro é voltado iniciantes em vendas consultores, representantes e atendentes no setor óptico. Com linguagem moderna e imagens, a obra traz informações importantes sobre a interpretação de receituários para óculos até o cálculo de uma espessura de uma lente em qualquer índice de refração, tecnologias das lentes oftálmicas e matérias de armações e óculos.

Manuel carneiro também revela algumas dicas imperdíveis, entre elas, como determinar a armação ideal para multifocal, limites para atender receituário em óculos Curva 8, a forma prática para medir Centro óptico, escolha da armação para o formato do rosto e como escolher a melhor lente para altas dioptrias.

O autor ainda oferece informações de como atender insatisfações de clientes e ainda oferece Guia de Consulta rápida no momento do atendimento.

O livro Técnica de óptica nas vendas é o terceiro de autoria de Manoel Carneiro, que já lançou com sucesso as obras Óptica Oftálmica em Exercício - já na 3ª Edição com 12 mil exemplares vendidos e adotado por todas as escolas de formação em óptica oftálmica de nível técnico e superior, e Óptica Oftálmica para Consultores de Óptica. Ele ainda é autor da revista Palavras Cruzadas Óptica.

Atualmente, Manoel Carneiro atua como gerente técnico e no atendimento especializado da rede de Óticas Opção. Além de professor no Senac, ele é muito solicitado para ministrar palestras, prestar consultoria Óptica e realizar atendimento técnico personalizado em Rede de Ópticas.

No ramo óptico desde 1974, Manoel carneiro começou a carreira como servente no laboratório óptico nas Óticas Teixeira. Foi aprendiz de polidor de lentes, até chegar a gerente de produção.

Nessa trajetória, ele contou com o apoio fundamental de colaboradores e responsáveis de setores ensinando-lhe os primeiros passos em óptica oftálmica prática.

Formado em Matemática pela Universidade Católica de Salvador e com aperfeiçoamento óptico na Alemanha, Manoel Carneiro se tornou um dos principais em Óptica Oftálmica e Óptica Geométrica do país.

Os seus conhecimentos vem sendo passados para os alunos do Senac-Ba e palestras para oftalmologistas e residentes em oftalmologia, atendentes de clínicas e consultores de óptica.

02/05/2011

LA PASTA GIALLA COMEMORA DIA DAS MÃES COM MENU E LIVRO



Sergio Arno lança livro que celebra 10 anos do restaurante.

O restaurante La Pasta Gialla, comandado em Salvador pela empresária Fernanda Reis e pelo elogiado chef Sergio Arno, preparou um cardápio especial para comemorar o Dia das Mães, com Entrada, Prato Principal e Sobremesa a apenas R$ 68,00.

Entre os dias 6 e 8 de maio, o elegante espaço da rua São Paulo, na Pituba, é o local ideal para reunir a família e celebrar a data com uma deliciosa refeição.



Uma salada de folhas verdes com tomatinhos cereja assados, shitake grelhado e tiras de frango empanados com molho ao aroma de alho é a sugestão de Entrada, seguida por duas opções de prato principal: uma saborosa costeleta de cordeiro com molho agridoce ao hortelã e risotto integral ao aspargo e creme de parmesão ou o tagliatelle orgânico ao molho de abóbora e curry com camarões em crosta de coco fresco.



Para fechar o cardápio, o La Pasta Gialla sugere uma deliciosa pêra cozida ao vinho branco e especiarias com zabaglione.

LIVRO – Esse ano, além do cardápio especial, as unidades do La Pasta Gialla colocará à venda o livro “10 Anos do La Pasta Gialla”, escrito pelo chef Sergio Arno, com receitas criadas desde o seu lançamento.

Os clientes que consumirem acima de R$ 60,00 levam a edição especial a R$ 20,00.

Serviço:

La Pasta Gialla - Rua São Paulo, 448, Pituba. Tel: 3011-6599

18/04/2011

Poeta residente em Salvador lança livro na Cultura



*Ao poeta, imprescindível é morrer*

*e só depois escrever.*

(W.D.Cavalcanti)

No dia 28 de abril próximo, W. D. Cavalcanti lança livro de poemas, “Adiantamento da Legítima”, na Livraria Cultura de Salvador.

Escrita de suas vivências impregnada de arguta observação do mundo e do outro, o livro se compõe de poemas inéditos e de alguns já publicados em jornais, revistas literárias e antologias pelo Brasil. Primeira publicação assinada pelo autor, não se trata, no entanto, de um marinheiro de primeira viagem, mas das muitas viagens de um marinheiro.

Publicado pela editora Una, o livro é composto por 98 poemas em 144 páginas. Seu meticuloso manejo das palavras oferece um instigante panorama de referências literárias e mesmo geográficas ao leitor, passeando muitas vezes entre o autobiográfico e o confessional, sem desviar o olhar sensível de tudo que lhe é circunstante.

A apresentação é assinada por Humberto Haydt, um dos nomes mais expressivos da Psicanálise, e as orelhas por Italo Moriconi, poeta e professor de literatura comparada e brasileira na UERJ, e por Marize Castro, poetisa.

O livro é uma extensão da obra de Cavalcanti no âmbito das artes visuais, onde já trabalhou com os mesmos temas desde o início dos anos 1990.

Nascido em Natal, mas há dez anos residente em Salvador após viver por terras cariocas e brasilienses, seus poemas apresentam um percurso das suas andanças pelo Brasil e fora dele, bem como pelos territórios imaginários do desejo.

Ao fazer uma relação com sua obra no âmbito das artes visuais, W. D. Cavalcanti afirma: “*Minhas exposições podem ser lidas como livros e meus poemas podem ser vistos como exposições, ou melhor, como minha hiperexposição - eu hiperexposto".

Inspirado por Salvador

Após lançar “Adiantamento da Legítima” em Natal e em Brasília, chega a vez de apresentar aos soteropolitanos uma obra que, em muitas instâncias, foi também inspirada pela cidade.

Não são poucas as referências a Salvador, cidade que escolheu como sua*: “Em Salvador me redescobri, descobrindo novas possibilidades de uma vida que evoca Áfricas cálidas a quem cansou de centros nervosos, frios e exangues.”

O lançamento acontece no dia 28 de abril de 2011, a partir das 19h na Livraria Cultura (Salvador Shopping). O autor estará presente para sessão de autógrafos.

*Sobre o autor*

W. D. CAVALCANTI - Wellington Dantas Cavalcanti nasceu em Natal/RN. Morou em Brasília, no Rio de Janeiro e atualmente reside em Salvador. Poeta e artista visual, também advogado, o autor tem poemas e textos publicados em antologias, jornais e revistas literárias nacionais. Faz parte da Antologia da Nova Poesia Brasileira, organizada por Olga Savary (Editora Hipocampo, Rio de Janeiro, 1992).

No campo das artes visuais apresentou exposições que conquistaram o reconhecimento do público e de artistas expressivos. Entre essas exposições, destacam-se *A Câmara Mostruária* (1991, individual), *Omphalós Ubíquo*(1992, individual), *A Sala dos Fundamentos* (1994, individual), *Pulsões em Poussin* (2004, individual) e *Armadilhas Indígenas* (1991, coletiva com alguns dos nomes mais representativos da arte brasileira).

“Como artista, valorizo a visão, mas não a tenho como hegemônica, expando minha fome de conhecimento e meu fazer para campos distintos e afins, como a psicanálise, a filosofia, a literatura, e faço convergir minhas inquietações e interrogações desses territórios para a instância da elaboração visual, buscando resolvê-las formalmente, como tentativa de obter respostas e levantar questionamentos.”

“A Poesia que escrevo é tão visceralmente o que sou que, não raro, ela diz de mim o que sequer suponho: ela diz do outro que me habita e me faz.”

*SERVIÇO*

Lançamento “Adiantamento da Legítima”, de W. D. Cavalcanti
28 de abril de 2011
Livraria Cultura, 19h

28/11/2010

Afoxés são homenageados com livro, DVD e registro como patrimônio imaterial da Bahia

Evento do dia 30/11 encerra ações do Governo do Estado para o Mês da Consciência Negra, com lançamentos de livro e DVD sobre “Desfile dos Afoxés”, do CD “Corredor Midiático” e promove o registro oficial dos Afoxés como “Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia”.

Edificação que foi utilizada durante 100 anos por ricos comerciantes e chefes de estado recebeu rainhas e príncipes, e foi moradia oficial de governadores da Bahia por metade do século 20, o Palácio da Aclamação, localizado no Passeio Público, próximo ao Forte de São Pedro e Campo Grande, em Salvador, passa a ser palco nesta terça-feira, dia 30, às 8h30, de homenagem a uma das manifestações mais emblemáticas da cultura baiana, o “Desfile dos Afoxés”.

Vinculados às matrizes africanas e representantes máximos da cultura afro-descendente nas festas carnavalescas da Bahia, os Afoxés foram criados não somente por classes desprivilegiadas economicamente e excluídas socialmente, mas, por uma parte da sociedade baiana que traz na sua história a marca de quatro séculos de escravidão.

Assim, subvertendo o passado e afirmando um novo presente, nesta terça-feira, os representantes de 23 Afoxés de Salvador, de entidades do Programa Carnaval Ouro Negro, de estudiosos da cultura negra e ativistas do movimento negro na Bahia, além de músicos e grupos percussivos, estarão subindo os degraus do palácio que representou o poder na Bahia para serem homenageados, com solenidade de encerramento das ações do Governo do Estado da Bahia para o Mês da Consciência Negra.

Na oportunidade, o governador Jaques Wagner assinará a homologação do “Desfile dos Afoxés” que passará a ser, com decreto no Diário Oficial, um Patrimônio Imaterial da Bahia. A festa terá lançamentos de livro e DVD-documentário de 26 minutos contando com artigos inéditos, documentos antigos, fotos, depoimentos e imagens de carnavais, a história dessa importante manifestação cultural, além de lançamento do CD “Corredor Midiático”.

A iniciativa é da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), através de três de suas quatro autarquias: o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), que escreveu artigos e produziu o dossiê que possibilita o registro dos Afoxés, a Fundação Pedro Calmon (FPC) que editou o livro e fará distribuição dos produtos por bibliotecas, e o Instituto de Radiodifusão do Estado (Irdeb) que gravou e editou imagens do DVD e produziu o CD.

Estarão presentes no evento outras secretarias estaduais, como a Promoção da Igualdade, além do Conselho do Carnaval, vereadores, deputados estaduais e federais, integrantes de instituições públicas e privadas, empresários e carnavalescos.

“Carnaval do Pelô – Corredor Midiático 2010” - Gravado ao vivo, o CD “Carnaval do Pelô – Corredor Midiático” promove o Carnaval de Salvador e registra a capacidade técnica num novo patamar da engenharia dos espetáculos de rua. Segundo o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, a homenagem e lançamentos são resultado dos esforços de quatro unidades da SecultBA o que evidencia a importância das parcerias e redes na implantação de políticas públicas. “O evento sintetiza pequena prévia de registro maior que gostaríamos de fazer dos 145 blocos de matriz africana que têm o apoio do Programa de Fomento Carnaval Ouro Negro”, avalia Meirelles.

Para o secretário, a implantação do Ouro Negro possibilitou mudanças significativas na gestão dos blocos afros que passaram tanto tempo na invisibilidade. Já sobre o CD, Meirelles destaca que o “Corredor Midiático” retrata ambientes sonoros do Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador (CHS), durante o Carnaval 2010. “O Corredor resgata a memória musical brasileira a partir de registros in loco da sonoridade das festas populares da Bahia, apresentando recorte ímpar da expressão artística de nosso povo”, conclui.

DESFILE DOS AFOXÉS – Os afoxés não sugiram de modo tão pacífico e somente lúdico como a maior parte da população baiana imagina. Foi necessária muita luta persistência, coragem, criatividade, e, principalmeente, amor às suas raízes culturais para que pudéssemos apreciar o Desfile dos Afoxés como o vemos hoje nas ruas durante o Carnaval de Salvador.

Os lundus, os batuques, os samba de roda, entre outras manifestações que traziam a riqueza da música, dança e, até, os costumes e símbolos religiosos de matrizes africanas para as ruas de Salvador, aparecem na historiografia desde o século 16 com a chegada à Bahia dos primeiros escravos negros vindos da África.

Mas, mesmo passado 500 anos, a repressão a essa expressão cultural ainda é latente e rigorosa. Em 1905 o chefe da segurança pública do Estado estabelece decreto normativo considerando uma “ilegalidade apresentar-se e exibir-se nas ruas com costumes africanos com batuques”.

Até meados da década de 2000 os Afoxés também estavam alijados de exibir-se nas ruas nos horários considerados nobres para os desfiles do período carnavalesco nos circuitos do Campo Grande-Praça Castro Alves e Barra-Ondina.

Novas políticas públicas capitaneadas pelo Governo do Estado estão permitindo mudar esse quadro e, entre elas, a política de inserção e apoio da SecultBa através do Carnaval Ouro Negro, com apoios financeiros, produção de catálogos, aumento da exibição dos desfiles em emissoras de TV, através da TVE e TV Brasil, estudos, pesquisas, livros e DVD-documentários, entre outros reconhecimentos, trazem essa manifestação para o verdaeiro locus cultural que merece como representante da cultura baiana.

Diversos autores e pesquisadores, ao longo do tempo, estudam, fotografam e refletem pesquisas sobre o Desfile dos Afoxés ou suas correlações culturais, como Manuel Querino, Nina Rodrigues, Donald Pierson, Pierre Verger, João José Reis, Sérgio Carrara, Ana Martins-Costa, entre dezenas de outros estudiosos e artistas.

Também chamado de candomblé de rua, por evidenciar e reconfigurar símbolos, posturas, cantos, ritmos, danças e outras manifestações religiosas trazidas por escravos negros, O Desfile dos Afoxés é caratecrizado pelo cortejo de rua que sai durante o carnaval. Em geral, os integrantes e fundadores de grupos de Afoxés do carnaval são vinculados a terreiros de candomblé.

Os foliões têm consciência de grupo, de valores e hábitos que os distinguem de qualquer outro bloco. As principais características são as roupas, nas cores dos Orixás, as cantigas em língua Iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. O ritmo da dança na rua é semelhante ao executado nos terreiros, bem como a melodia entoada.

Os cantos são puxados em solo, por alguém de destaque no grupo, e são repetidos por todos, inclusive os instrumentistas. Geralmente, antes da saída do grupo ocorre um ritual religioso.

Segundo as pesquisas do IPAC, o afoxé Embaixada da África foi a primeira manifestação negra a desfilar pelas ruas da Bahia, em 1885. Atualmente podem ser encontrados em Salvador, Feira de Santana, São Felix e nas cidades de Fortaleza, Recife, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo e Ribeirão Preto. Em 17 de novembro de 2008, a Associação Cultural Recreativa e Carnavalesca Filhos de Gandhy, encaminhou ao IPAC o pedido de inserção do segmento Afoxés no Livro de Registro Especial de Expressões Lúdicas e Artísticas.

O governador Jaques Wagner, com base na lei n°. 8.895, de 16 de dezembro de 2003 (Decreto 10.039/2006), realizou Notificação Pública, no dia 16 de fevereiro de 2009, abrindo processo de Registro como Patrimônio Imaterial da manifestação denominada Desfile de Afoxés.

Para atender esta solicitação, o IPAC elaborou o Dossiê sobre o Desfile de Afoxés, manifestação cultural que será inscrita no Livro Especial de Registro de Eventos e Celebrações. O dossiê compõe o Caderno do IPAC sobre os Desfiles dos Afoxés.

O Art. 41 da Lei 8.895/03 indica a necessidade de que os bens culturais protegidos pelo Registro Especial sejam “documentados e registrados a cada 05 (cinco) anos, sob responsabilidade do IPAC, por meio das técnicas mais adequadas às suas características, anexando-se, sempre que possível novas informações ao processo”, cabendo ao IPAC, portanto, promover sua “ampla divulgação e promoção, sob a forma de publicações, exposições, vídeos, filmes, meios multimídia e outras formas de linguagem promocional pertinentes, das informações registradas, franqueando-as à pesquisa qualificada.”

CORREDOR MIDIÁTICO - Em seu primeiro CD, o projeto “Corredor Midiático” 2010 organizado pelo Pelourinho Cultural, programa do IPAC/SecultBA, é resultado direto dos esforços do IRDEB junto ao resgate da memória musical brasileira.

Criado com tecnologia itinerante e adaptável, o projeto parte para imersão nas raízes das manifestações culturais durante as festas, extraindo a sonoridade original dos grupos em seu habitat natural, sem cortes, coloridos ou adição de efeitos. Com a supervisão da diretoria de Música da Fundação Cultural do Estado – Funceb/SecultBA, esse projeto leva, pela primeira vez ao público, o registro da Troça Carnavalesca “Pai Burukô” do lendário Mestre Didi, um verdadeiro patrimônio da Bahia.

Através da FPC este CD poderá alçar vôos ainda maiores, sendo parte do acervo de todas as bibliotecas do estado da Bahia, permitindo o acesso de todo o público, principalmente de jovens que anseiam por entrar em contato com suas raízes. Esse primeiro volume vai estimular também a iniciativa privada a descobrir as riquezas do nosso povo que passaram tanto tempo escondidas.

O “Corredor Midiático” traz sonoridade das ruas e o governo estadual através da SecultBA cumpre o papel de proteger e difundir tais manifestações do esquecimento coletivo a que estavam sujeitas.

MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA - O mês da consciência negra envolve celebrações referentes ao dia 20 de novembro de 1695, quando foi morto o líder Zumbi, o rei do maior quilombo do país, o Quilombo dos Palmares, que chegou a representar 15% da população do Brasil. Os eventos são basicamente organizados por entidades da sociedade civil. Os apoios, pelo Governo do Estado, são estruturados a partir da SEPROMI.

PALÁCIO DA ACLAMAÇÃO – O Palácio da Aclamação teve até o início do século 20, metade da área construída que conhecemos hoje, pois foi casa de um comerciante português, edificada em 1894 afastada do centro fundacional da cidade para fugir das doenças infecto-contagiosas, ao lado do jardim botânico criado no início do século 19, ficando conhecida como Palacete dos Moraes.

Em setembro de 1911 o governo estadual adquire o imóvel para transformá-lo em moradia dos governadores baianos. Em 1967, acontece a transferência da residência oficial para o Alto de Ondina e, em 1990, através do decreto nº4.148 o imóvel passa a ser administrado pelo IPAC. Hoje, é um importante espaço artístico com grandes exposições temporárias e sede da Diretoria de Museus do IPAC. O IPAC também elaborou o dossiê que deverá transformar o palácio em “Patrimônio da Bahia” através de decreto do governador que deve ser publicado até final deste ano (2010).

Ao ser tombado o imóvel passa a ser oficialmente protegido, tendo controle do IPAC para que não seja descaracterizada sua arquitetura original. Responsável por administrar o palácio, o IPAC também executou obras de manutenção no prédio desde 2008 até maio deste ano (2010) somando R$ 1,6 milhão em investimentos. Com dois andares, anexos, jardins e acesso ao Passeio Público, a edificação tem elementos clássicos, com frontões triangulares e dentículos, formando um sincretismo estilístico que marca a arquitetura neoclássica.

A decoração interna no estilo Luís 16 apresenta painéis emoldurados, guirlandas, laços e medalhões pintados pelo famoso pintor baiano Presciliano Silva. Seu acervo permanente é composto por mobiliário estilo D. José e Luís 15, porcelanas, cristais, bronzes, tapetes persas e franceses.

12/11/2010

Matilde Matos lança livro sobre os 50 anos de arte na Bahia

Matilde Matos lança livro sobre os 50 anos de arte na Bahia

A edição com 399 páginas, ilustrada, bilíngüe e com projeto editorial de Fernando Oberlaender, tem o apoio da Secretaria de Cultura do Estado através do Fundo de Cultura da Bahia.

Um panorama das artes plásticas produzida na Bahia desde 1945 é tema do livro 50 anos de Arte na Bahia, escrito pela crítica de arte, curadora e artista, Matilde Matos, com projeto do artista plástico Fernando Oberlaender e apoio para realização da Secretaria de Cultura do Estado – SecultBA, através do Fundo de Cultura da Bahia. O livro será lançado no Palacete das Artes, no dia 18 de novembro, às 19h e contará com a presença da classe artística baiana e com a presença especial da própria Matilde Matos que completou em 2010, 84 anos.

“Sinto-me numa situação espetacular, eu na posição de secretário de Estado poder apresentar a obra de Matilde Matos, que, há 50 anos, nos mostra com olhares múltiplos e generosos, a obra de artistas baianos.

Matilde sempre esteve atenta à diversidade e anteviu o que talvez ainda não estivesse presente, mas já estava apontado, na obra inicial de jovens artistas. E Matilde, crítica, sempre acompanhou esses vários caminhos, sinalizando novas possibilidades do desenvolvimento de cada célula”, declara o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles.

“Em textos curtos, para dar lugar às imagens, expresso minha visão dos acontecimentos que influenciaram a trajetória da arte visual desenvolvida na Bahia a partir da introdução do Modernismo, e dos artistas que se destacaram nas respectivas décadas, com o sentimento que me despertaram então. Gostaria de ter incluído outros artistas, mas faltou espaço”, afirma Matilde Matos.

O livro foi escrito em dois anos, e coube a Matilde fazer uma análise desses artistas, escrevendo novos textos, muitos deles com base nas antigas publicações que realizou na época que escrevia como crítica de arte para o extinto Jornal da Bahia. O ex-editor do jornal, João Falcão assina a apresentação do livro.

“Apresentar a autora Matilde Matos é para mim um privilégio, tendo em vista que a trajetória de sua vida tem interfaces com a minha trajetória de jornalista, tendo sido ela uma das primeiras colaboradoras do Jornal da Bahia com a coluna de crônicas, ‘A cidade e as gentes’ escrita com muita sensibilidade. Matilde, dotada de espírito empreendedor, aliou ao colunismo à crítica sobre a arte visual produzida na Bahia”, escreve Falcão.

A publicação – com texto bilíngüe (português – inglês), 399 páginas e ilustrado, o livro permeia a história das artes visuais na Bahia a partir da década de 1945 até a data atual, indicando, a partir de olhares da artista, os principais movimentos artísticos e dentro dele, os principais artistas.

Alguns dos artistas citados são: Mario Cravo Jr., Genaro de Carvalho, Jenner Augusto, Lygia Sampaio, Carybé, Hansen Bahia, Juarez Paraíso, Juraci Dórea, Calasans Neto, Eckenberger, Chico Liberato, Sante Scaldaferri, Edílson da Luz, Bel Borba, Mario Cravo Neto, Guache Marques, Sergio Rabinovitz, J. Cunha, Babalu, Viga Gordilho, César Romero, Ramiro Barnabó, Fernando Oberlaender, Leonel Mattos, Caetano Dias, Ayrson Heráclito, Domingos Terciliano, Giovana Dantas, entre outros.

“Tivemos referência dos textos publicados na época do Jornal da Bahia, então Matilde olhou para o passado e produziu novos textos. Esse livro não é e nem deverá ser visto como uma bíblia sobre as artes visuais na Bahia, ele é apenas um olhar de Matilde Matos, crítica de arte, sobre 50 anos de arte produzida aqui.

Então existem outros artistas que não estão no livro, mas que são também importantes e reconhecidos no cenário baiano”, explica o idealizador do projeto e o responsável gráfico do livro, o também artista plástico Fernando Oberlaender.

O galerista Fábio Pena Cal fica feliz com a produção do livro. “Ter um livro dedicado às artes plásticas na Bahia e escrito por Matilde Matos, é algo imprescindível para não só o registro de nossa história, como é fundamental para reposicionar o mercado de arte da Bahia, pois o mercado de arte de uma forma geral, não consegue absorver e corresponder à altura de todos os bons artistas e suas respectivas produções”, afirma.

A diretora de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado – FUNCEB, unidade vinculada à Secretaria de Cultura, Luciana Vasconcelos, pontua a produção do livro como uma importante contribuição para a Bahia. “A Fundação Cultural da Bahia já vem reconhecendo a importância de Matilde Matos para o desenvolvimento das Artes Visuais da Bahia, ao homenageá-la nos editais de montagem e curadoria de exposições que levam seu nome, desde 2007.

O livro, além de ser uma fundamental contribuição para o registro do patrimônio artístico da Bahia, servirá como importante instrumento de reflexão sobre a produção em artes visuais no estado, nos últimos anos”, conclui.

Matilde Matos – Com 84 anos completos em 2010, a artista plástica, curadora e crítica de arte, Matilde Matos é referência quase que unâmine quando se fala em artes visuais na Bahia.

Matilde Matos tem extenso currículo devotado à arte: curadora de inúmeras exposições, tanto em Salvador como fora da cidade, a autora destacou-se como crítica de arte escrevendo colunas no Jornal da Bahia, Jornal Bahia Hoje e na Revista Soterópolis. É colaboradora da revista bilíngüe, Southward Art, editada em Buenos Aires e divulgada nas três Américas.

Em maio de 2006, foi homenageada pela Associação Brasileira de Críticos de Arte por sua contribuição à crítica, à arte e à cultura brasileira, em uma cerimônia no SESC, em São Paulo.

Seu trabalho vem, desde sempre, servindo como registro e instrumento crítico das Artes Visuais no estado. Autora dos livros: “Fernando Oberlaender – Pintura e Tradução Poética” (2001) e “A Cidade e as Gentes” (2004), Matilde escreveu, ainda, os prefácios dos volumes “100 Artistas da Bahia” (1999), “+ 100 Artistas da Bahia” (2001), editados pela Galeria Prova do Artista; o prefácio do livro “Casa Tempo” de Sonia Rangel (2005) e texto para “A Obra de Juarez Paraíso” (2006).

14/05/2010

Kátia Borges lança seu terceiro livro de poesias, Ticket zen, na Biblioteca Pública do Estado, nos Barris



Menos de um ano depois de ter lançado seu segundo livro, Uma balada para Janis, pela Editora P55, a poeta Kátia Borges retorna à cena literária com mais uma produção.

Desta vez, a escritora e jornalista de A Tarde, lança na próxima terça-feira (18), às 18h, no Quadrilátero da Biblioteca Pública do Estado, nos Barris, Ticket Zen, seu terceiro livro de poemas que sai pela editora paulista Escrituras. Antes da noite de autógrafos, às 17h, no auditório da Biblioteca, no terceiro andar, Kátia Borges se encontra com outros poetas para um pequeno recital. A entrada é franca.

Os mais de noventa poemas que compõem a obra vêm recheados de lirismo e sensualidade, duas marcas presentes no trabalho da poeta que conseguiu viabilizar a publicação depois de ter sido selecionada em um edital da Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Pedro Calmon.

Ticket Zen, segundo a autora, é uma espécie de passaporte para buscar uma vida melhor, longe das dificuldades inerentes à vida humana. “Ás vezes você precisa pegar um caminho para ter uma vida com mais tranqüilidade. Isso se reflete não somente no título como também nos meus poemas”.

Poeta madura, Kátia não esconde suas influências nesta obra. A maior delas, sem dúvidas, vem do poeta Manuel Bandeira, reveladas tanto nas escolhas temáticas e formais, como pela abordagem. Este, assim como Cecília Meireles, Caio Fernando Abreu e Cazuza, são alguns dos poetas preferidos da escritora.

Reconhecimento - Uma das únicas baianas a figurar no Roteiro da Poesia Brasileira, de 2000, prestigiada publicação da editora Global, Kátia Borges chegou a duvidar de seu talento. “Não achava que as coisas que escrevia tinham importância. Só a partir do meu primeiro livro, De volta à caixa de abelhas, editado em 2000 pelo selo Letras da Bahia, foi que comecei a levar o meu trabalho à sério”, revela com a modéstia dos bons poetas.

A experiência vivida a partir da prova material que obteve com a publicação da sua primeira obra, fez a poeta entender que todos os escritores têm o direito de publicar suas escrituras. “Todo mundo que escreve precisa ter a chance de publicar sua obra. A seleção é feita de forma natural”, explica.

| Serviço |

O que: Lançamento do livro Ticket Zen de Kátia Borges
Onde: Na Biblioteca Pública do Estado da Bahia / Rua General Labatut, 27, Barris.
Quando: Dia 18 de maio (terça-feira), às 18h.
Preço do livro: R$ 25 / Ed. Escrituras/ 96 páginas



Mais informações:

ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676